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5 de março de 2014

Perspectivas 2014 – Resinas: Elevar a sua competitividade e reduzir o déficit da balança comercial são desafios da indústria

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Química e Derivados, Perspectivas 2014 - Resinas: Elevar a sua competitividade e reduzir o déficit da balança comercial são desafios da indústria

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    indústria brasileira de resinas termoplásticas inicia 2014 com expectativas tímidas de aumento de consumo doméstico, entre 3,0% e 3,5% sobre 2013, percentual um pouco acima das projeções admitidas para o avanço do PIB (Produto Interno Bruto), da ordem de 2% a 2,2%. As perspectivas pouco alentadoras de crescimento econômico do país, aliadas a um cenário desafiador para a petroquímica nacional em termos de competitividade, como comprova o ascendente déficit na balança comercial da indústria química e petroquímica, embasam as estimativas de Luciano Nitrini Guidolin, coordenador da Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas (Coplast) da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e presidente do Sindicato das Indústrias de Resinas Plásticas (Siresp). Ele informa que só esses segmentos acumulam um saldo negativo de 32 bilhões de dólares.

    Química e Derivados, Guidolin atribui às matérias-primas o maior custo produtivo

    Guidolin atribui às matérias-primas o maior custo produtivo

    O fato é que a indústria brasileira como um todo atravessa uma fase crítica de falta de competitividade, o que culminou, em 2013, no maior déficit comercial de produtos manufaturados da história do país, de US$ 105,015 bilhões (contra US$ 94,162 bilhões em 2012), resultado de exportações de US$ 93,090 bilhões e importações de 198,105 bilhões, dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

    “Isso se reflete no desafio da indústria para recuperar a sua competitividade, não só nas condições internas de inovação, de redução de custo, mas também contribuindo nas proposições políticas de visão da competitividade”, pondera Guidolin, que atribui ao segmento petroquímico brasileiro um desafio ainda maior: o fato de se sentir pressionado pela diferença nas condições de produção muito mais competitivas, que favorecem as resinas oriundas de gás de baixo custo, fabricadas no Oriente Médio e nos EUA, particularmente.

    “É um grande desafio para o país buscar incentivos à sua indústria para aumentar as exportações de manufaturados, para que a pauta exportadora do Brasil possa ser mais de manufaturados e não com a preponderância de recursos naturais”, opina o coordenador. Na visão dele, os entraves à competitividade da indústria de manufaturados plásticos não diferem dos enfrentados por outros setores industriais e envolvem várias dimensões de custos, entre os quais financeiros, logísticos, de mão de obra, de produção etc. “São os desafios que a indústria tem como um todo”, diz.

    O coordenador da Coplast ressalta que mesmo diante dessa alta nas importações, a maior parcela do mercado brasileiro ainda é suprida por produtos transformados nacionais. “O índice de importação na transformação, embora tenha crescido, ainda é baixo; talvez alguns setores tenham importação maior, como o de pré-formas de PET, mas os outros mercados têm menor índice de importação”, infere.

    Segundo informações da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), o consumo aparente brasileiro de transformados plásticos em 2013 atingiu 7,236 milhões de toneladas, sendo que, desse volume, aproximadamente 731 mil toneladas (algo em torno de 10%) equivalem a produtos importados.

    Guidolin enfatiza que o setor industrial brasileiro, em especial o petroquímico, precisa estar focado na sua batalha para reverter situações estruturantes, com a adoção de medidas mais amplas em âmbito industrial, e que proporcionem maior competitividade a todos os elos. “As questões estruturantes são o grande desafio, como a desoneração da folha de pagamento, desoneração do custo de energia elétrica etc.” Por conta desse cenário, o coordenador da Coplast lamenta que as importações já correspondam a mais de 30% da demanda brasileira do setor químico e petroquímico.

    Particularmente no caso das resinas, o maior impacto nos custos é imputado por Guidolin às matérias-primas, como a nafta e outros intermediários, que têm seus preços dolarizados. Mesmo com peso variado de resina para resina, ele estima que os custos das matérias-primas equivalham a dois terços do custo do polímero. Também os gastos com energia são significativos.

    Esses ingredientes comprometem a competitividade da indústria brasileira ante as condições privilegiadas de produção no Oriente Médio, favorecido com ampla oferta de gás barato, e nos Estados Unidos, com o shale gas, que derrubou drasticamente as cotações de gás no país.


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