Petroquímica

25 de abril de 2003

Petroquímica: Dólar e petróleo caros baixam lucro da Copesul

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    preço da nafta, inflado pela alta do petróleo e do dólar em 2002, refletiu negativamente nos negócios da central de matérias-primas no Pólo Petroquímico de Triunfo. Nos primeiros três meses de 2003, a Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) obteve resultado positivo de R$ 16,9 milhões, um pouco abaixo dos R$ 17,2 milhões do mesmo período do ano anterior. A composição deriva de lucro líquido societário de R$ 10,8 milhões, somado com a parcela de realização da reserva de reavaliação (RRR) referente ao período, livre de impostos, de R$ 6,1 milhões. Apesar disso, ainda não é possível apontar uma recuperação das margens do negócio petroquímico no mercado nacional.

    Química e Derivados: Petroquímica: grafico_atualidades.Segundo o diretor de relações com o mercado, Bruno Albuquerque Piovesan, a cadeia produtiva ainda se ressente do forte impacto exercido pelos preços das matérias-primas no custo dos produtos vendidos (CPV). Enquanto a receita líquida de vendas no período elevou-se de 143,2% em relação ao primeiro trimestre de 2002, o CPV apresentou alta de 165,5%, explicou.

    Piovesan salientou que os preços médios da nafta, principal matéria-prima da Copesul, sofreram majoração de 157,4% em relação ao primeiro trimestre de 2002, passando de R$ 414,00 por tonelada para R$ 1.066,00 por tonelada, para pagamento à vista, sem impostos. A central consumiu, no período, 865 mil toneladas de nafta, sendo 39% adquiridos no mercado externo e 61% no mercado interno. A Copesul obteve ainda a receita líquida R$ 1,2 bilhão com a venda de 670 mil toneladas de petroquímicos básicos, combustíveis e solventes.

    A receita é superior à obtida no mesmo período do ano passado devido a dois fatores: o aumento do volume de vendas, que de janeiro a março de 2002 ficou em 543 mil toneladas, e a recuperação dos preços médios, em reais, dos principais produtos da Companhia.

    A Copesul operou a plena carga praticamente ao longo de todo o trimestre de 2003, resultando em um nível operacional médio de 93% (base eteno). No mesmo período de 2002, o nível operacional médio foi de 75%. Do volume total comercializado nos três primeiros meses deste ano, 542 mil toneladas foram consumidas pelas indústrias do Pólo e 86 mil toneladas exportadas, principalmente para Argentina e Estados Unidos. O restante (42 mil toneladas) foi direcionado para outros estados.



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