Papel e Celulose

25 de dezembro de 2003

Papel: Investimentos de US$ 14,4 bilhões multiplicarão a oferta brasileira de celulose

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Química e Derivados: Papel: papel_abre. Os números da indústria brasileira de papel e celulose impressionam: investimento anual de US$ 1 bilhão entre 1989 e 2001 culminou com produção de 8 milhões de toneladas de celulose por ano, e outras 7,7 milhões de toneladas anuais de papel. E, a julgar pela previsão de investimento de mais US$ 14,4 bilhões, até 2012, e a duplicação, e até a triplicação, da produção de celulose branqueada de eucalipto, a pujança do parque produtivo nacional está garantida, como pode ser observado, também pela movimentação das cadeias que alimentam essa indústria, em congresso do setor realizado em outubro na cidade de São Paulo.

    Química e Derivados: Papel: Visitantes de todo o mundo participaram do congresso.

    Visitantes de todo o mundo participaram do congresso.

    Química e Derivados: Papel: abertura.

    Visitantes de todo o mundo participaram do congresso.

    O 36° Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel – ABTCP/TAPPI 2003 – evidenciou a competividade do Brasil como provedor de celulose para o mundo e levou ao conhecimento do público as mais recentes tecnologias, especialidades químicas e recursos de engenharia desenvolvidos por mais de duzentos fornecedores dispostos a fomentar o desenvolvimento das indústrias de papel e celulose em bases mais modernas.

    Pela primeira vez realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo, de 13 a 16 de outubro último, sob a organização da ABTCP, a Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, a edição contou com o apoio e prestígio da Tappi, Technical Association of Pulp and Paper Industry, sediada nos Estados Unidos.

    A grandiosidade do Brasil sob os aspectos de extensão territorial, clima e fertilidade do solo, aspectos valorizados pelos empreendimentos no setor, tem posicionado o País no centro dos interesses nacionais e internacionais. Um dos indicadores é observado no aporte de investimentos já alocados e que ainda estão por vir. Um dos melhores exemplos está no projeto de produção de celulose de fibra curta da Veracel, em desenvolvimento na cidade de Eunápolis, no extremo sul da Bahia.

    Química e Derivados: Papel: Cinque - Suzano aplicará US$ 1,5 bilhões em papel.

    Cinque – Suzano aplicará US$ 1,5 bilhões em papel.

    Com início de operações programado para o segundo semestre de 2005, o projeto Veracel promoveu a associação entre a Aracruz Celulose e a Stora Enzo, e deverá absorver US$ 1,25 bilhão em atividades florestais, infra-estrutura e instalação da nova fábrica que terá capacidade para produzir 900 mil toneladas de celulose branqueada de eucalipto ao ano, volume a ser destinado ao mercado externo e que deverá gerar divisas adicionais de US$ 500 milhões para o Brasil.

    Outro aspecto importante a considerar no novo empreendimento é a união entre duas grandes lideranças mundiais. A brasileria Aracruz é considerada a maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, matéria-prima básica para a fabricação de papéis sanitários, papéis de imprimir e escrever e papéis especiais, exportando quase toda a sua produção de 2 milhões de toneladas ao ano. Já a sueco-finlandesa Stora Enzo é a maior produtora de papel do mundo. Com capacidade para fabricar 15 milhões de toneladas de papel e papelão ao ano, a empresa contabilizou vendas no valor de 12,8 bilhões de euros em 2002.

    Celulose para o mundo – Com produção de celulose no patamar de 8 milhões de toneladas/ano e de papel correspondendo a 7,7 milhões de toneladas anuais, as indústrias de celulose e papel instaladas no mercado brasileiro totalizaram, entre os anos de 1989 a 2001, investimentos no valor de US$ 13 bilhões. Ou seja, injetaram no setor cerca de US$ 1 bilhão por ano. Até 2012, porém, investimentos já programados deverão alcançar US$ 14,4 bilhões.

    Química e Derivados: Papel: Häggblom - custo de capital é alto no BR.

    Häggblom – custo de capital é alto no BR.

    Esse e vários outros aspectos foram destacados na solenidade de abertura do ABTCP/TAPPI 2003 que contou com explanações de várias personalidades do setor, como Kathleen Bennet, presidente da Tappi; Rubens Cristiano Garlipp, diretor superintendente da Sociedade Brasileira de Silvicultura; Antonio Dias, diretor comercial para o mercado sul-americano da Norske Skog; Celso Foelkel, na época presidente da ABTCP, e atual vice-presidente; e Umberto Cinque, gerente de projetos especiais da Suzano Bahia Sul, eleito dias depois do evento presidente da ABTCP para o biênio 2004-2006.

    Segundo Cinque, o grupo Suzano já tornou público que irá investir nos próximos cinco anos US$ l,5 bilhão em melhorias de processo e aumento da capacidade produtiva de papel de fibra curta em suas três fábricas, duas em Suzano, no interior paulista, e uma em Mucuri, no extremo sul da Bahia.

    Outra participação de destaque na abertura dos eventos foi a de Rainer Häggblom. CEO da Jaakko Pöyry Consulting, grupo de negócios de consultoria florestal com atuação global, Häggblom afirmou: “O Brasil poderia produzir hoje toda a fibra de eucalipto que o mundo precisa, ser a fonte exclusiva e mais competitiva em qualidade e custo. No futuro, a fibra longa poderia seguir o mesmo caminho, pois há capacidade tecnológica e clima favorável, mas o que compromete a competitividade brasileira é o custo do capital muito alto”.

    Para Maris Tamsons, presidente da Jaakko Pöyry Tecnologia, os maiores investimentos de capital externo no setor de celulose no Brasil estão hoje sendo implementados para alimentar as fábricas de papel não- integradas da Europa e Estados Unidos, sendo destinados às empresas que não contam com base florestal própria. Mas daqui a cinco anos, a celulose produzida no Brasil também deverá ser direcionada às fábricas de papel da China.


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