Economia

13 de março de 2014

Perspectivas 2014 – Distribuição: Ano com menos dias úteis na indústria desperta incerteza com as vendas

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Perspectivas 2014 - Distribuição: Ano com menos dias úteis na indústria desperta incerteza com as vendas

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    epois de obter resultados positivos, porém pouco animadores em 2013, a distribuição química nacional começa 2014 prestando muita atenção no comportamento dos mercados por ela atendidos. Há um conjunto de incertezas no cenário capazes de distorcer as previsões para o ano.

    Química e Derivados, Medrano: players internacionais continuarão a entrar no mercado

    Medrano: players internacionais continuarão a entrar no mercado

    Ainda que se esforce para manter sua visão “otimista moderada” quanto ao desempenho setorial, Rubens Medrano, presidente da Associação Brasileira da Distribuição Química (Associquim), aponta um amplo conjunto de incógnitas que podem ajudar ou prejudicar o andamento dos negócios durante o ano. “Teremos os feriados do Carnaval em março, uma copa do mundo de futebol e eleições nacionais e estaduais no mesmo ano”, apontou. “Não sabemos qual será o efeito da redução tão grande de dias úteis na atividade industrial, que é a maior consumidora dos nossos produtos.”

    Ele mencionou um estudo elaborado pela Federação do Comércio (Fecomercio) que prevê uma alta significativa no faturamento de hotéis, restaurantes e atividades de transporte, justificada pelo aumento do fluxo de turistas. Mas o estudo não é conclusivo para as demais atividades econômicas. “Sempre nos adaptamos às condições de mercado, sejam elas quais forem”, salientou.

    Da mesma forma, períodos eleitorais, em geral, coincidem com fortes desembolsos dos governos federal e estaduais em obras de grande porte. Neste ano, porém, com os índices de inflação apontando para cima, há uma pressão considerável para contenção de gastos e investimentos. “Percebemos que o governo federal, principalmente, está em um dilema: ou abre o cofre para ganhar a eleição, ou se concentra no combate à inflação. Como não há uma orientação de longo prazo para a economia brasileira, não se sabe ainda que caminho será escolhido”, explicou Medrano.

    As dificuldades macroeconômicas já prejudicaram o desempenho da distribuição em 2013, ficando abaixo das expectativas iniciais. Segundo Medrano, embora os dados finais para o ano ainda não estejam computados, o setor registrou aumento de faturamento em moeda nacional entre 8% e 10%. Em dólares, a moeda histórica do ramo, o resultado foi zero, sem crescimento nem redução de vendas. “Isso reflete o impacto da desvalorização do real durante o ano”, justificou.

    O dirigente setorial considera inadequado avaliar o setor por um período tão curto de tempo. “Ao longo dos últimos dez anos, o setor manteve um crescimento constante, além de ter se consolidado como elo fundamental nas cadeias produtivas”, considerou.

    Ele apontou que o setor amadureceu muito nesse período, passando por uma fase de investimentos maciços em instalações, muitas das quais ainda subutilizadas. “O setor assumiu mais responsabilidades com fornecedores e clientes, oferecendo serviços de qualidade, como assistência técnica, laboratórios e outros, que agregam valor aos produtos comercializados”, disse.

    Embora mostre a evolução contínua do setor, Medrano comenta que a remuneração das empresas não está ocorrendo adequadamente. “O setor vive das margens de lucro, que estão muito apertadas atualmente, por causa da concorrência e da elevação dos custos operacionais”, explicou.

    Mesmo assim, o setor atraiu novos players internacionais. Em 2013, a gigante mundial Univar comprou a Arinos Química e a holandesa IMDG adquiriu parte do capital da Makeni Chemicals, do próprio Medrano. “Acredito que outros players virão para cá, somos um país com mais de 200 milhões de habitantes, com uma das dez maiores economias do mundo, um potencial imenso no agronegócio, uma visão ocidentalizada, com democracia estável e instituições permanentes”, considerou. Para ele, os distribuidores que pretendem ter atuação global precisam atuar no Brasil.

    Ao mesmo tempo, ele considera que os distribuidores locais não podem se acomodar. “O ritmo das fusões e aquisições entre players locais caiu; e isso precisa ser revisto”, apontou. Como não há mais barreiras geográficas dentro do Brasil (como existiam nos antigos contratos de distribuição), a tendência marcante de mercado é a concentração de negócios visando ganho de escala. “Os pequenos distribuidores ou se concentram em nichos ou precisam crescer mediante fusões e aquisições”, recomendou.

    Na fase atual, Medrano defende que a abertura de filiais espalhadas pelo território nacional é uma alternativa cara. “Os custos de manutenção de filiais são muito elevados, por isso ainda é melhor contar com um centro de distribuição eficiente e uma operação logística bem planejada para entregar produtos em todo o país”, defendeu.


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