Couro e Curtumes

15 de janeiro de 2012

Perspectivas 2012 – Couro – Calçadistas gaúchos prometem reagir à concorrência chinesa

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    química e derivados, couro, perspectivas 2012

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    fechamento de fábricas no Rio Grande do Sul e na Bahia, pertencentes ao grupo Vulcabras/Azaleia, no final de 2011, eliminando dois mil e duzentos postos de trabalho diretos da noite para o dia, delineia o cenário do setor coureiro-calçadista para 2012. Em 9 de janeiro deste ano, ao mesmo tempo em que prestigiava a posse da nova diretoria da Associação Brasileira dos Químicos e Técnicos da Indústria do Couro (Abqtic), o prefeito de Estância Velha-RS, Waldir Dilkin, confirmava o encerramento das atividades de outro fabricante de calçados, com quase 700 empregos diretos extintos.

    A Doublexx, fabricante de calçados com sede em Estância Velha e unidades em Boa Vista do Buricá, Horizontina e Humaitá, todas no Rio Grande do Sul, encerrou as atividades no mesmo dia da posse.

    Com o fechamento, cerca de 600 pessoas foram demitidas nas quatro plantas industriais, além de outras 130 que já haviam sido afastadas entre outubro e dezembro do ano passado, como informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Estância Velha, Davi Silveira. Segundo o sindicalista, a Doublexx desativou as fábricas gaúchas depois de transferir a produção para uma nova unidade, na Guatemala, ao longo do ano passado.

    Revista Química e Derivados, Regina Teixeira, Abqtic, compromisso dos químicos

    Regina: Abqtic confirma apoio à retomada do setor

    Ao tomar posse no cargo máximo da Abqtic, a engenheira Regina Teixeira reafirmou o compromisso dos químicos do setor com o crescimento da indústria, dentro de uma perspectiva de sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e abertura de novos mercados. Regina salientou que a Abqtic comemora neste ano quatro décadas de atividade e pretende colocar em prática um plano ousado até 2015, que inclui a realização do congresso mundial de todas as associações do planeta, voltadas ao debate sobre a evolução da química dentro do segmento coureiro-calçadista, numa trajetória ecologicamente correta e ao mesmo tempo desenvolvimentista.

    Regina elogiou os demais integrantes da diretoria que também foram empossados no ato. Ela qualificou o cenário como desafiador e advertiu sobre a urgência de buscar novos mercados e adquirir conhecimentos em inovação como ferramentas de competitividade para os químicos e técnicos da cadeia produtiva do couro.

    “É com imensa alegria e responsabilidade que inicio esta gestão com a certeza de que daremos continuidade à renovação e profissionalização de nossa associação, há quarenta anos promovendo a ciência e tecnologia do couro, de forma sistêmica e efetiva na atualização profissional dos recursos humanos do setor”, discursou.

    Em momentos de crise, os empresários querem ficar dentro de suas empresas cuidando dos negócios. Como efeito, aparece a figura dos diretores executivos nas associações setoriais. Profissionais prospectados minuciosamente no mercado, ou empresários do setor que abrem mão da atividade empreendedora, atraídos por salários

    Revista Química e Derivados, Moacir Berger, Aicsul, medidas protecionistas

    Berger: crise na Itália fez cair a exportação de couro

    interessantíssimos, e que passam a tocar as entidades representativas. É o caso do presidente executivo da Associação das Indústrias de Curtumes do Sul (Aicsul), Moacir Berger, experiente empresário da indústria de curtumes e recentemente alçado ao cargo de presidente executivo da entidade. Ao projetar 2012, Berger avisa de antemão e com conhecimento de causa que os números do final de 2011 não foram promissores, embora as primeiras estimativas indiquem um faturamento de R$ 2 bilhões.

    Berger explica que o governo tomou algumas medidas protecionistas, taxando os calçados chineses nos últimos dois anos. Agora é o momento de voltar a crescer no mercado interno. Para ele a crise na Itália repercute negativamente nos negócios porque se trata do maior comprador do couro brasileiro. O presidente da Aicsul assinala também que tanto a indústria de couro quanto a de calçados são oscilantes ao longo dos anos. Mas a leitura cruel é que os empreendimentos que encerraram as atividades não serão repostos.

    Desde que a produção da China em calçados invadiu todos os mercados há mais de 15 anos, os empresários do Brasil enfrentam a sua “Era da Incerteza”. Nesse período, caiu drasticamente o número de fábricas no Rio Grande do Sul e no Brasil, por conta da invasão de milhões de pares de sapatos manufaturados do outro lado do planeta.


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