Economia

27 de março de 2017

Perspectivas 2017 – Plásticos: Consumidores de transformados projetam aumento gradativo de demanda para os próximos anos

Mais artigos por »
Publicado por: Jose P. Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Elétrica e eletrônica – Outro segmento importante para a indústria do plástico, as empresas do setor elétrico e eletrônico torcem pela melhoria das condições do mercado. Para a Associação da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a expectativa é de crescimento de 1% no faturamento do setor em comparação a 2016. Esta projeção é compatível com a estimativa de crescimento do PIB em torno de 1%. As exportações e as importações devem permanecer estáveis no próximo ano, assim como o emprego. Os investimentos da indústria eletroeletrônica devem apresentar ligeiro crescimento (2%), chegando a R$ 2,5 bilhões.

    Estima-se que o faturamento da indústria eletroeletrônica deva ter atingido R$ 131,2 bilhões, queda nominal de 8% em relação ao ano passado, quando alcançou R$ 142,5 bilhões. Em termos reais (descontada a inflação), o resultado representa retração de 11%. Em termos de produção industrial, a projeção é de queda de 10%. Já os investimentos devem ter fechado o ano com retração de 25% em relação a 2015. O número de empregados do setor deve ter fechado o ano em 234 mil trabalhadores, com redução de 14 mil postos de trabalho. “No acumulado dos últimos dois anos perdemos quase 60 mil empregos”, lamenta o presidente Conselho da Abinee, Irineu Govêa.

    As exportações no ano passado apresentaram redução em torno de 5%, caindo de US$ 5,9 bilhões para US$ 5,5 bilhões. As importações devem recuar 20%, passando de US$ 31,4 bilhões para US$ 25,3 bilhões. Com isso, o déficit da balança comercial atingirá US$ 19,7 bilhões, total 23% inferior ao apresentado no ano passado. “Os números falam por si. E quando se leva em conta a base de comparação de 2015, quando já tivemos uma queda nominal de 7% na comparação com 2014, os dados se tornam ainda mais preocupantes”, diz o presidente executivo Humberto Barbato.

    Distribuidores – A expectativa da Associação de Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast) em relação aos resultados de seus associados é de repetir os resultados de 2016. A meta parece ser não muito ambiciosa, mas representaria um alívio em relação aos resultados alcançados nos últimos tempos. No ano passado, a estimativa é de ter havido queda entre 4% e 5% na comercialização de resinas plásticas em relação a 2015. O resultado ocorre depois de um ano ruim. Em 2015, já havia sido registrada queda de 5% quando comparados os resultados em relação ao exercício anterior.

    Os números de 2016, analisados pela 2U Inteligência de Marketing, levam em conta, entre outras informações, as vendas de polietilenos (PE) e polipropilenos (PP) no período de janeiro e setembro não apenas por empresas vinculadas à entidade. Em 2015 foram comercializadas 3,8 milhões de toneladas de resinas PE e PP.

    Considerando apenas o mercado de PE no primeiro semestre de 2016 – os números totais ainda não foram consolidados –, as quedas são mais acentuadas. Na comparação com mesmo período do ano passado, as vendas da matéria-prima caíram 12,2%. A explicação para a queda mais acentuada pode estar na importação. O grupo do PE é o mais importado, com 30% do mercado, e as compras no mercado externo também estão caindo, devem fechar este ano ao menos 5,5% menores do que em 2015. O consumo aparente de resinas de PE, PP e PS+EPS no país em 2016 será em torno de 4% menor.

    A Adirplast conta atualmente com dezesseis associados, entre distribuidoras de resinas plásticas e filmes de BOPP-PET. No ano passado, essas empresas apresentaram faturamento em torno de R$ 3,5 bilhões, algo próximo de 10% do volume total de resinas comercializado em todo o Brasil. No mercado nacional de resinas, o varejo atende cerca de 20% da demanda. A comercialização dos outros 80% é feita diretamente pelas petroquímicas aos grandes transformadores. “Nossos associados respondem por quase 50% do varejo, número bastante significativo se levarmos em conta que se trata de um setor extremamente pulverizado e sem regras claras de competição, onde em torno de 80% das empresas são de pequeno e médio portes”, avalia Laercio Gonçalves, presidente da entidade.


    Página 3 de 41234

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *