Petróleo & Energia

19 de dezembro de 2012

Petrobras – Estatal anuncia investimentos para recuperar eficiência operacional e ampliar produção

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Fairbanks
+(reset)-
Compartilhe esta página

    S

    ob nova direção, a Petrobras divulgou seu plano de negócios para o período de 2012 a 2016 sob o signo da austeridade. A companhia fez uma série de apresentações públicas, desde julho, para reforçar as suas palavras de ordem atuais: aumentar a eficiência operacional e reduzir os custos totais. Com isso, espera reverter o atual quadro de importações crescentes de petróleo e derivados para chegar em 2020, marco final da atual estratégia de longo curso da companhia, no papel de exportadora de hidrocarbonetos.

    Química e Derivados, Maria das Graças Foster, Presidente da Petrobras, Petrobras

    Maria das Graças Foster: 30% das despesas operacionais podem ser cortadas

    A primeira tarefa da administração Maria das Graças Foster, iniciada em fevereiro, após a saída de José Sérgio Gabrielli, que deixou a companhia para assumir uma secretaria no governo da Bahia, será recuperar a credibilidade dos projetos anunciados pela estatal. “Não mais anunciaremos metas que não possam ser atingidas efetivamente”, avisou a nova presidente da Petrobras.

    Dessa forma, o Plano de Negócios (PN) atual precisa ser lido em suas linhas e entrelinhas. Em relação ao PN anterior (2011 a 2015), o valor total de investimentos cresceu de US$ 224,7 bilhões para US$ 236,5 bilhões. No entanto, a estatal divide esse total entre 833 projetos em implantação, com US$ 208,7 bilhões, cuja execução é dada como certa, e uma relação de 147 projetos em avaliação, no total de US$ 27,8 bilhões, cuja implementação é incerta.

    “Cada um desses projetos deve apresentar excelente resultado de viabilidade técnico-econômica e representar um valor presente líquido atraente para a companhia, mas, além disso, deve ser melhor do que outros projetos com os quais disputará os recursos financeiros disponíveis”, explicou Graça Foster. E esse montante poderá até não ser aplicado, caso as finanças corporativas assim exijam.

    A segunda tarefa da nova administração consiste em convencer o principal acionista, representado pelo governo federal do Brasil, a autorizar o aumento dos preços dos derivados de petróleo, especialmente a gasolina e o diesel, cuja defasagem é avaliada por consultores e pela estatal em pelo menos 20%. Neste ano, o governo zerou a cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), de R$ 0,091 por litro de gasolina, para evitar que os aumentos de 7,83% na gasolina e de 3,94% no diesel na porta das refinarias atingissem o bolso dos consumidores finais – e catapultassem os índices de inflação.

    Química e Derivados, A partilha dos investimentos até 2016, Petrobras

    A partilha dos investimentos até 2016. Clique para ampliar.


    Página 1 de 612345...Última »

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next