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7 de março de 2014

Perspectivas 2014 – Química: Desempenho regional ficou abaixo das expectativas setoriais

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Perspectivas 2014 - Química: Desempenho regional ficou abaixo das expectativas setoriais

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    América Latina e o Caribe esperam alcançar um crescimento econômico maior em 2014. É o que aponta o relatório anual da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Eclac), ao prever um incremento de 3,2% para a região, depois de alcançar modestos 2,6% em 2013. A entidade regional, segundo o consultor Jorge Bühler-Vidal, diretor da Polyolefins Consulting, explicou o fraco resultado do ano passado – que começou com expectativa de 3% de incremento – pelo mau desempenho dos compradores internacionais e pela alta volatilidade dos mercados de capitais.

    Química e Derivados, Bühler-Vidal: região conta com bons projetos em andamento

    Bühler-Vidal: região conta com bons projetos em andamento

    Os primeiros sinais indicam melhoria no ambiente de negócios externos, com estímulos à recuperação da demanda e às exportações da região. Ao mesmo tempo, o consumo interno deve continuar crescendo, embora em um ritmo menor que o de anos anteriores. Mesmo assim, o aumento dos investimentos na região segue como uma incógnita.

    O Panamá tem a melhor expectativa de crescimento econômico para 2014, chegando a 7%, seguido por Bolívia e Peru (5,5%); Nicarágua e República Dominicana (5%); Colômbia, Haiti, Equador e Paraguai (4,5%); Chile e Costa Rica (4%); México, Guatemala e Uruguai (3,5%); Argentina e Brasil (2,6%); e, finalmente, Venezuela (1%).

    “As companhias que estão desenvolvendo projetos petroquímicos com base em shale gas nos EUA e no Canadá começam a prospectar seriamente vendas para os mercados latino-americanos”, comentou Bühler-Vidal. Além da evolução da economia regional, o consultor espera em 2014 a recuperação da Europa e o avanço lento e gradual dos Estados Unidos.

    Ele aponta como destaque da América Latina o projeto Etileno XXI, complexo para a produção integrada de eteno e de polietilenos em Vera Cruz, México, que está sendo construído pela associação entre a Braskem e a Idesa, com partida prevista para meados de 2015. A recente mudança na constituição mexicana permitirá que empresas privadas explorem petróleo e gás natural naquele país, abrindo caminho para fortes investimentos.

    Outro país com investimentos notáveis é a Bolívia. “A YPFB está tocando vários projetos simultâneos”, disse o consultor. O maior projeto, em Yacuíba, para um complexo de olefinas e produção de resinas de PE e de PP, está em fase de engenharia conceitual, a cargo da Tecnimont. A Samsung iniciou a construção do complexo de amônia e ureia de Carrasco; uma unidade de separação de líquidos de gás natural foi concluída pela Aesa em Rio Grande, com partida prevista para maio deste ano, enquanto outra separadora está sendo construída em Yacuíba pela Técnicas Reunidas.

    O projeto do Comperj, no Rio de Janeiro, segundo Bühler-Vidal, avança lentamente, tendo sido prometido pelo governo à Braskem gás natural a preços competitivos internacionalmente. De concreto, apenas a venda dos negócios de cloro/soda/PVC da Solvay Indupa na Argentina e no Brasil para a gigante brasileira.

    Por falar em Argentina, o governo Kirchner abriu conversas sobre as compensações devidas pelo confisco das ações da YPF em poder da Repsol, em 2012. Neste ano, devem se intensificar as operações com shale gas na área de Vaca Muerta, envolvendo a Dow Chemical e outros players. “Ter acesso ao mercado internacional de capitais é fundamental”, comentou.

    Nos Estados Unidos, o shale gas mantém o papel de motor da recuperação econômica e também do setor químico. “Os economistas americanos preveem que a demanda global aumentará nos próximos anos, requerendo aumento de produção e, então, contar com um suprimento barato de gás será determinante para desencadear uma onda de investimentos em novas capacidades”, comentou o consultor.

    Os projetos já se avolumam. Segundo Bühler-Vidal, foram anunciados até dezembro passado 136 projetos, com um orçamento total de US$ 91 bilhões, dos quais 54% pertencem a companhias com sede fora dos Estados Unidos. “Isso é explicado pela contratação por 30 anos de suprimento de gás natural que pode ser produzido com lucro a US$ 4 por milhão de BTU”, informou o consultor. A produção química americana está virando o jogo e voltando a ser vista como indústria em ascensão, depois de viver uma década de baixa competitividade.

    Além de reverter a balança comercial química daquele país, a disponibilidade de gás natural barato contribui para aumentar a oferta de bons empregos no setor químico, com altos salários. “É uma boa notícia, depois de anos seguidos de cortes nas folhas de pagamento”, salientou.



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