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21 de outubro de 2013

Petroquímica: Braskem aumenta ocupação das centrais

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Fadigas: sem regime especial, setor voltará a amargar maus resultados

    Fadigas: sem regime especial, setor voltará a amargar maus resultados

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    o anunciar seus resultados do segundo trimestre, dia 8 de agosto, a Braskem revelou ao mercado que os crackers de suas centrais petroquímicas chegaram a 94% da capacidade instalada, um aumento de 4% sobre os três primeiros meses do ano, quando a taxa foi de 90%. As razões para o aumento da produção, segundo revelou seu presidente, Carlos Fadigas, foram ganhos de eficiência operacional e estímulos governamentais, que desoneraram a compra de matérias-primas para a primeira e a segunda geração da indústria química.

    A nova ajuda do governo para a Braskem está embutida na Medida Provisória 613, publicada em 8 de maio e que proporcionou redução da alíquota de PIS e Cofins para a compra de matérias-primas. Aliado ao câmbio favorável para a indústria nacional – o dólar subiu 10% no ano –, Fadigas vê sinais de recuperação para o segundo semestre baseado no segundo trimestre. A receita líquida consolidada da Braskem somou R$ 9,5 bilhões no período, crescimento de 6% em comparação com o segundo trimestre de 2012, fato influenciado pelo maior volume de vendas de resinas e petroquímicos básicos, pela elevação dos preços globais das resinas e também por conta da apreciação do dólar.

    A dívida líquida consolidada foi reduzida em 5%, atingindo US$ 6,9 bilhões em 30 de junho de 2013. A relação entre dívida líquida/EBITDA (lucros antes de impostos, juros e amortizações) do último ano foi de três vezes, uma queda de 10% sobre o trimestre anterior. Exclui-se dessa relação o projeto no México, que vale mencionar teve sua primeira parcela do Project Finance, no valor de US$ 1,5 bilhão, sacada pela subsidiária Braskem-Idesa. O saque permitiu o pagamento de aportes antecipados aos acionistas no valor de US$ 649 milhões.

    Uma informação importante anunciada pela Braskem, para minimizar as variações cambiais em seu resultado, foi a decisão contábil de designar parte de seus passivos em dólar como hedge de suas futuras exportações. Com isso, o resultado líquido da empresa foi um prejuízo de R$ 128 milhões no segundo trimestre, uma queda de 87,6% na comparação com o mesmo período no ano passado. No acumulado do ano, houve um lucro de R$ 99 milhões. Já o EBITDA da Braskem no período foi de R$ 1.051 bilhão, um acréscimo de 12% em comparação com o primeiro trimestre.

    Uma preocupação recente, para manter os efeitos positivos da MP 613 sobre a cadeia química e petroquímica, recai em parte do conteúdo da medida, expresso no Regime Especial da Indústria Química (REIQ), que ainda não foi definitivamente aprovado pelo Congresso – o prazo para votação vai até 4 de setembro.

    “Estamos acompanhando as negociações no Congresso e esperando que o REIQ seja aprovado, o que será essencial para garantir a sobrevivência do setor”, afirmou Fadigas. Segundo ele, com a aprovação do regime especial, haverá desoneração tributária de investimentos, o que garante, no caso da Braskem, a conclusão de aportes previstos de R$ 2,2 bilhões em 2013, voltados para a manutenção de unidades no Brasil e investimentos no México (projeto Etileno XXI) e nos Estados Unidos.

    As vendas de resinas da Braskem no segundo trimestre foram de 957 mil toneladas, alta de 13% em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o mesmo período de 2012, as vendas cresceram 19%, índice inferior ao do mercado total de resinas, cujo crescimento foi de 26%.

    O mercado brasileiro de resinas consumiu 1,4 milhão de toneladas no segundo trimestre, 10% acima do que os primeiros três meses do ano, em virtude do reabastecimento de estoques na cadeia petroquímica e por causa do bom desempenho dos setores de agronegócios, automotivo e de infraestrutura.

    EUA desidrogenam propano de xisto

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    Braskem Américas, braço do grupo petroquímico da Odebrecht nos Estados Unidos, que se tornou a maior produtora de polipropileno do continente com a compra dos ativos da Sunoco e da Dow, vai começar a usar o barato shale gas (gás de xisto) norte-americano em 2015. Carlos Fadigas revelou que o grupo assinou contrato com a Enterprise Products, em processo de construção de unidade de desidrogenação de gás propano de shale gas. O processo converte o insumo de primeira geração em propeno, matéria-prima principal do polipropileno.

    A unidade da Enterprise no Texas, com capacidade para 750 mil t/ano, ficará pronta em 2015 e garantirá 300 mil t/ano para a Braskem. Essa fábrica é uma das primeiras que começam a ser feitas nos Estados Unidos para aproveitar o propano do gás de xisto. Até o momento, o grande mercado petroquímico se concentrava na fração maior do gás e com maior demanda: o etano, que dá origem ao eteno, e assim abastece a produção dos polietilenos e dos demais derivados, como o dicloroetano (DCE).



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