Economia

26 de março de 2013

Perspectivas 2013 / Comércio – Cenário favorável aos negócios permitirá recuperar lucratividade

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Fairbanks
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, Perspectivas 2013 - Comércio - Cenário favorável aos negócios permitirá recuperar lucros

    U

    ma conjunção de fatores internacionais e locais cria um ambiente favorável aos negócios da distribuição química em 2013. O objetivo setorial para o ano consiste em recuperar as margens de lucro, muito pressionadas durante 2012, que, aliás, registrou elevação de faturamento apenas razoável.

    Química e Derivados, Rubens Torres Medrano, Associquim/Sincoquim, disputa por mão de obra qualificada elevou custos

    Medrano: disputa por mão de obra qualificada elevou custos

    Presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim) e do sindicato estadual congênere (Sincoquim), Rubens Torres Medrano informou aumento entre 3% e 5% no faturamento setorial de 2012 (com base em dados preliminares) em relação aos US$ 6,5 bilhões de 2011. “Em vendas, foi um ano bom, especialmente porque o ano anterior já registrara um faturamento alto, mas o crescimento ficou abaixo do que esperávamos no início de 2012”, comentou.

    Ele também ressaltou a pressão sobre as margens de lucro do setor, provocada pelos aumentos das despesas da distribuição, com destaque para os salários. “Alguns setores econômicos estiveram muito ativos durante 2012 e acirraram a competição pela mão de obra. Isso obrigou o setor a oferecer aumentos salariais acima da inflação e da elevação da produtividade, fenômeno que precisa ser adequadamente avaliado em 2013”, informou Medrano.

    A distribuição química moderna emprega pessoal qualificado, cada vez mais necessário para identificar os movimentos de mercado e se antecipar a eles. A evolução do Programa de Distribuição Responsável (Prodir) também incentivou a contratação de pessoal mais capacitado. O lado ruim disso é que os profissionais qualificados são os mais requisitados por todos os segmentos de mercado. “De forma geral, o pessoal que trabalha no setor químico tem grande facilidade de adaptação a qualquer outra atividade, ainda mais os da distribuição, ramo em que a flexibilidade operacional é enorme”, comentou.

    Atualmente, as empresas de distribuição formam em casa (in house) os seus profissionais, não existindo uma iniciativa consolidada do setor para isso. “Temos excelente relacionamento com o CRQ, faculdades e escolas técnicas de química e engenharia química, mas cada empresa precisa recrutar seus estagiários e profissionais, complementando sua formação específica”, informou Medrano. Para ele, as diferenças culturais entre as distribuidoras tornam difícil estabelecer um programa padronizado de formação.

    Bons ventos – O cenário que se vislumbra no início de 2013 é animador. Medrano avalia que a presidente Dilma deve colocar em marcha todos os seus projetos caso pretenda se candidatar à reeleição em 2014. Além disso, é preciso fazer deslanchar as obras para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e para a Olimpíada de 2016. As medidas de incentivo ao consumo e à produção, a exemplo da redução das taxas de juros, devem apresentar resultados mais nítidos, tudo isso convergindo para o aumento da demanda por insumos químicos.

    Há alguns entraves persistentes. “A infraestrutura nacional continua sendo lamentável e exige investimentos urgentes”, comentou Medrano. Essas deficiências afetam diretamente a distribuição química. Estradas ruins e portos com operação lenta implicam elevação de custos, por exemplo, sem falar no preço da eletricidade e sua escassez.

    É preciso considerar o conturbado ambiente internacional. “Os Estados Unidos estão crescendo lentamente e a Europa encolhe, enquanto a Ásia segue como incógnita; nesse quadro, o Brasil é um candidato forte a receber excedentes de produtos químicos”, alertou o dirigente setorial. Ao incentivar o consumo popular, o governo favorece a importação de insumos mais do que os investimentos na produção local. “Para a distribuição, é muito importante contar com uma indústria química nacional forte, mesmo porque ela é para nós, ao mesmo tempo, fornecedora e cliente”, disse.

    Medrano critica algumas decisões governamentais que beneficiam apenas alguns segmentos, sem atentar para os efeitos gerados na cadeia produtiva completa. “Faltam planos de longo prazo. O governo deveria exigir contrapartidas para evitar que essa situação perdure, incentivando o setor como um todo a ganhar produtividade e competitividade”, salientou. “Medidas paliativas e isoladas não resolvem muita coisa.”


    Página 1 de 3123

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next