Cosméticos

1 de abril de 2013

Perspectivas 2013 / Cosméticos – Demanda aquecida coloca Brasil em destaque no mercado mundial do setor

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Química e Derivados, Perspectivas 2013 / Cosméticos

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    mercado brasileiro continua a reunir bons motivos para ser considerado a “meca” do consumo de produtos de higiene e de beleza. A começar pelo faturamento líquido da indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos em 2012, que deverá corresponder a R$ 29,3 bilhões. A alta em relação a 2011 foi de 15,9%, uma das maiores taxas de crescimento observadas nos últimos quinze anos no desempenho desse setor e uma das mais altas entre todos os setores que participam da indústria química instalada no país.

    O ritmo de crescimento brasileiro no setor de higiene e beleza supera em muito o desempenho mundial, tomando-se como referência, por exemplo, o ano de 2011, quando o setor no mundo todo cresceu 9,84%. Em volume de vendas, a alta foi de 4,2%. Foram comercializadas 1.258,3 milhão de toneladas em 2012, contra 1.207,6 milhão de toneladas registradas em 2011.

    As importações também cresceram no último ano em mais de 10%, enquanto as exportações apresentaram retração de 1,5%. Contudo, levantamento realizado com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior indicou percentual médio de crescimento de 9% nas exportações no período de 2006 até 2011.

    Os investimentos realizados no ano que passou saltaram de US$ 2,3 milhões para US$ 2,4 milhões, registrando alta de 5%. A previsão de US$ 14 bilhões em investimentos até 2017 no setor representa um dos maiores volumes já declarados por todos os setores da indústria química, apenas superado pelos investimentos que deverão ser realizados pelas indústrias de produtos químicos de uso industrial, no valor de US$ 22 bilhões até 2016.

    Integrada por mais de 2.200 empresas, a indústria da beleza no Brasil apresenta dados memoráveis há quinze anos, com taxas de crescimento médio de mais de 10%. Considerando o faturamento de R$ 4,9 bilhões alcançado em 1996, o setor foi capaz de sextuplicar sua liquidez no decurso desse período.

    A maior contribuição para o faturamento das indústrias advém das vendas de produtos para cabelos, correspondendo, em 2011, a 22,8% de participação sobre o total faturado. Líder mundial em desodorantes, desde 2008, e em fragrâncias, desde 2010, o Brasil é o segundo colocado global em produtos para cabelos – xampus, máscaras capilares e tinturas, embora já tenha conquistado a liderança em colorações, condicionadores e alisantes.

    As demais categorias, de acordo com o último levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), responderam, em 2011, pelas seguintes taxas de participação no faturamento: fragrâncias (16,2%), descartáveis (11,9%), produtos para banho (10,2%), produtos para cuidados da pele (9,1%), desodorantes (9%), itens para higiene oral (8,1%), maquiagens (7,9%), bronzeadores e protetores solares (4,1%) e itens para barbear (0,7%).

    Alvos dos maiores rendimentos da indústria cosmética, os produtos para cabelos mobilizam inovações e pesquisas contínuas no setor. Estudos recentes realizados pela Procter & Gamble confirmaram a preocupação dos brasileiros com a saúde e o embelezamento dos cabelos.

    Encomendados pelas marcas Pantene e Head&Shoulders, esses estudos evidenciaram consumidores que seguem uma rotina diária de cuidados com os fios, e que estão atentos aos benefícios e riscos dos tratamentos de beleza, buscando a todo momento opções mais saudáveis e funcionais. Em uma dessas pesquisas, foram realizadas entrevistas com mil mulheres na cidade de São Paulo. Em outra, foram pesquisados os hábitos de 800 consumidores (homens e mulheres) nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre.

    De acordo com os estudos, os cabelos das brasileiras apresentam características distintas, mas há predominância dos cacheados (36%). Os números também apontaram que 35% dos entrevistados possuíam cabelos secos; 25%, normais; 22%, oleosos; e 17%, mistos.

    A percepção do nível de dano observado nos cabelos também foi diversa: 28% consideraram não ter cabelos danificados; 41% responderam que seus cabelos eram levemente danificados; 19%, moderadamente danificados; e 12%, muito danificados.

    Entre os maiores agentes causadores dos danos, os entrevistados citaram os tratamentos químicos, o escovar frequente e o uso de acessórios. E entre os benefícios mais desejados foram relatados: hidratação (17%), força (11%), e reparação (8%).

    A preocupação em seguir uma rotina de cuidados com os cabelos está presente no dia a dia de 75% das mulheres entrevistadas. Esses cuidados demandam, em média, entre seis e 30 minutos para serem realizados. Uma parcela de 40% dos entrevistados afirmou lavar os cabelos entre duas a três vezes por semana, enquanto 34% lavam os cabelos todos os dias – parcela constituída majoritariamente por homens.

    No tocante aos tratamentos químicos, 58% afirmaram que já realizaram algum procedimento de alisamento pelo menos uma vez na vida. Com relação às colorações, 80% das mulheres que delas fazem uso relataram utilizar tinturas permanentes, com uma frequência de uso entre quatro semanas e três meses. Ao opinar sobre tratamentos químicos, a maioria relatou ressecamento do couro cabeludo e dos fios, além de surgimento de coceiras e caspas.


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