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25 de fevereiro de 2016

Petrobras: Companhia registra avanços em descobertas estratégicas

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Publicado por: Bia Teixeira
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    Em meio ao noticiário que envolve muita especulação e boatos em torno de seus ativos, a petroleira vem mantendo sua assiduidade nas informações de descobertas de indícios de hidrocarbonetos, perfuração de poços no pós e no-pré-sal, inclusive em campos em produção há alguns anos. Isso indica o esforço da diretoria de E&P em seguir com as atividades programadas enquanto espera a entrega de unidades offshore em construção e as definições da direção da companhia em relações a alguns projetos.

    De acordo com o banco de dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), dos 24 indícios de hidrocarbonetos em ativos marítimos registrados nos três primeiros trimestres deste ano, pelo menos vinte são operados pela Petrobras, sozinha ou em parceria, e um outro, no pós-sal da Bacia de Campos, é operado pela Repsol, em parceria com Statoil e Petrobras.

    Em terra firme foram registrados 43 indícios de hidrocarbonetos em várias bacias. Oito deles na bacia de Parnaíba, que foi o grande destaque da 13ª rodada de leilões da ANP. Todos na região descoberta pela OGX de Eike Batista, que na época anunciou ter encontrado uma ‘Bolívia’, ao falar do potencial dessa bacia.

    Do total informado em áreas marítimas, nada menos que 12 descobertas são em blocos e campos do pré-sal, sendo uma em Atapu, campo sob regime de cessão que teve declaração de comercialidade no final de 2014. Foram feitos três registro no BM-S 8, conhecido como Carcará, no qual a estatal opera com 66%, consorciada com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%).

    No campo de Libra, sob regime de partilha, há registros de cinco descobertas de indícios de hidrocarbonetos, em poços que vão de 1.950 a 2.158 metros. O campo concedido no único leilão do pré-sal realizado até agora, tem 40% de participação da Petrobras, além da anglo-holandesa Shell e da francesa Total, com 20% cada uma, e as chinesas CNPC e CNOOC, dividindo os 20% restantes.

    Também foram registrados indícios de hidrocarbonetos em ativos em plena produção, como os campos de Roncador (segundo maior produtor do país) e de Jubarte (primeiro a produzir óleo do pré-sal), ambos na bacia de Campos.

    Fora do pré-sal, há nada menos que seis registros referentes a cinco blocos em águas ultraprofundas da bacia de Sergipe-Alagoas, onde a Petrobras bate mais um recorde de lamina d’água, atingindo 2.988 metros. Um novo paradigma da estatal, que acabou por atrair o interesse para essa bacia, responsável por mais de 80% dos R$ 121.109.596,73 em bônus da 13ª rodada da ANP, em outubro. Empresa de um dos grupos investigados na operação Lavajato, a Queiroz Galvão Exploração e Produção arrematou os únicos dois blocos nessa área, entre os dez ofertados.

    Também houve registro de indícios de óleo de boa qualidade no bloco POT-M-855, que está na área abrangida pelo plano de avaliação da descoberta (PAD) de Pitu, anunciada em dezembro de 2013. Juntamente com o POT-M-853, o bloco faz parte do contrato BM-POT-17, no offshore Potiguar.

    Em 12 setembro, foi iniciada a perfuração do primeiro poço do PAD pela sonda Ocean Courage, em lâmina d’água de 1.806 m. No dia 2 de outubro, foi encontrado esse novo indício. A Petrobras opera o POT-M-853 e o POT-M-855 com 40% da concessão, em parceria com a Petrogal (20%) e a BP (40%). A petroleira britânica entrou no projeto este ano, quando comprou 50% da participação da Petrobras na área.

    Os indícios de petróleo e gás em vários ativos se devem também à atividade exploratória que vem sendo continuada pela estatal. De janeiro a setembro, dos 28 poços exploratórios (a maior parte de extensão e um pioneiro) concluídos nas bacias marítimas de Santos, Campos e Sergipe-Alagoas, 21 são operados pela Petrobras. Outros cinco foram da Karoon e dois da Repsol Sinopec (que tem parceria com a estatal).



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