Automação Industrial

23 de fevereiro de 2014

Perspectivas 2014 – Automação: Novos projetos industriais e modernizações são a aposta para aquecer as vendas

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Perspectivas 2014 - Automação: Novos projetos industriais e modernizações são a aposta para aquecer as vendas

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    mbora venham associadas a alguma dose de otimismo, são de maneira geral bem contidas as análises de quem busca antecipar o cenário no qual trabalhará a indústria de automação e de controle em 2014. Há, por um lado, a expectativa de retomada de projetos já anunciados, mas que permanecem em compasso de espera ou são tocados em marcha lenta. Mas existe também quem trabalhe com a possibilidade de um ritmo de realização de negócios no máximo similar ao registrado em 2013, quando, apesar da estimativa de um crescimento de aproximadamente 9% sobre o ano anterior (ver tabela), esse setor registrou um desempenho qualificado como pouco satisfatório.

    Química e Derivados, Ninin: a indústria não pode ficar muito tempo sem investir

    Ninin: a indústria não pode ficar muito tempo sem investir

    As perspectivas de um período comercialmente mais favorável parecem pouco calcadas em razões objetivas e mais fundamentadas em sentimentos e anseios, como se percebe nas palavras de Nelson Ninin, diretor executivo de automação industrial da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). “A economia não pode ficar parada muito tempo e a indústria não pode ficar muito mais estagnada, senão as empresas começarão a ter problemas sérios”, diz Ninin, para justificar sua crença no aquecimento do mercado.

    Ele comentou que devem surgir negócios em decorrência de novos projetos em setores como papel e celulose e na produção de etanol. Além deles, a indústria petroquímica investirá mais em automação e controle, pois “precisa de alguma modernização”. É preciso ainda, destaca, considerar a expansão da produção dos plásticos obtidos com base no etanol. “Haverá mais investimentos nessa área”, prevê Ninin.

    Também a Petrobras, na sua avaliação, deverá se movimentar mais no decorrer de 2014. “Atualmente, o foco da Petrobras é a exploração, que demanda automação, mas na indústria de óleo e gás as refinarias constituem os principais usuários dessa tecnologia”, ressalta o diretor da área de automação da Abinee.

    Ninin prevê para 2014 um crescimento inferior aos 9% registrados em 2013. Afinal, ele pondera, a expansão do ano passado deve em grande parte ser creditada a projetos maiores – cuja implementação vem sendo executada há algum tempo –, que geram faturamento para as empresas de automação durante prazos maiores, na medida em que elas entregam as encomendas destinadas às suas diversas etapas. “Mas muitos desses projetos já não gerarão faturamento em 2014, ano no qual também não devem surgir novos projetos relevantes”, pondera.

    Química e Derivados, Figueira: instrumentos sem fio devem gerar negócios

    Figueira: instrumentos sem fio devem gerar negócios

    Por sua vez, Marco Figueira, diretor comercial na América do Sul da Yokogawa, uma provedora global de diversas soluções e equipamentos para automação e controle, afirma ter “boas perspectivas” para este ano. Assim como Ninin, ele também vê na indústria de papel e celulose um dos setores com maior potencial de geração de negócios no decorrer deste ano, ao menos para a sua empresa, que em 2013 atendeu, nesse segmento, clientes como Suzano e CMPC (respectivamente, no Maranhão e no Rio Grande do Sul). “Em 2014 deveremos ter, nesse mercado, novos projetos da Eldorado e da Fibria, ambos em Três Lagoas-MS, e a reformulação da planta da Jari Celulose”, complementa Figueira.

    Na indústria do etanol, ele destaca, os negócios serão fortalecidos com a entrada da produção do etanol de segunda geração, segmento para o qual a Yokogawa fornece soluções para a empresa Granbio, que iniciará neste ano sua unidade pioneira no país, no estado de Alagoas. “Devem surgir mais projetos desse gênero”, prevê Figueira. “Também creio em mais negócios com os setores químico e petroquímico, que nos últimos dois anos não realizaram grandes investimentos, e com a mineração”, ele conclui.

    Outros mercados – Os agroquímicos, os fertilizantes e as especialidades químicas são qualificados por Carlos Fernando Albuquerque Junior, gerente de desenvolvimento de mercado vertical da Siemens, como alguns dos setores potencialmente mais capazes de gerar negócios para a indústria da automação e do controle no decorrer de 2014.

    Tais setores, ele justifica, estão diretamente relacionados à expansão do consumo e à necessidade de redução do déficit da balança do comércio de produtos químicos do país. “As indústrias de bebidas, farmacêutica e de vidro também anunciam novos projetos para 2014, porém em escala menor em comparação aos dois últimos anos”, complementa Albuquerque.


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