Domissanitários e Limpeza

15 de janeiro de 2012

Perspectivas 2012 – Limpeza – Classes C e D prometem manter ciclo de alta no consumo de domissanitários

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Publicado por: Gerson Trajano
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    química e derivados, limpeza, perspectivas 2012

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    setor de limpeza doméstica quer no mínimo repetir o feito do ano passado e crescer 6,7% em 2012. Para isso, vai lançar novos produtos, combater a informalidade, debater marcos regulatórios e ambientais, lutar pela redução de tributos e fortalecer as micro, pequenas e médias empresas que atendem a 95% do mercado.

    O desempenho da atividade em 2011 ficou três pontos percentuais acima do Produto Interno Bruto (PIB) e correspondeu a um faturamento de R$ 14,4 bilhões, acima dos R$ 13,5 bilhões registrados em 2010. O setor emprega perto de 21 mil trabalhadores.

    Desde 2004 a indústria de domissanitários apresenta resultados positivos em seu faturamento, justificados, de acordo com os especialistas na área, pela essencialidade de seus produtos, ligados diretamente à saúde e ao bem-estar da população. “Nossas linhas devem continuar crescendo, principalmente nas classes C e D. Mas, independentemente desse quadro, temos que reforçar algumas medidas da nossa pauta de atuação e de posicionamento no mercado brasileiro”, diz Maria Eugenia Saldanha, presidente executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla).

    Embora cauteloso, o setor não sente os efeitos da crise financeira que abala a Europa e os Estados Unidos. Nem mesmo o PIB contraído – segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), pode ser de no máximo 3% em 2012 – assusta a cadeia de produção. “Na Procter & Gamble, acreditamos que, independentemente de qualquer crise, sempre é possível crescer e oferecer produtos de qualidade superior e com proposta de valor adequada ao momento dos consumidores”, diz Luis Siqueira, da gerência de marketing da empresa.

    Os fabricantes acreditam que as pessoas não vão deixar de lavar suas roupas, limpar suas casas e cuidar da aparência em virtude da situação econômica mundial. O setor tem características próprias e deve manter o ritmo de produção dos últimos anos.

    Lançamentos – As empresas não revelam detalhes, mas novos produtos devem aparecer no mercado em 2012. Entre as novidades estão os detergentes em pó concentrados, os que preservam o vigor original das roupas, os que possibilitam a lavagem de roupas brancas e coloridas ao mesmo tempo e os que não prejudicam o meio ambiente.

    “Ainda não podemos dizer nada, mas estamos trabalhando para tornar a vida do consumidor mais fácil”, diz Siqueira, responsável pelo marketing de Ace, Ariel e Downy, marcas da norte-americana Procter & Gamble. O destaque da P&G no Brasil, em 2011, foi o amaciante Downy, com uma fórmula que possui um poder de duração de seu perfume nas roupas quatro vezes superior ao dos amaciantes tradicionais.

    A inovação está atrelada à possibilidade de colocar nas prateleiras dos supermercados um mix de produtos que traga agilidade, rapidez e confiança na remoção da sujeira doméstica e das roupas. Em 2011, a Gtex Brasil, dona das marcas Baby Soft, Urca, Scarlim, UFE, Aromas e Encantos e Rio lançou aproximadamente 60 novos produtos em todas as categorias de limpeza. “A expectativa é mantermos o mesmo volume este ano”, diz.

    A Gtex fabrica desde os tradicionais amaciantes de roupas, desinfetantes, limpadores perfumados e multiuso, lava-roupa em pó e líquido até os de alta performance como tira manchas e pré-lavagem. O portfólio da empresa atende 93% da cesta de materiais de limpeza para o lar. José Renato, gerente de marketing do grupo Gtex, diz que a cesta de produtos foi responsável pelo crescimento de 4% da companhia em 2011. Segundo ele, nos últimos cinco anos a empresa triplicou de tamanho e hoje é a sexta do mercado. Os principais motivos desse crescimento foram as novas aquisições e inovações.

    Hábito do brasileiro – Maria Eugenia lembra que o lançamento de um produto com valor agregado deve sempre levar em consideração os hábitos do consumidor. “Um entendimento errado dos seus benefícios pode trazer resultados inesperados”, avisa a executiva.


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