Tecnologia Ambiental

15 de janeiro de 2012

Perspectivas 2012 – Saneamento – Padrão de potabilidade ficou mais rigoroso

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    ma nova portaria do Ministério da Saúde, a 2914, publicada em dezembro de 2011, tem sido encarada por empresas fornecedoras de tecnologias para tratamento de água como incentivadora de investimentos em sistemas mais modernos para potabilização. Isso porque a portaria altera e torna mais rigorosos os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo e seu padrão de potabilidade.

    Entre as mudanças, há a adição de novos parâmetros para substâncias inorgânicas, como níquel e urânio, além de restrições maiores para os valores permitidos de substâncias orgânicas. Outro ponto importante que mudou com a portaria compreende o controle bacteriológico da água, que passou a ser mais restritivo com cianotoxinas geradas por algas (cianobactérias) e todas as suas variantes, com saxitoxinas e as microcistinas.

    Ainda há alterações em controle microbiológico, com restrições maiores com a turbidez, que passou de 0,5 ppm para 0,3 ppm, além da exigência de monitoramento mensal de Escherichia coli em mananciais superficiais de abastecimento.

    Uma empresa com estimativa de ampliar o uso de suas tecnologias de filtração é a Dow Water and Process Solutions, que conta com uma completa linha de membranas de osmose reversa nano e ultrafiltração, além de resinas de troca iônica.

    Revista Química e Derivados, Renato Ramos, Dow Water and Process Solutions, skids de ultrafiltração

    Ramos: nova portaria pode estimular uso de membranas

    Segundo o gerente técnico para América Latina, Renato Ramos, dificilmente as empresas de saneamento conseguirão atender aos novos padrões sem investir em tecnologias mais “radicais” de tratamento, como as membranas.

    De acordo com Ramos, o controle de cianobactérias é facilmente atingido com o uso de skids de ultrafiltração. Já se estas gerarem, por stress (temperatura alta ou ação de agente oxidante, como o cloro), as cianotoxinas, o uso da nanofiltração ou da osmose reversa são os mais recomendados.

    Para atender aos novos padrões para metais, a Dow tem uma extensa linha de resinas de troca iônica seletivas, cuja carteira foi ampliada há alguns anos com a incorporação da Rohm and Haas. Há resinas para urânio, níquel, ferro, manganês ou alumínio, entre outras. Já as restrições para micro-organismos, como o Cryptosporidium e a Giardia, podem ser combatidas com uma unidade de ultrafiltração. Para o gerente, a nova portaria tem força para fazer no Brasil o que já é muito comum nos Estados Unidos, país de origem da Dow e onde praticamente todas as estações de tratamento de água de abastecimento novas ou ampliadas recorrem às membranas. “Desde quando os padrões de potabilidade deles passaram a ser mais restritos o uso das membranas e resinas em saneamento deu um salto impressionante. Hoje há centenas delas por todos os Estados Unidos”, finalizou Ramos.

     

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