Tintas e Revestimentos

15 de janeiro de 2012

Perspectivas 2012 – Tintas – Metas habitacionais devem sustentar crescimento de 4% neste ano

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Publicado por: Rose de Moraes
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    química e derivados, tintas, perspectivas 2012

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    crescimento da demanda em 2011, aquém das projeções e expectativas, não esmoreceu o setor de tintas e vernizes. Ao contrário, o volume comercializado de 1,382 bilhão de litros foi recorde, embora tenha sido inferior ao anteriormente esperado, de 1,450 bilhão de litros, e tenha superado em apenas 1,7% a marca de 1,359 bilhão de litros de 2010.

    Os resultados, considerados positivos por ter sido a base de comparação muito alta do ano anterior, refletem as políticas de valorização do real perante o dólar e também se devem à desaceleração da economia.

    Do total produzido, 1,105 bilhão de litros corresponderam às vendas de tintas imobiliárias, segmento com 2% de crescimento no comparativo de vendas com 2010.

    Nos demais segmentos responsáveis por movimentar a cadeia setorial, como as tintas automotivas originais, de repintura automotiva e industriais, esse aumento foi de 1%, resultando na média geral de 1,7%.

    “Crescemos pouco em 2011, mas deveremos alcançar melhores resultados em 2012”, afirmou Antonio Carlos de Oliveira, presidente do conselho diretivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas.

    Revista Química e Derivados, Antonio Carlos de Oliveira, presidente do conselho diretivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, melhores resultados em 2012

    Oliveira: consumo per capita vai passar dos 7,2 litros/ano

    Ao projetar maior crescimento em 2012, por volta de 4%, o presidente da Abrafati considerou um elenco de oportunidades e eventos que irão propiciar mais desenvolvimento ao setor. Entre eles estão a construção de 23 milhões de novas moradias até 2022, meta que deverá contribuir para diminuir o déficit habitacional no país, e R$ 2 trilhões em investimentos programados para implementar obras no setor de infraestrutura.

    “Somente a construção de 23 milhões de novas moradias deverá gerar uma demanda correspondente a 1,4 bilhão de litros de tintas e todas as obras previstas somadas deverão aumentar o consumo per capita brasileiro de tintas, atualmente em torno de 7,2 litros/ano, elevando esse número a fim de torná-lo mais próximo dos consumos per capita encontrados nos países desenvolvidos, hoje em torno de 15 a 20 litros”, considerou Oliveira.

    Para superar obstáculos ao maior desenvolvimento do setor nos últimos anos, várias iniciativas têm partido da Abrafati, em defesa da menor tributação do setor de tintas e de sua maior rentabilidade.

    Sob o aspecto das finanças, aliás, o faturamento líquido na moeda local em 2011 deverá ficar em torno de R$ 7,43 bilhões, representando 8% de crescimento sobre o montante do ano anterior, de R$ 6,88 bilhões. Em dólares, o faturamento líquido foi calculado em US$ 4,5 bilhões, o que representa 14,8% de crescimento em relação ao montante de 2010, de US$ 6,88 bilhões.

    Os desafios relacionados com a elevada carga tributária incidente no setor continuarão a ser alvo, em 2012, dos pleitos da Abrafati nas várias instâncias governamentais. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as tintas imobiliárias em base água, prorrogada até dezembro de 2012 pelo decreto 7.660 (de dezembro de 2011), revelou-se bastante positiva. Desde 1º de abril de 2009, isentas de IPI, de acordo com o decreto 6.890, que beneficiou 30 itens da cesta básica de materiais para construção, essa categoria de tintas continuará contando com o estímulo fiscal para impulsionar as vendas ao consumidor.

    Em dezembro de 2011, acatando os argumentos apresentados pela Abrafati de que a produção local somente se revela capaz de atender a um terço da demanda interna, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), por meio da resolução número 97, também prorrogou por mais um ano a redução da alíquota do Imposto de Importação para o dióxido de titânio (TiO2), de 12% para 2%. Idêntica redução do tributo, porém em caráter permanente, foi alcançada pelos importadores de monômero de acetato de vinila (VAM), por meio de resolução nº 9 da Camex.


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