Alimentos & Bebidas

11 de setembro de 2012

Nutrição Animal – MDIC aponta prioridades para investimentos

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, Nutrição Animal

    Quais são os fatores que impe­dem o maior desenvolvimento do parque produtivo de aditi­vos para a alimentação animal no Brasil? Esta indagação é feita pelo estudo de viabi­lidade técnica e econômica destinado à implantação do Parque Produtivo Nacional de Aditivos da Indústria de Alimentação de Animais de Produção, concluído, recentemente, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

    Afinal de contas, potencial de merca­do é o que não falta por aqui. O estudo deixa claro que o Brasil oferece um “significativo conjunto de atrativos para investimentos externos”. Entre eles: o maior mercado de rações da América Latina; a possibilidade concreta de exportação para a América do Sul e para a África; a grande disponibilidade de matéria-prima, incluindo as de origem petroquímica, para a produção de in­termediários de síntese; e a capacidade científica, já demonstrada pelo êxito na fabricação local de alguns aditivos, que se tornaram importantes na balança comercial de farmoquímicos.

    A implantação de unidades indus­triais para a fabricação dos produtos prioritários exigiria um investimento de mais de US$ 400 milhões; e geraria até 1.375 empregos diretos e pelo menos 5 mil indiretos. Destaca-se: “Como já foi demonstrado por algumas empre­sas, como a Phibro (virginiamicina), a Ajinomoto e a CJ Corp. (lisina), que utilizam o Brasil como sua plataforma global de exportação desses produtos, o país pode ser competitivo na produção de aditivos para alimentação animal.”

    O trabalho de pesquisa foi efetuado entre janeiro e maio deste ano, “período em que ocorreram algumas transforma­ções na cadeia produtiva de aditivos para alimentação animal, entre elas o anúncio de fechamento de unidades de química fina no Brasil, motivado pela cotação do dólar e pela facilidade de importação de produtos”.

    O estudo do MDIC chegou às seguin­tes conclusões:

    As enzimas são produtos obtidos por via bioquímica que utilizam matérias-primas abundantes no Brasil, como grãos, subprodutos agrícolas e da in­dústria de abate. O mercado mundial de enzimas é estimado em US$ 7 bilhões para 2013, com perspectiva de cresci­mento acelerado. O Brasil representa 60% do mercado da América Latina, tendo importado US$ 84,8 milhões em 2011, um aumento de quase 600% em re­lação a 2005. Somente para alimentação animal, estima-se que o Brasil consuma em torno de 4.300 toneladas anualmen­te, vindas principalmente da Finlândia, Dinamarca, França e Alemanha.

    Em termos de mercado mundial, as proteases representam 65%; as carboi­drases, (onde se classificam xilanase e beta-glucanase) outros 10%; e a fitase, sozinha, US$ 370 milhões. Assim, pelo tamanho do consumo brasileiro, devem ser priorizadas as seguintes enzimas: fitase, xilanase, beta-glucanase e prote­ase – até porque elas têm aplicação em diversos ramos da indústria.

    O promotor de crescimento sali­nomicina sódica não tem fabricação local e apresenta relativa facilidade de produção, além de uma grande demanda existente e potencial.

    A fabricação de vitaminas provém de um mercado oligopolizado, com ape­nas três grandes fabricantes mundiais, cada um com especialização em uma linha de produtos. Assim, o caminho dos investimentos nesta área passa por duas alternativas: a) a atração de algum dos grandes fabricantes – DSM, Basf, Adisseo/BlueStar – para que instalem uma fábrica no Brasil, que possa servir também como base de exportação para a América do Sul; b) o desenvolvimento de capacidade local de produção por meio da conjugação do conhecimento científico já existente, de incentivos pú­blicos e de capital privado na construção de plantas industriais.

    Sob esses aspectos, o setor alco­olquímico pode ser considerado es­tratégico para o desenvolvimento do Brasil na área, por apresentar matéria-prima abundante, renovável e grande sequestradora de carbono da atmosfera. Algumas vitaminas podem ser obtidas por essa alternativa: a B1 (tiamina); a B2 (riboflavina); e a B5 (ácido pantotê­nico), que não têm fabricação nacional e, juntas, representaram 1,6 mil toneladas e US$ 18,75 milhões em importações em2011. AChina, a Alemanha e o Reino Unido são os grandes fornecedores desses produtos ao Brasil.

    As vitaminas B12 (cobalamina) e D (colecalciferol) têm sua principal fonte de matéria-prima na gordura animal, abundante no país. Apesar disso, não contam com fabricação nacional e foram responsáveis pela importação de US$ 8,7 milhões em 2011, vindos da Suíça (vitamina B12) e da China e da França (vitamina D). A fabricação da vitamina B4 (colina) deve ser incentivada, pelo seu grande consumo no Brasil e por ser de produção relativamente fácil, obtida por meio de derivados petroquímicos. É o terceiro aditivo mais consumido na alimentação animal e a sua importação direta foi de US$ 14,4 milhões em 2011, oriunda basicamente da Alemanha, EUA e China.


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