Química

1 de março de 2013

Perspectivas 2013 / Ambiente – Metas para prefeituras geram otimismo entre operadores de saneamento e de resíduos

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Furtado
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, Perspectivas 2013, Ambiente, Metas para as prefeituras

    A

    s principais demandas ambientais do país – o saneamento básico e o gerenciamento de resíduos urbanos e industriais – devem ter um ano decisivo em 2013. Primeiro ano do mandato dos mais de 5 mil prefeitos de todo o país, e véspera da data limite, 2014, imposta às cidades para apresentar planos municipais de saneamento (que incluam, além de água e esgoto, soluções para resíduos urbanos e águas pluviais) e para acabar com os lixões, a expectativa é de uma movimentação grande das municipalidades atrás de projetos para atender às exigências das novas legislações.

    Com a sinalização de que o governo não vai postergar o prazo, e a despeito de muitas prefeituras não terem se movido nos últimos anos (estima-se que menos da metade tem planos de saneamento em andamento), dirigentes setoriais diretamente envolvidos com a questão não escondem uma expectativa positiva para 2013. Afinal, não custa ressaltar que o não cumprimento das exigências do marco regulatório do saneamento e da política nacional de resíduos sólidos implica restrições de acesso ao financiamento público e multas altas da Lei de Crimes Ambientais, respectivamente.

    Química e Derivados, Roberto Muniz, Abcon, ajuda das PPPs no saneamento

    Muniz: PPPs prometem ajudar na universalização do saneamento

    Compartilha dessa visão otimista Roberto Muniz, o diretor executivo da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon). “O cenário, apesar de ser ainda crítico para o saneamento, e justamente por causa do déficit, que precisa ser atacado com urgência, é de muitas oportunidades, principalmente para o setor privado, que pode ajudar muito as prefeituras a acelerar o processo”, disse.

    Segundo ele, além de ter o conhecimento necessário para construir, operar e estruturar modelos de financiamento que visem à universalização dos serviços, as concessionárias privadas ainda tornam o processo mais ágil. “Levamos em média 50% do tempo do caminho estatal para a contratação e para fazer a água chegar à porta da população e o seu esgoto ser coletado“, explicou Muniz, com a experiência de quem foi, antes de assumir a Abcon em maio de 2012, secretário executivo do Ministério das Cidades. “A operação casada ajuda na velocidade. Depois da licitação já tiramos o projeto do papel, começamos a fazer os investimentos e a operar. Ao contrário das empresas estatais, burocráticas e dependentes das concorrências públicas a cada etapa das obras”, completou.

    No decorrer de 2013, Muniz acredita que as prefeituras vão procurá-los para cumprir a meta de 2014, nessa corrida contra o tempo, que ele acredita ser possível de se realizar por meio de várias estruturações financeiras, como concessões plenas ou parciais, parcerias público-privadas (PPPs, obra ou concessão em que o governo também precisa dar contrapartida periódica) e locação de ativos. “Cada demanda sofre uma análise para saber qual seria a mais indicada. Normalmente, projetos maiores se encaixam nas PPPs, mas não existe uma regra. O que for mais fácil e viável economicamente prevalece”, disse o diretor da Abcon.

    Por enquanto, a Abcon é responsável por 248 municípios, o que envolve uma população de 21 milhões de habitantes. Mas a meta é elevar esse patamar para 40% da população brasileira em dez anos. Para atingir o objetivo, Muniz confia principalmente nas PPPs, que normalmente englobam grandes projetos em regiões metropolitanas mais populosas. “Essa modalidade está se mostrando uma ótima e rápida saída para estados e regiões metropolitanas caminharem para a universalização”, disse. “A partir dela você pode ver o saneamento não como um ônus para o município, como um passivo, mas como um ativo, um investimento em parceria com o setor privado”, complementou.

    Em 2012, os investimentos das concessionárias privadas aumentaram em 46%, consolidando um total de R$ 760 milhões. Na análise de Muniz, esse crescimento é o desembolso de grandes obras contratadas há até três anos, como as PPPs que fizeram concessão de Cuiabá-MT (CAB Ambiental) e do tratamento de esgoto da zona oeste do Rio de Janeiro (Odebrecht/SAAB Águas do Brasil). Esta última, denominada AP5, é uma PPP com modelo de gestão compartilhada. “Esses projetos de grande estrutura ganham repercussão Brasil afora e com certeza vão gerar efeito imediato, criando mais contratos para nossos 108 associados. Vamos continuar crescendo em ritmo bem alto”, comemorou.


    Página 1 de 3123

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next