Economia

8 de março de 2014

Perspectivas 2014 – Transformação: Ter condições competitivas para frear o avanço dos importados é a maior preocupação do setor

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Química e Derivados, Perspectivas 2014 - Transformação: Ter condições competitivas para frear o avanço dos importados é a maior preocupação do setor

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    indústria brasileira de transformação de plásticos pôs os pés em 2014 com muitos desafios pela frente, o maior deles o de melhorar a sua competitividade, cada vez mais ameaçada pela concorrência internacional. Há muito que se fazer para recuperar a capacidade dos moldadores de plástico de produzir a custos competitivos, tanto para abastecer o mercado doméstico como para ter condições de concorrer com os seus pares internacionais, expandir as exportações e reduzir um déficit alarmante na balança comercial de transformados plásticos, que saltou para R$ 5,05 bilhões em 2013, contra R$ 4,41 no ano anterior, um aumento de 14,7%. Em dólar, o déficit subiu 4,8%, de US$ 2,25 para US$ 2,36 bilhões. Em peso, a balança comercial ficou negativa 476 mil toneladas de transformados plásticos, em 2013, e 470 mil toneladas, no ano anterior.

    Química e Derivados, Perspectivas 2014 - TransformaçãoNão é uma tarefa fácil. São quase doze mil empresas, com maior concentração em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, para uma fatia minúscula de médio e grande porte. Pelos dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), as indústrias de grande porte correspondem a mero 1% e as de médio, 5%. Pequenas e microempresas compõem o restante do setor. Com esse perfil, a terceira geração petroquímica depende de um forte apoio do restante da cadeia produtiva para ganhar musculatura competitiva.

    O presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho, começa o ano preocupado com o menor ânimo do empresário brasileiro para investir ante as projeções de baixo crescimento do país e, particularmente, das exportações brasileiras, que crescem em ritmo muito inferior às importações, encolhendo a balança comercial do país. Em 2013, as importações de bens e serviços alavancaram 11%, contra apenas 4% nas exportações. Com um agravante particularmente relacionado ao mercado de plásticos, segundo observa Roriz: “No caso do transformado plástico, o valor do produto exportado está se mostrando menor que o valor do produto importado.”

    Química e Derivados, Perspectivas 2014 - TransformaçãoO documento Panorama Econômico Global, divulgado recentemente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), sustenta expectativas de robustecimento do processo de recuperação econômica mundial e projeta um crescimento para a economia global de 3,7% em 2014, e de 3,9% em 2015. Mas o avanço previsto para o PIB brasileiro é mais modesto, de 2,3% neste ano e 2,8% no próximo, e fica atrás do percentual estimado para os países emergentes, com perspectivas de expansão média de 5,1%, em 2014, e 5,4%, em 2015. Por conta desse cenário, Roriz acredita que o setor industrial deve repetir neste ano o desempenho do ano passado. “O setor de transformados plásticos acompanhará o ritmo observado na economia.”

    Repetir o desempenho significa elevar a produção física do setor em apenas 1,8%, fechada em 6,76 milhões de toneladas em 2013 (volume 1,6% acima do de 2012), enquanto o consumo aparente de transformados plásticos cresceu 1,5% no ano passado e atingiu 7,236 milhões de toneladas. Em valores, a Abiplast projeta para este ano um crescimento de 9% no consumo aparente de transformados plásticos.

    Química e Derivados, Perspectivas 2014 - TransformaçãoMas os indicativos apontam uma captura desse avanço pelos produtos importados. Produtores internacionais de transformados plásticos em melhores condições competitivas têm absorvido a maior parte do crescimento interno. Desse modo, a balança comercial dos transformados plásticos continua desfavorável, com previsões para um déficit 7% maior neste ano, segundo os cálculos de Roriz.

    Sem esmorecer, a entidade planeja vários movimentos para atenuar as dificuldades. Sua agenda de “ações estruturantes” inclui programas de qualificação de mão-de-obra em parceria com diversas instituições (consta da pauta um mapeamento das demandas regionais); desenvolvimento de programas com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e universidades para promover uma melhoria da gestão empresarial; um programa de incentivo à inovação; além de ações em prol do meio ambiente, como a promoção do Acordo Setorial de Logística Reversa, em atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos.


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