Cosméticos

10 de janeiro de 2011

Perspectivas 2011 – Cosméticos – Setor mantém ciclo de alta com investimentos em pesquisa e marcas

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Publicado por: Rose de Moraes
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    química e derivados, perspectivas 2011, cosméticos

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    setor de higiene pessoal, perfumes e cosméticos deverá completar quinze anos de crescimento a taxas vigorosas no mercado brasileiro. Apenas os fármacos (19,9%) conseguem superar o excepcional desempenho do setor de higiene e beleza (13,8%), no comparativo dos níveis de participação alcançados entre todos os produtos químicos de uso final produzidos no país.

    Assim, o faturamento do setor deverá alcançar US$ 13,8 bilhões em 2010. Um percentual de crescimento, em dólar, de 21,4% em relação a 2009, ano no qual foram contabilizados exatos US$ 11,4 bilhões. Em reais, o faturamento do último exercício deverá se posicionar na casa dos R$ 24 bilhões, com 10% de crescimento em relação a 2009.

    Os investimentos empreendidos pelas indústrias em 2010 também foram 40% maiores em relação a 2009 e talvez fiquem marcados como o início da grande arrancada na marcha de crescimento observada ao longo dos últimos quinze anos. Em dólar, o setor investiu US$ 1,54 bilhão em 2010, contra US$ 1,08 bilhão do ano anterior, já tendo reservado investimentos da ordem de US$ 10,8 bilhões até 2015, em produção e inovações que caracterizam a indústria cosmética como uma das mais dinâmicas e arrojadas do país.

    “Apesar de a carga tributária brasileira estar no limite do suportável, o nosso setor mantém planos de investimentos, principalmente em marcas, e continua crescendo”, afirmou João Carlos Basílio da Silva, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, a Abihpec, durante o Encontro Anual da Indústria Química, Enaiq 2010, realizado pela Abiquim, a Associação Brasileira da Indústria Química, em dezembro.

    Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento do setor em 2010, correspondentes a 1,69% do faturamento, ultrapassaram em muito a média percentual histórica de 0,65% que o Brasil costuma despender, aporte que deverá dar maior sustentação às pesquisas e inovações em produtos e marcas em 2011.

    No ano passado, só o consumo de desodorantes aumentou em 11,7% em comparação com o ano anterior, e passou a figurar, por esse feito, entre os dez itens de maior crescimento da cesta básica, apurados por pesquisa empreendida pela Nielsen Company.

    Nesse ranking, aliás, os desodorantes já posicionaram o país na liderança dos maiores mercados mundiais desde 2008, fazendo jus aos saudáveis hábitos de higiene adotados em países de clima tropical, que podem tornar-se ainda mais proeminentes com o lançamento de produtos de qualidade e baixo custo. Em 2009, o Brasil também ocupou a vice-liderança mundial em seis categorias: produtos infantis, com 14% de participação no total mundial; perfumaria (13,1%), proteção solar (10,2%), produtos masculinos (8,6%), produtos para banho (8,5%) e produtos para higiene oral (8,3%), além de ocupar a também honrosa terceira posição em produtos para cabelos (9,8%) e maquiagens (5,1%).

    Como terceiro mercado mundial, o Brasil ganha notoriedade lá fora, e incrementa a produção e a diversidade em produtos para poder oferecê-los aos consumidores brasileiros de todas as classes e também fazer face à concorrência e à grandiosidade do mercado mundial.

    De acordo com as últimas estatísticas divulgadas, o mercado mundial movimentou, em 2009, US$ 350,3 bilhões, de acordo com pesquisas realizadas pelo Euromonitor Internacional.
    No topo da lista dos maiores mercados estão os Estados Unidos. O país deteve 16,8% de participação no mercado mundial ao alcançar, em 2009, faturamento de US$ 58,9 bilhões. Na segunda posição vem o Japão, que alcançou faturamento de US$ 39,9 bilhões e participação de 11,4% sobre o total mundial. Em terceiro, o Brasil, com faturamento de US$ 28,4 bilhões (em preço ao consumidor) e participação de 8,1% no mercado global. Na sequência, entre os maiores, vem a China (US$ 20,8 bilhões), a Alemanha (US$ 17,4 bilhões), a França (US$ 16,3 bilhões), o Reino Unido (US$ 15 bilhões), a Itália (12,5 bilhões), a Espanha (US$ 10,7 bilhões e a Rússia (US$ 10,4 bilhões).


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