Economia

4 de abril de 2016

Perspectivas 2016 – Plástico: Tendência de redução de peso faz participação dos plásticos aumentar nas embalagens

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Publicado por: Jose P. Sant Anna
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    Química e Derivados, Gisela: mercado pede qualidade, funcionalidade e baixo custo

    Gisela: mercado pede qualidade, funcionalidade e baixo custo

    Assim como os demais segmentos da economia, o mercado de embalagem passa por dificuldades geradas pelo momento atípico da economia. Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), avalia com cautela o ano que se inicia. “A produção da indústria de embalagem está ligada ao consumo. Podemos dizer que há um forte movimento no setor para se adequar ao momento e oferecer alternativas benéficas a toda a cadeia produtiva, estamos aptos a nos reinventar para enfrentar a turbulência”, diz, sem arriscar palpites sobre números.

    A Abre divulga a cada seis meses os resultados do desempenho do setor. Os números relativos a 2015 ainda não foram fechados. No primeiro semestre houve retração de 2,59% na atividade, quando falamos em peso convertido. Para 2015, em faturamento, a estimativa feita no período de divulgação do estudo, era de R$ 57 bilhões, com crescimento em torno de 5% em relação a 2014.

    Apesar de negativo quando avaliado em peso, o número até é razoável quando comparado com a queda de 6,32% verificada no desempenho da indústria como um todo no mesmo período. “Por característica, estamos entre os setores com menor impacto, porque nosso crescimento é sempre na média geral e isso nos beneficia em um momento de queda, com menor decréscimo no comparativo geral”, avalia Gisela.

    Para a indústria de transformação do plástico, esse segmento é de grande importância. Em faturamento, o plástico foi quem mais movimentou recursos com a produção de embalagens no primeiro semestre de 2015. Os transformadores ficaram com R$ 23,1 bilhões, 40,17% do setor. Papel, papelão e cartão, aparecem em segundo com R$ 14,8 bilhões (33,4%), à frente das metálicas, com R$ 9,9 bilhões (17,29%) e vidro, com R$ 2,7 bilhões (4,84%), entre outras. Do total em peso no primeiro semestre de 2015, o plástico responde por 35%, ficando atrás do papel, papelão e cartão (40,5%) e à frente do metal (15,1%) e vidro (8%), além de outros materiais com menor participação.

    O plástico tem se beneficiado com uma tendência demonstrada nos últimos anos pelos usuários de embalagens. Tem havido forte segmentação de produtos como alimentos, itens de higiene e limpeza e cosméticos, entre outros, e isso abre caminho para o surgimento de embalagens mais criativas. Por ser matéria-prima bem mais versátil do que as concorrentes, permite obter formatos com designs atraentes e funcionais, aspectos desejados pelos clientes do setor.

    “As embalagens plásticas se desenvolveram muito nos últimos anos, buscando oferecer novas soluções para o consumidor, agregando portabilidade, conveniência de manuseio e preparo”, avalia a presidente da Abre. Ela destaca que o consumidor brasileiro qualificou suas referências. “Temos de lembrar que vivemos cerca de duas décadas de crescimento econômico/social e isto trouxe novos hábitos e anseios para a sociedade que ficam para sempre. Ganhará espaço a embalagem que trouxer funcionalidade, qualidade e custo competitivo”, concluiu.



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