Economia

11 de março de 2014

Perspectivas 2014 – Tintas: Obras de moradia popular, novas montadoras e menos impostos geram boa expectativa

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Perspectivas 2014 - Tintas: Obras de moradia popular, novas montadoras e menos impostos geram boa expectativa

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    s maiores conquistas do setor de tintas em 2013 foram obtidas no âmbito institucional, mediante longas negociações com o governo federal, a exemplo da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre materiais de construção e da redução da alíquota do imposto de importação sobre o dióxido de titânio, além do fortalecimento de alianças com os demais integrantes da cadeia produtiva de materiais de construção.

    Química e Derivados, Ferreira: alta do dólar afetou importação de vários insumos

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    Do ponto de vista dos resultados, o setor obteve 2% de crescimento de vendas em volume físico entre janeiro e novembro. Esse indicador não deve ser alterado significativamente com os dados de dezembro, como informou Dilson Ferreira, presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). “Os dados que foram por nós fornecidos à Abiquim e apresentados durante o Encontro Nacional da Indústria Química, no início de dezembro, apontavam um aumento de 2,89% no volume vendido por toda a indústria de tintas, mas esse número ainda não considerava os dados de novembro”, comentou.

    O resultado financeiro para 2013 não foi considerado estimulante, com uma queda de 1,4% nas vendas dolarizadas até outubro, embora o setor tenha vendido 10,22% a mais em moeda nacional. “Foi um ano difícil, que começou com a perspectiva inicial de avanço de 4% no PIB e terminou com um crescimento da economia nacional de apenas 2%”, salientou Ferreira. Esse percentual superou o alcançado em 2012, quando o PIB cresceu pífios 0,9%.

    Os números são coerentes com as médias históricas do setor: as tintas imobiliárias representaram 60% do faturamento global; seguidas pelas automotivas (originais e de repintura), com 15%; sendo os 25% restantes obtidos pela atuação de vários segmentos, como industrial, marítimo e outros. “As tintas automotivas, porém, alcançam essa fatia das vendas com uma participação de aproximadamente 8% em volume físico, refletindo o alto conteúdo tecnológico desses produtos”, avaliou Ferreira.

    A favor das tintas para uso decorativo imobiliário se alinharam vários fatores durante 2013. O programa oficial Minha Casa Minha Vida (MCMV) contratou mais dois milhões de unidades habitacionais, das quais cerca de um milhão serão entregues em 2014. E há muitas obras ligadas à Copa do Mundo que ainda precisam ser pintadas, bem como projetos de infraestrutura. “Todos esses projetos contam com muito dinheiro público alocado, isso puxará a venda de todos os materiais de construção, tintas especialmente”, disse Ferreira. Ele também espera para 2014 maiores reflexos das desonerações tributárias e dos programas habitacionais.

    Além disso, o setor apresenta muitas novidades tecnológicas, várias delas exibidas durante o congresso internacional de tintas, no ano passado. “Essas novidades reforçam a sustentabilidade setorial a longo prazo, aprimorando produtos e processos com fontes renováveis, gerando menos resíduos e emitindo menos VOCs”, destacou Ferreira.

    Um dos enfoques mais modernos favorece o incremento da produtividade e da eficiência da produção industrial das tintas. “O setor está mais maduro, busca aproveitar melhor os insumos e procura levar aos clientes produtos que permitam aumentar a produtividade durante a pintura, com menor uso de mão de obra”, comentou. Ferreira salientou os esforços setoriais para a formação de pintores qualificados, enfrentando a escassez desses profissionais no cenário atual.

    Embora a produção das tintas tenha evoluído muito, de forma geral a construção civil brasileira ainda apresenta uma defasagem em relação ao estado da arte mundial. “A indústria da construção como um todo está evoluindo e tem por meta produzir cada vez mais partes fora dos canteiros, que ficam reservados para as montagens. Com isso, a obra ganha rapidez, qualidade, pode ser realizada de forma modular e com maior aproveitamento da força de trabalho”, explicou Ferreira. Obviamente, contando com superfícies mais bem acabadas, o serviço de pintura pode ser acelerado, mediante o uso de técnicas de projeção (pintura com pistolas). “Essa evolução é gradual, mas poderia ser induzida com incentivos tributários, por exemplo”, recomendou.


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