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23 de março de 2015

Perspectivas 2015 – Plásticos: Construção civil promete novo ciclo de expansão para 2015

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Publicado por: Jose P. Sant Anna
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    Os dados relativos a 2014 ainda não estão disponíveis. Em 2013, a indústria da construção civil foi a maior compradora de artigos plásticos segundo a Abiplast, respondendo por 16,2% da demanda total em 2013. A expectativa é de manutenção da liderança. Desnecessário ressaltar a importância do setor para a indústria da transformação. Avaliar seu desempenho ajuda a compreender o setor de transformação de peças plásticas.

    Da mesma forma que aconteceu com outros nichos de mercado, a indústria de materiais de construção prevê retomada em 2015. De acordo com Walter Cover, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), em artigo publicado em dezembro, há aspectos positivos que permitem esse prognóstico. O clima favorável arrefeceu com o resultado das urnas e a definição da equipe econômica, a taxa de câmbio se encontra em patamar mais realista, capaz de tornar a indústria nacional mais competitiva. Para ele, o retorno da confiança deve ocorrer aos poucos.

    Também para o setor, o ano de 2014 foi frustrante. O faturamento, descontada a inflação, deve ter ficado entre 4% e 5% menor do que no ano anterior. Para o presidente da associação, as vendas para o varejo dependem da renda e emprego e do crédito. “Renda e emprego ainda estiveram bem, mas o crédito foi prejudicado pela política restritiva dos bancos e pelo aumento dos juros”, explicou. O pessimismo com a economia afetou os investimentos das empresas e a compra da casa própria pelas famílias. As obras púbicas, com dificuldades, caminharam de forma razoável.

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    Dois dígitos, capítulo I – Importantes empresas do setor comemoram bons resultados em 2014 e prometem repetir o desempenho esse ano. “Nosso faturamento tem sido superior a R$ 3 bilhões. Em 2014, devemos ter fechado o ano com crescimento de dois dígitos”, informa Luís Roberto Wenzel Ferreira, diretor-executivo comercial da Tigre. A empresa se define como a maior fabricante de materiais plásticos para construção e líder no Brasil em tubos e conexões. A matéria-prima mais utilizada é o PVC, mas a empresa usa resinas variadas, como polipropileno, polietileno e outras.

    Para Ferreira, o ano será desafiador. Nem por isso, as expectativas são negativas, a ideia é trabalhar para repetir o crescimento em dois dígitos. “Diante do pessimismo que se vê no mercado, acreditamos que quem estiver pensando e atuando diferente poderá ter bons resultados”. Para atingir esse objetivo, a empresa conta com a experiência obtida com o desempenho positivo de 2014, ano nada fácil. “Tivemos que lidar com um cenário econômico atípico, tendo como grande pivô as eleições e a incerteza gerada no mercado sobre novos investimentos, controle da inflação e desemprego, entre outros fatores”, comentou.

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    Mesmo diante desse cenário, a empresa conseguiu realizar os investimentos previstos e cumprir metas. “Investimos neste ano 30% a mais em relação ao ano passado, totalizando R$ 260 milhões, direcionados em ampliação de capacidade, renovação tecnológica, sistemas de segurança do trabalho e ainda em inovação, comunicação e marketing”. A estratégia é atender o consumidor em todas as fases da obra.

    Uma das novidades ficou por conta da aquisição da divisão de pincéis da Condor, ainda em fase de aprovação pelo Cade, no valor de R$ 42 milhões. “Com esta aquisição a Pincéis Tigre fortalece sua posição no mercado de ferramentas para pintura”, disse. Outro sucesso do ano passado foi o retorno obtido com a venda de caixas d’água. “Em 2014, tivemos uma explosão de vendas desse componente no Brasil. Com a força de nossa marca tivemos muita facilidade para ingressar neste mercado”, comemorou.

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    Uma preocupação da empresa é com a inovação. No ano passado, a empresa lançou o sistema de fixação de tubos plásticos composto por abraçadeiras, que atende as linhas de esgoto, de água fria e quente, elétrica e industrial, para instalações aparentes nas posições verticais e horizontais. “É um novo item no portfólio da empresa que apresenta diversos benefícios, como facilidade na instalação, manutenção e grande resistência. A matéria-prima das abraçadeiras é a poliamida”, informou.

    Outra novidade, que merece destaque por ser inusitada, foi o lançamento, em 2012, da linha de grelhas hidráulicas que conta, em sua composição, com plástico verde, produzido a partir da cana de açúcar. A embalagem desses produtos também usa plástico renovável. “Fomos a primeira empresa do Brasil a utilizar o plástico verde na construção civil”, orgulha-se Carlos Eduardo Teruel, gerente de produtos.


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