Tintas e Revestimentos

10 de janeiro de 2011

Perspectivas 2011 – Tintas – Setor espera crescer 6,7% em 2011, mas aponta entraves para evolução duradoura

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    química e derivados, perspectivas 2011, tintas

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    setor de tintas espera superar em 2011 todos os indicadores de vendas alcançados no ano anterior. As projeções de desempenho dos principais segmentos consumidores – imobiliário, automotivo e industrial – contribuem para alimentar a expectativa de vendas de 1.450 milhões de litros de tintas e vernizes em 2011, um acréscimo de 6,7% ao volume registrado em 2010.

    O percentual de crescimento anunciado pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) é menor do que os 10,3% alcançados em 2010 sobre 2009, mas isso se explica pela retração do mercado brasileiro (e do mundial) neste ano. Portanto, os 6,7% de ampliação de vendas devem ser considerados até mesmo como ambiciosos.

    “Os dados de mercado comprovam que o crescimento do mercado nacional é estrutural e não circunstancial, com todos os segmentos consumidores evoluindo acima do PIB”, comentou . “O setor também se destaca pelos investimentos em inovação, gerando melhores produtos, e pelas iniciativas de sustentabilidade.”

    Embora tenha razões para voar alto, o setor não trafegará em céu de brigadeiro. “Há três problemas que causam preocupação ao setor: a disponibilidade de matérias-primas, a capacitação da mão de obra de pintura e a taxa de câmbio”, apontou Dílson Ferreira, presidente executivo da entidade. “Esses fatores não comprometem o sucesso do setor a longo prazo, mas impedem um crescimento ainda maior.”

    Numa rápida exposição, Ferreira mostrou que o programa Minha Casa Minha Vida, mantido pelo governo federal, já está com projetos aprovados para a construção de dez milhões de moradias. Caso todos os projetos saiam do papel, isso significará um crescimento de 2% ao ano no mercado nacional de tintas. Porém, caso o mercado cresça 5% ao ano durante cinco anos consecutivos, a Abrafati estima uma demanda adicional de 500 mil pintores. “Não se trata só de colocar a tinta na parede, precisamos de gente qualificada para usar as tintas de melhor qualidade e que tenham preocupações de higiene, saúde, segurança ocupacional e sustentabilidade”, explicou. A entidade mantém programas de capacitação de pintores profissionais que precisam, porém, ser replicados pelo país. Também é preciso formar profissionais especializados nas lojas de tintas, para orientar melhor os consumidores.

    A taxa de câmbio merece uma avaliação bipolar. A indústria de tintas exporta e importa muito pouco em termos de produtos acabados, mas importa insumos para a sua fabricação. Portanto, o real apreciado contribui para reduzir custos. “Por outro lado, o real fortalecido inibe a exportação de produtos pintados no Brasil com as nossas tintas, como, por exemplo, os automóveis”, ponderou Ferreira.

    Na área da construção civil, a análise da relação cambial deveria ser feita em paralelo com a da carga tributária incidente em todos os materiais consumidos. A Abrafati, ao lado de outras entidades setoriais interessadas, pleiteou com sucesso ao governo federal a prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre materiais de construção – seria encerrada em 31 de dezembro e agora valerá até 31 de dezembro de 2011. “Entendemos que essa isenção deveria ser permanente e abranger mais itens além dos que atualmente são beneficiados, mas foi uma vitória importante”, comentou Ferreira.

    A entidade setorial também participa de outras iniciativas como o pedido de revisão ou reversão da substituição tributária do ICMS cobrado no estado de São Paulo, ainda em fase de negociação. Outros pleitos dizem respeito à eliminação do imposto de importação cobrado de insumos sem produção nacional suficiente para suprir o mercado. É o caso do dióxido de titânio, dentro de uma cota de 90 mil t/ano, e de todo o monômero de acetato de vinila (VAM). “Nesse caso, aplica-se a alíquota zero, mas queremos que essa medida se torne permanente”, considerou.


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