Tecnologia Ambiental

8 de novembro de 2013

Notícias – Tecnologia ambiental: Conasa vai investir em centrais de tratamento de efluentes industriais

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Estação em Salto-SP recebe efluentes de terceiros

    Estação em Salto-SP recebe efluentes de terceiros

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    ob o controle acionário do fundo de investimento FIP Infra-Saneamento, administrado pelo Banco Santander, a Conasa, especializada em terceirização de tratamento de água, efluentes e esgotos domésticos, está com planos ambiciosos de ampliação. Com central de tratamento físico-químico de efluentes industriais em Salto-SP, denominada Sanetrat e com capacidade para tratar 20 mil m3/mês, o grupo pretende incluir em 2014 na unidade um tratamento biológico e de separação água-óleo.

    Além disso, segundo revelou seu diretor, Francisco Faus, o grupo pretende criar no mesmo ano mais duas centrais de tratamento no Sul e Sudeste, em locais ainda a decidir. “A divisão Sanetrat pretende expandir a atuação para o setor privado, já que o grupo até então tem mais negócios em concessões de saneamento”, disse Faus, profissional ex-Veolia contratado para a missão.

    A unidade de Salto faz para seus clientes desde o serviço de amostragem e licenciamento ambiental para o efluente industrial até o seu descarte na rede dentro dos padrões do artigo 19A da legislação. A adequação tecnológica prevista para o próximo ano também deve contemplar as novas unidades planejadas.

    A Conasa tem várias concessões em cidades para gestão de serviços de água e esgoto. Para começar, é responsável pela própria Salto, por meio da Sanesalto, uma concessão de 25 anos (2007-2032). Atualmente, 90% do esgoto da cidade de 120 mil habitantes é tratado. Há também concessões em Itapema (água e esgoto, concessão plena) e Porto Belo (só água), ambas em Santa Catarina, e em Santo Antônio de Pádua-RJ, município de 34 mil habitantes para o qual a Conasa investiu desde 2008 R$ 7 milhões para abastecer de água potável a população.

    Ainda faz parte do escopo de atuação da holding Conasa a formação de uma joint venture com uma empresa de investimentos do governo do estado de Santa Catarina, a SC Parcerias. O objetivo da empresa de economia mista, nomeada SC Parcerias Ambiental S.A., é investir no estado catarinense em projetos de saneamento ambiental, principalmente em disponibilização de água potável, coleta e tratamento de esgotos, mas também em gerenciamento de lixo doméstico, hospitalar e industrial e em projetos de eficiência energética.


    Pepsico troca o gás natural por biomassa

    A opção pelo aproveitamento da biomassa gerada em seu processo produtivo fez a fábrica de cereais matinais da PepsiCO, em Porto Alegre-RS, cancelar seu contrato de fornecimento de 516 mil m3/ano de gás natural com a fornecedora local, a Sulgás. O projeto de R$ 1,15 milhão, realizado e financiado pela empresa APS Engenharia, de Porto Alegre, levou 14 meses para ser implantado e contemplou a troca da antiga caldeira de geração de vapor alimentada por gás, há 30 anos em operação, por um novo modelo específico para queimar biomassa.

    Com capacidade para gerar 2,5 t de vapor, e 10 bar de pressão, a caldeira de biomassa aproveita 1.440 t/ano de cascas de aveia, que deixaram de ser destinadas à moagem para venda como farelo utilizado em ração animal.

    Por se tratar de contrato de cinco anos com a APS, período no qual a PepsiCO amortizará o investimento e pagará pela operação e manutenção da central de geração de vapor, a economia inicial para a tradicional indústria de alimentos será de R$ 92 mil ao ano. Mas depois do fim do contrato esse valor subirá para R$ 561,6 mil/ano.

    Segundo o gerente de relações com o mercado da APS, Alexandre Behrens, além da caldeira, o projeto envolveu o fornecimento de sistema de filtragem e abatimento das partículas dos gases de exaustão, de transporte pneumático para a casca de aveia e de todo o sistema de automação da planta.


    Saneamento perde 40% da água produzida

    As concessionárias de saneamento precisam investir no Brasil por volta de R$ 18,5 bilhões, pelos próximos 17 anos, para que as perdas de água caiam em 50% e cheguem a um nível comparável às nações mais desenvolvidas. Os números foram revelados em estudo da consultoria GO Associados, a pedido do Banco Mundial.

    Segundo o estudo, a perda média de água nas concessionárias, por ineficiência operacional, é de 40%, chegando em alguns casos a 80%. Para Gesner Oliveira, ex-presidente da Sabesp e sócio da GO, as concessionárias de água e saneamento têm espaço para reduzir as atuais perdas, combatendo fraudes (gatos na tubulação), furos na rede e deficiências operacionais.


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