Química

25 de março de 2013

Perspectivas 2013 / Infraestrutura – Investimentos anunciados no setor geram expectativas animadoras para 2013

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    s investimentos em infraestrutura previstos para 2013 devem chegar a R$ 229,37 bilhões e estarão divididos entre obras de óleo e gás, energia, transporte e saneamento, além de indústria, habitação, eventos esportivos, entre outros. “2013 será muito melhor do que 2012”, avalia Mário Humberto Marques, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) e superintendente de suprimentos da construtora Andrade Gutierrez.

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    Marques: apesar das promessas, investimento continua baixo

    Com base na pesquisa intitulada “Principais investimentos nas áreas de infraestrutura e industrial previstos no Brasil até 2017”, em sua terceira edição, encomendada pela Sobratema, e realizada pelas empresas CriActive e e8 Inteligência, Marques destaca que cerca de R$ 130,3 bilhões deverão ser aplicados no setor de óleo e gás em 2013 e outros R$ 98,9 bilhões em infraestrutura.

    Ele afirma que o ano de 2012 foi “frustrante” em termos de execução de obras de infraestrutura, porque a Petrobras adiou uma série de investimentos. O investimento efetivo ao longo do ano passado não deve ter ultrapassado a casa dos R$ 116 bilhões e a expectativa dos empresários era a de que pudesse ter atingido os R$ 180 bilhões – calculava-se que metade desses recursos seria bancada pela Petrobras e a outra metade ficaria com as demais obras de infraestrutura.

    Apesar dos primeiros passos de 2013 estarem sendo assinalados com um certo otimismo, Marques faz questão de lembrar que o Brasil ainda investe pouco em infraestrutura em relação às suas reais necessidades e até mesmo em comparação com outros países. Enquanto a China investe em infraestrutura 13,4% do PIB, e a Índia, 4,8%, o Brasil tem aplicado cerca de 2% e poderia subir para 3% do PIB este ano, incluindo o segmento de óleo e gás. Segundo Marques, investir 3% do PIB equivale a aplicar o necessário somente para manter os ativos da infraestrutura. Qualquer valor inferior a esse nível “é caminhar para um apagão geral”.

    Marques observa também que o Brasil tem tido muita dificuldade para tocar as obras de infraestrutura. O que tem sido investido ainda é pouco, tanto que há congestionamento nos portos e aeroportos, estradas estão onerando o custo do transporte e já houve vários apagões no setor de energia.

    A Sobratema vem mapeando a corrente dos investimentos no Brasil desde 2009 e indica um montante de R$ 1,683 trilhão até 2017, envolvendo 11.533 obras. A pesquisa informa os principais investimentos no Brasil em oito setores da construção. A maior parte dos recursos está reservada para o segmento de óleo e gás: 43% ou R$ 723,9 bilhões até 2017.

    OBRAS

    Exploração e Produção de Petróleo

    No setor de combustíveis, de exploração e produção de petróleo, diversas obras em andamento continuarão avançando e várias delas têm conclusão prevista para 2013. Eis as principais:

    Desenvolvimento da produção na Bacia de Santos: execução de projetos integrados de produção e escoamento de petróleo e gás natural. Iniciado em janeiro de 2007, a previsão de conclusão é para janeiro de 2017, com um custo total de R$ 277.396.560.000,00.

    UN-Macaé: implantação de projetos com o objetivo de desenvolver a produção de novos campos e minimizar o natural declínio de produção. O desenvolvimento consiste em 181 projetos de exploração e produção (petróleo e gás natural). Com um orçamento total de R$ 96.681.140.000,00, começou em 2007 e a conclusão deverá ocorrer em 31 de dezembro de 2013.

    UN-ES: implantação de 160 projetos de exploração e produção (petróleo e gás natural) no Espírito Santo. Assim como em Macaé, esta obra foi iniciada em 2007 e tem seu término previsto para o final de 2013, a um custo total de R$ 43.921.100.000,00.

    UN-Rio: implantação de 46 projetos para exploração e produção (petróleo e gás natural). Obra iniciada em janeiro de 2007 e com conclusão prevista para 31 de dezembro de 2013. Valor orçado: R$ 28.870.370.000,00.

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    Oito unidades de produção tipo FPSO (Casco): P-66/P-67/P-68/P-69/P-70/P-71/P-72/P-73. Construção de oito cascos FPSO com capacidade diária de 120 mil barris de óleo e 5 milhões de m³ de gás natural. Valor total: R$ 23.720.000.000,00. Projeto iniciado em novembro de 2010, com prazo de execução até janeiro de 2017.

    Implantação de 275 projetos de exploração e produção (petróleo e gás natural) na Bahia, a um custo total de R$ 18.760.720.000,00. Início: janeiro/2007. Conclusão: dezembro/2013.

    Ceará e Rio Grande do Norte (UN-RNCE): implantação de 188 projetos de exploração e produção (petróleo e gás natural). Valor total: R$ 17.636.720.000,00. Início: janeiro/2007. Término: dezembro/2013.

