Economia

13 de dezembro de 2013

Petrobras 60 anos: Venda de ativos gera recursos

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Publicado por: Bia Teixeira
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    ara dar suporte a todas essas ações, tanto no âmbito operacional como nas atividades de exploração e produção, a Petrobras pisou no acelerador do ‘carro-chefe’ de seu programa de desinvestimento (Prodesin), previsto no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016: a venda de ativos que não considera prioritários, uma vez que o cenário local já é altamente desafiador e promete resultados nunca imaginados até então.

    No ano passado ela fez apenas uma alienação, no final de novembro, repassando os 40% que detinha no bloco BS-4, na Bacia de Santos, para a OGX Petróleo e Gás Participações S.A. Operado pela Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A., que tem 30% de participação, em parceria com a Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás, que detém os outros 30%, este bloco inclui os campos de Atlanta e Oliva, com descobertas já anunciadas.

    O acordo de cessão de direitos (farm-out), no valor de US$ 270 milhões, foi firmado antes da crise que se abateu sobre o grupo X, comandado pelo empresário Eike Batista. No início de setembro deste ano, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou um acordo em Controle de Concentrações (ACC) proposto pela OGX, que livrou a petroleira de Eike Batista do pagamento de multa de até R$ 60 milhões.

    “Com a aprovação da operação de cessão de direitos do bloco BS-4 pelo Cade, será possível finalizar o processo de cessão de direitos submetido à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme comunicado enviado ao mercado em 26 de novembro de 2012”, informou a Petrobras em comunicado distribuído no dia 3 de setembro. Resta saber se a OGX vai manter o acordo.

    Somente este ano, novas vendas foram efetivadas. Em meados de agosto, o conselho de administração da estatal aprovou a venda de ativos negociados no primeiro semestre, que totalizam US$ 2,1 bilhões.

    A alienação mais recente foi de 100% das ações da Petroquímica Innova S.A. (Innova), produtora de etilbenzeno, estireno e poliestireno com aplicação na indústria de eletrodomésticos (linha branca), descartáveis, elastômeros, embalagens, tintas e fibra de vidro. A petroquímica foi adquirida pela Videolar S.A. e seu acionista majoritário, o empresário gaúcho Lírio Parissoto, que pagou R$ 870 milhões e assumiu R$ 23 milhões em dívidas.

    Sua investida na empresa que integra o polo petroquímico de Triunfo (RS) pode reforçar o projeto de expansão, estimado em R$ 700 milhões. Em fevereiro, a petroquímica havia assinado um protocolo de intenções com o governo gaúcho para duplicar a capacidade atual de 270 mil toneladas de estireno. A conclusão da transação está sujeita à aprovação do Cade.

    Outro ativo do qual a Petrobras abriu mão, com um pouco mais de dor, foi a participação de 35%, no bloco BC-10, conhecido como Parque das Conchas, repassado ao grupo chinês Sinochem pelo valor de US$ 1,54 bilhão. O ativo, que tem a Shell como operadora, com 50%, conta ainda com a participação da indiana ONGC, com 15%.

    Também foram firmados contratos de farm-out no valor de US$ 185 milhões, referentes à totalidade da participação da Petrobras nos blocos MC 613 (Coulomb), GB 244 (Cottonwood) e EW 910, todos em produção e localizados no Golfo do México, Estados Unidos. A efetivação da transação está sujeita ao exercício do direito de preferência de terceiros e à aprovação pelo Bureau of Ocean Energy Management (BOEM).

    Na área de energia, a petroleira abriu mão de 20% do capital votante da Companhia Energética Potiguar (CEP), em benefício do acionista controlador, Global Participações em Energia S.A., pelo valor total de R$ 38 milhões (aproximadamente US$ 16 milhões), a ser ajustado de acordo com condições previstas no contrato.

    Responsável pela implantação, desenvolvimento e exploração das usinas termoelétricas Potiguar e Potiguar III, localizadas em Macaíba, Rio Grande do Norte, a CEP responde pela comercialização da energia gerada, sob a forma de Produtor Independente de Energia Elétrica (PIEE), e ainda pela transmissão de energia elétrica. As duas usinas, movidas a óleo diesel, têm potência total instalada de 119,5 MW e estão em operação desde 2009.

    No início de outubro, a Petrobras teve aprovada pelo conselho a venda de sua participação nas companhias detentoras dos blocos exploratórios 3 e 4, localizados no Bacia de Punta Del Este, no Uruguai, por US$ 17 milhões, para a Shell.

    Deu continuidade à alienação de ativos na América Latina, onde já vendeu 100% das ações de emissão da Petrobras Colombia Limited (PEC), para a Perenco, pelo valor de US$ 380 milhões. A empresa alienada tem participação em 11 blocos de exploração em terra, com produção média líquida de 6.530 boed (barris de óleo equivalente por dia), além dos oleodutos de Colombia e Alto Magdalena, com capacidade de transporte de 14.950 bpd (barris por dia) e 9.180 bpd, respectivamente.

    No entanto, a Petrobras manteve ativos colombianos de exploração no mar, segmento no qual detém expertise reconhecida mundialmente, principalmente em águas profundas, além de manter as empresas de distribuição e um bloco exploratório em terra.

    Agora, a petroleira se prepara para fechar as contas do terceiro trimestre, nas quais terá de demonstrar, na ponta do lápis, o poder de fogo que tem para ousar em novos negócios, como o gigantesco campo de Libra, e manter os investimentos previstos em quase mil projetos.



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