Petroquímica

10 de janeiro de 2011

Perspectivas 2011 – Química / Petroquímica – Importados aproveitam real forte para suprir aumento de demanda e inibem investimentos

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    indústria química brasileira conseguiu superar com folga a retração de negócios de 2009. Ao crescer 21,8% em faturamento (em reais) e 5,8% em produção física, o setor conseguiu superar os resultados de 2008, até então considerado o melhor da história dos produtos químicos para fins industriais. Porém, o aumento da demanda exigiu a ampliação das importações de químicos, gerando um déficit comercial de US$ 14,3 bilhões, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

    O déficit comercial dos químicos industriais de 2010 ficou abaixo do registrado em 2008, mas já aponta uma tendência de elevação preocupante, cuja reversão depende da ação conjunta de empresas e governo. “A produção nacional precisa crescer US$ 138 bilhões até 2020, isso exige investimentos diretos de US$ 167 bilhões, só para acompanhar a evolução da demanda”, comentou Bernardo Gradin, presidente do conselho diretor da Abiquim.

    No entanto, ele mesmo apontou problemas que persistem sem solução no país. “A tendência é de ampliação do déficit comercial químico e o real valorizado não ajuda em nada para revertê-la”, criticou. A atuação chinesa no comércio mundial de produtos é apontada como danosa, exigindo posicionamento mais firme, como o que está sendo adotado pelos Estados Unidos. O clima de competição entre a produção de matérias-primas (leia-se petróleo e minérios) e as cadeias industriais por capitais e incentivos oficiais não beneficia o interesse nacional de longo prazo. Um dos efeitos, segundo Gradin, pode ser notado na postergação de investimentos das multinacionais, que preferem desenvolver seus projetos em outros países. “Estamos nos ‘reprimarizando’ em commodities”, lamentou o executivo.

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    Gráfico 1: Déficit comercial cresce – Clique para ampliar

    Em termos estratégicos, a forte dependência das commodities representa um sério risco para o país. As flutuações de preços são típicas nessa classe de produtos, comercializados em grandes volumes e valores geralmente mais baixos que os manufaturados. “Isso deixa a balança comercial brasileira vulnerável”, avaliou Gradin.

    Durante o Encontro Anual da Indús­tria Química (Enaiq), em dezembro, ele defendeu que a Abiquim, ao lado de outras entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e suas federações estaduais, exija um compromisso firme do governo com uma agenda composta de cinco itens principais: a desoneração tributária; a redução dos juros; a oferta de matérias-primas a preços competitivos; estímulos para a inovação; e investimentos pesados em infraestrutura. “O governo precisa desenvolver um plano coordenado para atacar esses problemas e apoiar o desenvolvimento nacional a longo prazo”, ressaltou.

     


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