Domissanitários e Limpeza

10 de janeiro de 2011

Perspectivas 2011 – Saneantes – Ascensão das classes C e D sustenta crescimento recorde

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Publicado por: Rose de Moraes
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    química e derivados, saneantes, perspectivas 2011

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    ano de 2011 começou com um grande trunfo financeiro para as indústrias de produtos de limpeza. Pela primeira vez em sete anos, desde que a Associação Brasileira da Indústria de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla) começou a monitorar o desempenho do setor, em 2003, o faturamento da indústria de saneantes no Brasil cresceu acima de dois dígitos porcentuais. O último balanço setorial, recentemente divulgado pela entidade, exibe um faturamento líquido de R$ 13,5 bilhões em 2010, montante 11% superior ao de 2009, ano que registrara 7% de crescimento em relação a 2008.

    Em volume de vendas, o setor alcançou o patamar de 13,8 milhões de toneladas, contra os 12,3 milhões de toneladas computadas em 2009, apresentando 12% de crescimento.

    O melhor desempenho no mercado interno dos últimos tempos não foi arranhado pelo câmbio desfavorável, que comprometeu as exportações, contabilizadas em US$ 216,7 milhões, soma inferior ao montante alcançado em 2009, de US$ 271,2 milhões, destacando sabões em barra, detergentes líquidos e gomas para passar roupas como alguns dos itens de maior demanda no mercado externo. Já as importações cresceram em 13,1% no último ano em relação a 2009, sendo registrados US$ 489,4 milhões, contra US$ 432,7 milhões do ano anterior, o que deverá resultar em algum desequilíbrio na balança comercial.

    Os números positivos no mercado interno já eram esperados por todas as lideranças do setor, e constaram até mesmo de previsões de crescimento. Estudos realizados por institutos de pesquisa, como o Euromonitor Internacional, um ano antes, já haviam antecipado projeções de aumento de mais de 10% no faturamento dos produtos de limpeza no período dos próximos cinco anos em países do Bric, o bloco integrado por Brasil, Rússia, Índia e China.

    Para a presidente executiva da Abipla, Maria Eugenia Saldanha, o crescimento disparado do último ano no mercado interno só vem corroborar para consolidar os produtos de limpeza como itens essenciais de higiene e marcar a sua presença cada vez maior na vida dos consumidores brasileiros. “2010 foi um ano particularmente positivo para o nosso setor e entre os pontos que mais colaboraram para esses resultados estão o aumento de renda da população e as compras de 20 milhões de pessoas pertencentes às classes C e D, que passaram a consumir mais”, avaliou Maria Eugenia.

    “Para 2011, nossa expectativa é de continuar crescendo acima de dois dígitos. Com o aumento na renda da população e a inclusão de novos consumidores, esperamos ter um número ainda maior de pessoas dispostas a pagar mais para testar as inovações mais práticas e mais eficientes que estão sendo apresentadas pelas indústrias”, afirmou a presidente executiva da Abipla.

    Ao longo dos últimos anos, não faltaram evidências de que o consumidor brasileiro de todas as classes tem grande preocupação com a higiene e com os cuidados com a lavagem de roupas, pois o item de maior popularidade na cesta de produtos de limpeza do brasileiro continua a ser o detergente para lavar roupas – tradicionalmente comercializado em pó, mas, de uns tempos para cá, também oferecido na forma líquida. Ao abocanhar mais de 30% do faturamento das indústrias de produtos de limpeza, esses detergentes angariaram no último ano mais de R$ 4 bilhões em vendas, tomando-se por base os dados atualizados do setor.

    Essa gorda fatia passa de 40% do faturamento, caso sejam somados outros itens para roupas, como amaciantes, sabões em barra e itens pré-lavagem, denotando perspectivas de crescimento futuro ainda mais promissoras. Além disso, o consumo de 4,47 litros por habitante/ano de produtos de limpeza registrado no Brasil ainda é considerado baixo em comparação com a demanda per capita de outros países.

    De acordo com os últimos dados informados pela Abipla, a categoria de amaciantes teria alcançado pela primeira vez, em 2009, a casa de um bilhão de reais em vendas, crescimento em grande parte associado às inovações em produtos concentrados e apresentados em embalagens menores e mais econômicas.


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