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17 de janeiro de 2014

Negócios: TI transforma dados de campo em produtividade

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    s sistemas de tecnologia de informação aplicados às companhias de processos geram grande quantidade de dados, nem sempre aproveitados de forma produtiva. O grupo Assa, de origem argentina, atua no Brasil há mais de 12 anos, mas agora pretende ampliar sua participação no setor de energia e outras atividades industriais, contando com experiência desenvolvida com a antiga Perez Compánc.

    Química e Derivados, Rodrigues: conhecimento disperso nas empresas pode ser aproveitado

    Rodrigues: conhecimento disperso nas empresas pode ser aproveitado

    “Somos especialistas em transformação de processos de negócios, usamos as capacidades da tecnologia da informação para gerar mudanças importantes para o futuro dos clientes”, explicou Maurício Molnar Rodrigues, diretor da unidade de negócios de recursos naturais do grupo Assa. Como explicou, o grupo mantém parcerias com fornecedores globais de sistemas, como a Oracle, SAP, JD Edwards e outros.

    Criado na Argentina, em 1982, o grupo se expandiu na Colômbia, no Chile e no Brasil e também possui operações nos Estados Unidos e na Europa. Nestes dois últimos, sua presença se deve a convites de clientes e a projetos estratégicos. No Brasil, o grupo desenvolveu trabalhos em companhias de grande porte do setor de varejo de materiais de construção e de manufatura de bens duráveis e alimentos. Conta com forte experiência em cimenteiras, em vários países da região, petroquímicas e mineradoras.

    Rodrigues informou que a base de clientes JD Edwards era muito forte na região, mas a SAP começou a ganhar espaços mais relevantes há alguns anos, em especial no México e no Brasil. “O SAP atua desde o back office e processos de suporte até a logística e a produção efetiva dos clientes”, afirmou.

    O foco dos trabalhos consiste em avaliar os dados que estão disponíveis no sistema de cada companhia e desenvolver ferramentas computacionais para gerar informações relevantes para os negócios. Esse trabalho se estende em quatro linhas, a primeira delas, muito atraente hoje em dia, está ligada à sustentabilidade. As ferramentas não só facilitam a geração dos relatórios, mas também identificam oportunidades de melhoria dos processos.

    Outra vertente está ligada à captura do conhecimento dentro da empresa. “Há muitas pessoas se aposentando na indústria química e petroquímica nacional, e esse pessoal guarda um grande volume de conhecimento que precisa ser melhor aproveitado e reproduzido aos demais trabalhadores”, comentou. Há ferramentas capazes de capturar esse conhecimento não estruturado e torná-lo disponível de forma racional. Além disso, é possível digitalizar o conteúdo de todos os manuais de equipamentos, que passam a ser carregados em um tablet com sistema de realidade aumentada. “O operador de campo fotografa a etiqueta (tag), o software do tablet a reconhece e apresenta imediatamente o manual respectivo. Nós já temos um piloto com essa tecnologia”, comentou.

    O terceiro caminho apresentado pela consultoria consiste em buscar caminhos para transformar o negócio. “Cada atividade possui um caráter digital, nós procuramos identificá-lo e usar essa informação para provocar mudanças, mesmo que aconteçam no longo prazo”, explicou.

    A quarta forma de atuação está ligada ao aprimoramento da gestão das operações da cadeia de suprimento de cada empresa. Nesse caso, a ideia é aumentar a visibilidade dos estoques, ordens de compra e entrega, buscando otimizar todas as etapas.

    Essas formas de atuação exigem conhecimentos além da tecnologia da informação. “Em cada ramo de atividade em que atuamos, contamos com consultores especializados, além de buscar comparações com padrões, ou seja, benchmarking”, considerou.

    Além disso, o grupo Assa busca outras ofertas de benefícios para o mercado. “Aumentar a disponibilidade de equipamentos críticos é muito importante”, disse. Nesse caso, a atuação da consultoria não vai de encontro aos trabalhos da equipe de manutenção dos clientes, mas usa os dados gerados por ela para melhorar a tomada de decisões. Acompanhando as variáveis de processo, é possível correlacioná-las à necessidade de intervenções.

    O grupo Assa faturou cerca de US$ 90 milhões em 2012, valor do qual 45% foi gerado com trabalhos executados no Brasil. “Nosso foco está na América Latina, estão ocorrendo mudanças importantes na área de recursos naturais, em petróleo, petroquímica, cimento, celulose e siderurgia, por exemplo”, salientou.



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