Química

6 de março de 2013

Perspectivas 2013 / Tintas – PIB fraco contém avanço das vendas, mas setor prevê aceleração em 2013

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Química e Derivados, Perspectivas 2013 / Tintas, PIB fraco contém avanço das vendas

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    potencial de crescimento anual do setor de tintas e vernizes foi comprometido pela desaceleração da economia brasileira em 2012. A retração nos níveis de consumo e o baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) ofuscaram as projeções de desempenho feitas exatamente há um ano e só não causaram maiores percalços por se tratar de um setor de atividade industrial consolidado e com grande expressividade.

    Com a maré nem tão favorável tal qual se desejaria, as indústrias redobraram a atenção sobre suas planilhas financeiras, observando os impactos da desvalorização do real ante o dólar e as altas de custos das matérias-primas que ultrapassaram os índices normalmente aceitos pelos fabricantes, passando de 10% no decorrer de 2012, ameaçando lucros e a liquidez das empresas.

    Química e Derivados, Dilson Ferreira, Abrafati, PIB fraco e custos altos

    Ferreira: custos subiram muito em 2012, pressionando margens

    “O ano de 2012 foi marcado por incertezas na economia e nos mercados que atendemos, baixando as expectativas de resultados para 2% de crescimento do setor de tintas e vernizes como um todo, enquanto esperávamos um avanço de 4%, conforme previsto anteriormente”, avaliou Dílson Ferreira, presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).

    Ao longo do ano, o setor enfrentou aumentos de custos de matérias-primas essenciais para a produção de tintas, abrangendo resinas alquídicas, acrílicas, emulsões vinílicas, pigmentos e corantes, entre outros itens. Somados à inflação de 5,84% no período e também aos custos mais elevados para a contratação de serviços de pintura, os impactos sentidos foram ainda mais fortes, elevando os custos totais de produção e aplicação das tintas.

    “A principal preocupação que o nosso setor tem, neste momento, é com os custos das matérias-primas, que aumentam muito acima da inflação; e não podem ser repassados aos preços dos produtos finais. Para mantermos a nossa competitividade, temos de aprofundar o nosso trabalho em várias frentes, buscando maior eficiência, cortando despesas e agindo com o governo para desonerar produtos e reduzir o custo Brasil”, considerou Ferreira.

    Em moeda local, a indústria de tintas, esmaltes e vernizes, representada pela Abrafati, deverá apresentar um crescimento de vendas de 12,8% em 2012, a partir da confirmação das estimativas que apontam um faturamento de R$ 8,5 bilhões em 2012, contra os R$ 7,5 bilhões alcançados em 2011. Em dólar, porém, os percentuais de retração deverão se manter em 3,4%, confirmando-se o faturamento líquido de US$ 4,3 bilhões em 2012, contra os US$ 4,5 bilhões alcançados em 2011.

    Em volume de vendas, o crescimento de 2% na comercialização de tintas pode ser considerado bastante moderado, levando-se em conta que foram vendidos 1,426 bilhão de litros no ano passado, enquanto em 2011 as vendas envolveram 1,398 bilhão de litros.

    O desempenho setorial poderia, contudo, ter ficado mais chamuscado no ano que passou, caso o setor não tivesse contabilizado as vendas advindas em decorrência de programas habitacionais oficiais, com o objetivo de combater o déficit de moradias, e do aquecimento das construções residenciais privadas, que também mantiveram a demanda de tintas imobiliárias aquecida em 2012.

    “Não fossem as construções habitacionais sustentando uma parte significativa do crescimento do nosso setor, a situação poderia ter sido pior em 2012”, afirmou Ferreira, destacando o consumo de 50 milhões de litros de tintas imobiliárias realizado somente pelo Programa Minha Casa Minha Vida, responsável pela entrega da milionésima casa em dezembro de 2012.

    Considerado por sua grande abrangência um dos principais vetores de crescimento do setor de tintas no país, o plano de construção de novas moradias, prevendo um total de 23 milhões de novas unidades habitacionais, e que foi delineado pelo governo federal em 2010, para ter sequência até 2022, deverá gerar, segundo Ferreira, uma grande demanda no consumo de tintas, correspondente a 1,4 bilhão de litros.

    Na avaliação do executivo, portanto, o balanço nem tão favorável ao setor de tintas em 2012 deverá ser compensado pela retomada de obras em novas frentes ligadas ao setor da construção em 2013. “Crescemos em menor ritmo em 2012, mas temos a expectativa de alcançar melhores resultados em 2013”, afirmou Ferreira.

    As projeções de dias melhores em 2013 levam em conta o aquecimento das atividades em várias áreas atendidas pelo setor de tintas, colocando em destaque a construção civil, e as obras planejadas e em andamento no setor de infraestrutura.

    Assim, o maior consumo de tintas pelo setor da construção civil, que sempre atua como o grande impulsionador da demanda em toda a cadeia, tem por base informações e dados captados por estudos mais recentes realizados nesse âmbito e que revelam que a produção física da indústria de materiais de construção reúne grandes chances de crescer além do PIB (Produto Interno Bruto) em 2013, considerando, principalmente, maiores demandas na área da infraestrutura.


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