Logística Transporte e Embalagens

9 de março de 2015

Perspectivas 2015 – Plásticos: Plástico avança nas embalagens

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Publicado por: Jose P. Sant Anna
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    Química e Derivados, Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagens (Abre)

    Luciana: versatilidade das resinas permite inovações

    O segmento de embalagens é visto por especialistas da indústria do plástico como promissor para 2015. Não haverá um crescimento espetacular, longe disso, mas há boa chance de negócios para os transformadores que trabalham nesse nicho. As características do plástico são destacadas nessa aplicação, ele é matéria-prima bem mais versátil que a dos materiais concorrentes. Com ele, é possível obter formatos com designs atraentes e funcionais, algo bastante procurado pelos clientes do setor.

    “Percebemos que a indústria está trabalhando em busca da diferenciação, da criação de produtos segmentados, com maior valor agregado”, diz Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagens (Abre). A segmentação de produtos como alimentos, itens de higiene e limpeza e cosméticos, entre outros, abre caminho para o surgimento de embalagens mais criativas. “O plástico permite soluções inovadoras”, resume. Prova disso se dá na sua crescente participação nesse setor. “Ele ganhou muito mercado nos últimos quinze anos”, explica Luciana.

    A Abre ainda não fechou os resultados obtidos em 2014. A projeção é de que houve queda de faturamento na ordem de 1%. “Fomos melhores do que a indústria como um todo. O segmento de bens de consumo não duráveis, atendido por nós, não apresentou queda nas vendas como os de imóveis ou automóveis, atrelados a financiamentos”. Para 2015, a expectativa é de recuperação. “O mercado está mais consciente do que vai acontecer, não teremos Copa do Mundo e eleições, eventos que geraram insegurança e queda de investimentos”, diz.

    Os números de 2013 mostram que o setor movimentou valor bruto na casa dos R$ 52,4 bilhões, com aumento de 11% em relação a 2012. O plástico foi o de maior participação nesse total. Ficou com R$ 19,63 bilhões, 37,47% do total. Quando consideramos apenas a produção física, o plástico responde por 29,74% do peso total das embalagens produzidas. A diferença entre a porcentagem no faturamento e na produção física demonstra a procura por embalagens plásticas com maior valor agregado. “Acho que há um enorme potencial para o desenvolvimento de soluções criativas nos próximos anos”, finaliza.



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