Máquinas e Equipamentos

15 de janeiro de 2012

Perspectivas 2012 – Máquinas – Redução de IPI e queda de juros animam importadores

Mais artigos por »
Publicado por: Jose P. Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página

    E

    mpresas importadoras de bens de capital devem movimentar US$ 2,4 bilhões em 2011, valor cerca de 10% superior ao do ano passado. Os números são da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), entidade criada em 2003 que congrega oitenta associados, responsáveis por mais de 80% dos principais participantes do setor no Brasil.

    O resultado deste ano é inferior à previsão da associação, que projetava crescimento entre 15% e 20%. O setor foi prejudicado pela queda das vendas verificada a partir de setembro, momento em que eclodiram com maior força as crises da Grécia e da Itália. O valor está aquém do melhor período vivido pelas empresas do setor, o de janeiro a setembro de 2008, quando foram negociados US$ 2,6 bilhões. No último trimestre daquele ano, a crise econômica internacional prejudicou bastante os negócios.

    “Para 2012, as previsões ainda são indefinidas”, analisa Ennio Crispino, presidente da Abimei. Entre os aspectos que alimentam o otimismo do dirigente está o esforço do governo para manter o mercado interno em alta. Medidas como a queda dos juros ou a redução de IPI dos produtos de linha branca são muito úteis para a retomada dos investimentos nas linhas de produção.

    Apesar de apresentar restrições à medida, o aumento do IPI de carros importados também pode ajudar os clientes dos associados da Abimei na aquisição de novos equipamentos. “Ainda não temos uma visão clara de quanto o aumento de tributação dos automóveis pode colaborar com o crescimento de nossos negócios”, avalia. Por outro lado, o presidente demonstra preocupação com o possível agravamento da crise econômica internacional, que pode gerar incertezas e atrapalhar o desempenho do PIB nacional.

    Crispino salienta que a importação de máquinas e equipamentos para petróleo e gás apresenta grande potencial. Há uma necessidade muito grande no Brasil de equipamentos de porte para esse setor, sem similares na indústria nacional. O quanto esse potencial pode significar em dividendos, no entanto, é difícil de prever. “Depende de alguns fatores”, explica. Entre eles, o rumo a ser tomado pelos investimentos da Petrobras nos próximos anos. A estatal do petróleo vai priorizar a exploração ou o refino? A intenção do governo de investir na geração de energia eólica também pode contribuir com os importadores.

    Revista Química e Derivados, Ennio Crispino, Abimei, previsões indefinidas

    Crispino teme efeitos da crise econômica internacional

    Crispino não concorda com a acusação feita pelos fabricantes nacionais de bens de capital de que a importação desenfreada provoca a desindustrialização nacional do setor. “A importação é atividade reguladora do mercado, fundamental para equilibrar a oferta de máquinas operatrizes e equipamentos industriais no país”, revela. Para o presidente da Abimei, o Brasil precisa importar equipamentos para tornar suas empresas mais produtivas em tempos de crescimento do PIB. “Caso todos os interessados passassem a adquirir apenas equipamentos brasileiros, o tempo de entrega das máquinas seria muito superior”, diz.

    Ele reconhece que a desvalorização do dólar, motivada pela conjuntura econômica internacional, afetou a competitividade dos fabricantes nacionais. Mas faz uma ressalva: “Dados da própria Abimaq revelam crescimento de 9,7% no faturamento real da indústria de bens de capital mecânicos nos oito primeiros meses de 2011, somente 3,1% abaixo dos níveis de 2008.” Para o presidente, os fabricantes nacionais, nos anos em que eram mais protegidos, perderam a oportunidade de se modernizar, não se prepararam tecnologicamente para fazer frente aos importados quando a concorrência se acirrou.

    Crispino concorda com uma constatação feita pela indústria de base brasileira. Ele também defende a adoção de uma política industrial voltada para estimular a produção. Para tanto, defende a redução do chamado “custo Brasil” e maiores investimentos em infraestrutura e logística.

     

    Leia também:



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next