    UO-Sul – Desenvolvimento da produção em Santa Catarina: novos projetos de exploração e produção na UO-Sul. Responderá pela produção das áreas de Tiro e Sídon. Investimento total: R$ 13.732.500.000,00. Conclusão: 2013.

    Sergipe e Alagoas: implantação de 160 projetos de exploração e produção (petróleo – óleo leve e gás natural). Total do investimento: R$ 12.423.930.000,00. Início: janeiro/2007. Conclusão: dezembro/2013.

    Projeto piloto de produção de Tupi – Pré-sal: perfuração, completação e interligação de poços, com capacidade de processamento de 100 mil barris/dia. Investimento total de R$ 8.332.050.000,00. Obra iniciada em agosto de 2008.

    Campo Roncador – Módulo três: compreende 11 poços produtores e sete injetores, instalação de dois oleodutos e um gasoduto. Valor total do investimento: R$ 7.888.740.000,00. Início: agosto/2008. Conclusão: março de 2015.

    Na área de refino, estas são as principais obras:

    Refinaria Premium I – 1ª e 2ª Fases. Construção da refinaria, no Maranhão, com capacidade para processar 600 mil barris/dia. Orçamento total: R$ 40.100.000.000,00. Início previsto: janeiro/2013. Conclusão: janeiro/2019 (salvo novos adiamentos).

    Refinaria Premium II. Construção da usina no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, para produzir 300 mil barris/dia. Valor total: R$ 19.740.000.000,00. Início: dezembro/2012. Término: janeiro/2017 (salvo novos adiamentos).

    Transporte

    O país tem, em carteira, os seguintes projetos de obras de transporte:

    Trem de Alta Velocidade (TAV) – Trecho Campinas/RJ/SP: 520 km interligando Campinas, Rio de Janeiro e São Paulo com nove estações, 91 km de túneis e 108 km de viadutos e pontes. Custo estimado: R$ 33.209.700.000,00. Início previsto: janeiro/2014. Conclusão: dezembro/2019.

    Superporto no Espírito Santo: instalação das empresas no condomínio do porto. Custo estimado: R$ 19.080.000.000,00. Início previsto: janeiro/2013. Conclusão: janeiro/2015.

    Ferrovia entre Cuiabá e Santarém: continuação da Ferronorte. Intenção de tornar mais ágil e eficiente o escoamento da soja. Extensão de 2 mil km. Custo total: R$ 10.000.000.000,00.

    Complexo Portuário Barnabé-Bagres: movimentação de carga geral (contêineres), com 6 milhões de m2 de retroárea, 11 mil m de cais e 45 berços de atracação. Custo estimado: R$ 9.000.000.000,00.

    Hotéis

    Cidade Turística Nova Atlântida: empreendimento no Ceará com área total de 32 km², 27 hotéis de luxo, sete campos de golfe, marina e três comunidades locais. Orçamento total: R$ 27.650.000.000,00.

    Resort Fazenda São Bento da Lagoa: complexo no Rio de Janeiro com três resorts, centro empresarial, marina para mil barcos e ilha artificial (800 hectares). Orçamento total: R$ 8.000.000.000,00.

    Energia Elétrica

    Usina hidrelétrica do Belo Monte: com potência de 11.233 MW, reservatório de 516 km2, duas casas de força, 18 turbinas tipo Francis e seis tipo bulbo. Localização: Pará. Orçamento previsto: R$ 19.000.000.000,00. Início: março/2011. Conclusão: janeiro/2019.

    Usina hidrelétrica São Luiz do Tapajós-PA: potência de 6.133 MW, reservatório de 722,2 km2. Orçamento: R$ 18.159.930.000,00. Início previsto: março/2013. Conclusão: dezembro/2017.

    Usina hidrelétrica Santo Antônio: usina no Rio Madeira, em Rondônia, com potência de 3.150,4 MW, 44 turbinas bulbo e reservatório de 271 km2. Custo: R$ 14.295.700.000,00. Conclusão prevista para maio/2015.

    Usina Termonuclear de Pernambuco: com potência de 6.600 MW, às margens do Rio São Francisco, com seis reatores e aproximadamente oito km2 de área reservada. Custo: R$ 10.000.000.000,00. Início: janeiro/2015. Conclusão: março de 2020.

    Usina Termonuclear Angra III: potência térmica de 3.765 MWt e potência elétrica de 1.350 MWt, podendo gerar 10,9 milhões de MW/ano. Custo estimado: R$ 9.950.000.000,00. Início: julho/2008. Conclusão: dezembro/2015.

    Usina Hidrelétrica de Jirau: usina hidrelétrica no Rio Madeira, em Rondônia, com potência de 3.300 MW, reservatório de 302,6 km2 e 50 turbinas tipo bulbo. Custo estimado: R$ 7.731.000.000,00. Início: janeiro/2009. Conclusão: janeiro/2016.


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