Petróleo & Energia

26 de dezembro de 2014

Petrobras: Denúncias de corrupção ofuscam produção recorde de petróleo e derivados

Mais artigos por »
Publicado por: Bia Teixeira
+(reset)-
Compartilhe esta página
    Química e DErivados, FPSO Cidade de Ilhabela chega ao ponto de locação no campo de Sapinhoá Norte

    FPSO Cidade de Ilhabela chega ao ponto de locação no campo de Sapinhoá Norte

    Com a produção média de 2,126 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) registrada em outubro, nono mês consecutivo de crescimento desse volume, a Petrobras superou o recorde anterior, de dezembro de 2010. No mesmo mês, foi registrado novo recorde no pré-sal, com 640 mil bpd extraídos nas bacias de Campos e Santos, por meio de 31 poços produtores – o volume inclui a parcela operada pela Petrobras para empresas parceiras.

    A produção consolidada de petróleo e gás da Petrobras, no Brasil e no exterior, alcançou 2,795 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em outubro. Incluindo o resultado das demais operadoras, a produção total do país subiu para 2,9 bilhões de bpd. Espera-se que as denúncias de corrupção, que teriam gerado sobrepreço em diversos projetos da companhia nos últimos dez anos, não impactem a produtividade alcançada.

    Relatório do banco Goldman Sachs, publicado em outubro, prevê a produção ascendente em 2015, quando projeta um aumento de nada menos que 325 mil bpd. De acordo com a instituição financeira, o avanço mostra a mudança do cenário da produção brasileira, que foi “frustrante” entre os segundos trimestres de 2012 e 2013, devido ao declínio da produção da Bacia de Campos e ao início lento da extração do pré-sal.

    Química e Derivados, Graça Foster: Bacia de Campos recuperou eficiência

    Graça Foster: Bacia de Campos recuperou eficiência

    A despeito dos resultados operacionais positivos que a petroleira brasileira vem obtendo no decorrer do ano, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, já antecipou que a meta de crescimento da produção (7,5%) não será atingida até o final de dezembro. O anúncio foi feito quando a direção da empresa apresentou o seu resultado operacional do terceiro trimestre, no dia 17 de novembro.

    O diretor de Exploração e Produção José Miranda Formigli agregou que o objetivo agora é conseguir pelo menos um aumento de 6% sobre o 1,9 milhão de bpd registrado no final de 2013. De acordo com a direção da companhia, a meta inicial não será atingida devido aos atrasos na entrega de plataformas próprias encomendadas, assim como pela demora na obtenção de licenças de operação e também na conexão de vários poços.

    Ainda assim, a estatal espera encerrar 2014 com quase o dobro de conexões de poços produtores, que somam 46 nos primeiros nove meses. A previsão de Formigli é de conectar outros 16 poços até 31 de dezembro, totalizando 62 interligações – contra 34 no ano anterior. É para isso que a estatal vem ampliando sua frota de embarcações do tipo PLSV (Pipe-laying Support Vessels), utilizadas nos trabalhos de interligação de poços a plataformas – além das 18 unidades em atividade em outubro, mais uma deve entrar em operação até o final do ano.

    Produtividade e eficiência – As interligações concorreram para o recorde obtido em outubro, pois elas possibilitaram o aumento da produção de algumas plataformas estratégicas, todas do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo.

    Três delas na bacia de Campos: a P-58, que entrou em produção em março deste ano, no Parque das Baleias; a P-55, instalada na virada do ano; e a P-62, que também entrou em operação no primeiro semestre (maio), ambas no campo de Roncador. Na Bacia de Santos, a entrada em produção, em junho, da FPSO Cidade de Paraty, no campo de Lula.

    Foster e Formigli anunciaram que uma ‘produção adicional’ de 164 mil bpd foi obtida no terceiro trimestre graças ao Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef), principalmente na bacia de Campos, responsável pela queda brutal da produtividade há cerca de dois anos.

    A eficiência operacional da Unidade Operacional Bacia de Campos (UO-BC), responsável por boa parte dos ativos produtores mais antigos dessa bacia, chegou a 81% no terceiro trimestre – bem acima dos 68% registrados em meados de 2012. Foster anunciou que, em setembro, a UO-BC alcançou a maior produção de óleo dos últimos 20 meses (420 mil bpd) e a maior eficiência dos últimos 50 meses (82,4%).

    Novos sistemas de produção – Até o final do ano, a Petrobras quer somar cinco novas unidades a entrar em operação em 2014, para garantir a curva de produção nos próximos anos. Além da FPSO Cidade de Mangaratiba, que começou a produzir em meados de outubro, no campo de Iracema Sul, na bacia de Santos (20 dias antes do programado, segundo a estatal), outras unidades começam a operar ainda este ano.

    Na mesma bacia, a próxima unidade a entrar em operação é a FPSO Cidade de Ilhabela, que está ancorado na área Norte do campo de Sapinhoá, e onde já estão sendo concluídas as interligações com o primeiro poço produtor. Outra plataforma, a P-61 – primeira plataforma do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Plataform) a ser construída e a operar no Brasil – já está no campo de Papa-Terra, no pós-sal da Bacia de Campos, e deverá produzir ainda este ano. A Petrobras está acelerando a operação de montagem da sonda SS-88 (TAD – Tender Assisted Drilling), que permitirá o início da produção do primeiro poço conectado à P-61.


    Página 1 de 3123

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *