Laboratório e Análises

15 de novembro de 2013

Nanotecnologia: Rede de laboratórios estratégicos dá suporte para empresas inovadoras

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Publicado por: Jose P. Sant Anna
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    Química e Derivados, Nanotecnologia: Rede de laboratórios estratégicos dá suporte para empresas inovadoras

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    oas notícias para os empresários interessados em inovação. Foi lançada no mês de agosto, em solenidade realizada em São Paulo, a Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia (IBN), cujos objetivos são criar, integrar e fortalecer ações para promover o desenvolvimento científico e tecnológico da nanotecnologia. O projeto envolve dez ministérios e catorze entidades convidadas. Ao todo, serão investidos pelo governo no projeto R$ 150,7 milhões neste ano e outros R$ 300 milhões em 2014.

    A grande novidade do IBN é o lançamento do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNANO), formado por oito laboratórios estratégicos pertencentes a órgãos federais e dezoito ligados a universidades federais, estaduais e de instituições de ensino privadas (veja a lista dos participantes no quadro). A estrutura formada por essa rede passa a ser acessível para as empresas interessadas em desenvolver produtos de alguma forma ligados à nanotecnologia. Hoje, atuando de forma independente, eles já atendem 186 empresas.

    Os laboratórios do SisNANO contam com equipamentos de última geração, adquiridos com verba estimada em R$ 400 milhões. A estrutura será aprimorada. Eles receberão investimentos de R$ 38,7 milhões em 2013 e de R$ 148 milhões no próximo ano para ampliar suas capacidades de operação. O IBN também prevê financiamentos para empresas, fomento para pesquisa e desenvolvimento, auxílio para a formação de recursos humanos, cooperação internacional, desenvolvimento do marco legal, disseminação da nanotecnologia na sociedade e apoio à propriedade intelectual.

    Química e Derivados, Ministro Raupp promete combater burocracia

    Ministro Raupp promete combater burocracia

    Na ocasião, Marco Antonio Raupp, titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, explicou que a iniciativa encampa muitos esforços já em curso. “Foi um jeito de concentrar esforços e criar oportunidades para que os interessados em inovação possam aplicar recursos de maneira certa”, disse. Um compromisso assumido pelo ministro foi o de lutar para reduzir as dificuldades burocráticas encontradas pelos empreendedores na hora de conseguir recursos das agências financiadoras oficiais.

    Raupp reconheceu que a lei 8.666, regulamentadora das compras realizadas pelo governo, não é adequada para os projetos de pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e inovação. “Nós sabemos disso, mas é a lei que temos hoje e precisamos segui-la”, disse. A ideia é atuar no Congresso Nacional para criar legislação específica para projetos dessa natureza. Outra intenção é a de tornar as instituições financiadoras mais ágeis ao avaliar os projetos apresentados pelos interessados. “Existem casos em que a Finep leva 450 dias para dar respostas. Queremos reduzir esse prazo para trinta dias”, afirmou.

    Alvaro Tobes Prata, secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação, falou na solenidade sobre a importância da nanotecnologia. Apresentou alguns números que não deixam dúvidas. No ano 2000, as vendas em todo o mundo de produtos com nanotecnologia incorporada movimentaram US$ 40 bilhões. Em 2015, esse número deve chegar a US$ 1 trilhão e, em 2020, a US$ 3 trilhões. Os lançamentos atendem os mais diversos segmentos da economia, entre eles os de petróleo e gás, energia e os vários ramos do setor químico.

    Para Prata, os resultados demonstram a importância de contar com o apoio do tripé governo, academia e indústria para desenvolver essa tecnologia. Ele valorizou o esforço que vem sendo feito pela área acadêmica. Torce para que a indústria dialogue com maior intensidade com as instituições científicas e transforme tal aproximação em lançamentos de sucesso para o mercado brasileiro e internacional.

    Um breve histórico sobre a nanotecnologia no país. As verbas investidas por aqui são bem modestas, quando comparadas com as dos países do chamado primeiro mundo. Mas temos nossos méritos, em especial no mundo acadêmico. O governo federal começou a se interessar pelo tema em 2001, quando o então Ministério da Ciência e Tecnologia criou quatro redes de estudo sobre o tema. Elas envolveram em torno de setenta institutos de ensino e pesquisas e trabalharam em várias frentes. Teve início a criação da infraestrutura de apoio às pesquisas. Os trabalhos progrediram com a criação, em 2003, do Programa de Desenvolvimento da Nanotecnologia e Nanociência, também do MCT. Outras redes foram formadas ao longo dos anos.

    A indústria tem mantido resistência na hora de aproveitar a produção científica. A promessa dos empresários, no entanto, é começar a agir. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o setor apresentou faturamento de US$ 153 bilhões no ano passado. Com esses dados, é a sexta indústria química do mundo.


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