Produtos Químicos e Especialidades

7 de novembro de 2001

Mobiliário: Setor moveleiro agrega valor ao laboratório

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Publicado por: Renata Pachione
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    Fabricantes procuram atender necessidades dos setores químico, físico e biológico e tentam dar maior funcionalidade às peças do mobiliário, que deverão ser adaptáveis ao biotipo do usuário

    Química e Derivados: Mobiliário: Empresas se preocupam em usar materiais duráveis na fabricação.

    Empresas se preocupam em usar materiais duráveis na fabricação.

    Química e Derivados: Mobiliário: Empresas se preocupam em usar materiais duráveis na fabricação.

    Empresas se preocupam em usar materiais duráveis na fabricação.

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    abricantes de mobiliário para laboratórios químicos, físicos e biológicos movimentam o mercado, apostando em novos materiais e conceitos. A idéia-chave é unir o layout diferenciado à funcionalidade das peças. A partir dessa estratégia, a indústria de mobiliário se mune de vantagem competitiva frente à concorrência. Segundo técnicos do setor, os laboratórios são vistos como o cartão de visitas das empresas e por isso, quem não tiver condições de oferecer esse diferencial ao cliente perde fatias significativas do mercado.

    Na tentativa de atender essa necessidade, os fabricantes aperfeiçoam as principais peças do mobiliário: bancadas, castelos (prateleiras sobre as bancadas), capela, chuveiro, lava-olhos de emergência, coifas e mesas para balanças, utilizando novas tecnologias e materiais.

    Em prol da ampliação da área física dos laboratórios da divisão química de cosméticos da Clariant, a empresa os está renovando. “Esse espaço funciona como a interface entre o cliente e o produto”, afirmou o químico da Clariant Marcelo Belechuk. A idéia, de acordo com ele, é aproveitar essa reforma para mudar a ergonomia do mobiliário, evitando a má postura do usuário e lesões por esforços repetitivos (LER).

    Química e Derivados: Mobiliário: Belechuk - reforma para mudar ergonomia e evitar má postura e LER.

    Belechuk – reforma para mudar ergonomia e evitar má postura e LER.

    Esse cuidado vai ao encontro dos dados do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Química, Farmacêutica, Plástica e Similares de São Paulo. Segundo a médica do trabalho Margarida Barreto, nos últimos anos, o sindicato registrou 2.766 ocorrências de doenças profissionais, das quais 80% são referentes à LER. Primeiro lugar entre as patologias, essa lesão é seguida por doenças na coluna, como hérnia de disco, pela perda auditiva induzida por ruídos, e pela asma ocupacional, devido à ação de agentes químicos.

    Para mudar esse quadro, no entanto, Margarida aponta uma única solução: mudanças na organização das empresas. Conforme explicou, é importante alterar o mobiliário do laboratório, a fim de melhorar as condições de trabalho do funcionário. Porém só isso não basta, pois o problema está mais relacionado à sobrecarga de trabalho do que à estética e à estrutura do laboratório. “O trabalhador sofre muita pressão para aumentar a produção”, alertou Margarida.

    Conceitos – Independente da conscientização empresarial, é unânime entre as empresas consultadas a idéia de que mobiliário para laboratório tem de ser versátil. O Grupo Vidy, por exemplo, em sintonia com essa tendência de mercado, busca oferecer soluções ergonômicas aos clientes. Ou seja, mecanismos de regulagem que tornam as peças do mobiliário adaptáveis ao biotipo do usuário e ao design dos equipamentos. “O laboratório deve ter vida útil de no mínimo 15 anos”, explicou o diretor técnico do grupo, Sérgio Stauffenegger. Hoje, é fundamental que o mobiliário, com o passar do tempo, possa ser apenas complementado e não substituído, em decorrência das novas necessidades das empresas.

    Química e Derivados: Mobiliário: Stauffenegger - lançamentos usam estrutura de alumínio e epóxi.

    Stauffenegger – lançamentos usam estrutura de alumínio e epóxi.

    Outra forma de estender a vida útil do mobiliário é utilizar materiais duráveis na fabricação das peças. De acordo com Stauffenegger, um dos principais lançamentos da empresa é a linha com estrutura de alumínio e revestimento de epóxi. O objetivo, segundo o diretor, é evitar a corrosão, provocada pela ação do tempo.

    “Apostar na durabilidade das peças é uma forte tendência, pois a maioria das empresas não tem verba para investir no laboratório”, comentou o gerente de produto da Movlab, Wagner Ubeda Perez. Ele explicou também ser de extrema importância otimizar o espaço. “Os projetos seguem o que o mercado pede, por isso, o mobiliário está clean e funcional”, afirmou.

    Novidades – Um dos grandes destaques do setor mobiliário refere-se ao uso de novos materiais para o revestimento de tampos de bancadas e capelas. Com o objetivo de suprir as exigências de cada tipo de atividade, diversidade é palavra de ordem.

    Os materiais tradicionais, como laminado melamínico (mais conhecido como fórmica) e granito, somam-se a outras opções, como polipropileno; aço inoxidável e quartzo natural.

    No entanto, à medida que as empresas incorporam novas tecnologias à rotina do laboratório, materiais mais resistentes e versáteis tornam-se produtos

    substitutos. Um exemplo é o corian, metilmetacrilato com alto conteúdo mineral, homogêneo e duradouro. Desenvolvido pela DuPont, ele é termomoldável, com porosidade nula e sem emendas perceptíveis entre as placas e cubas, além de possuir alta resistência a produtos químicos, impactos e temperaturas.

    Muito utilizado nos Estados Unidos e na Europa, o epóxi também se sobressai. As placas de resina epóxi moldadas em bloco monolítico resistem a altas temperaturas e sem porosidade. “O custo do corian e do epóxi é cerca de duas vezes mais caro que o da fórmica e o do granito, porém o investimento compensa”, comentou o diretor técnico da Promolab, Marcelo de Andrade.

    Fabricadas na maioria dos casos em madeira compensada do tipo naval e revestida com laminado melamínico e verniz, as capelas também trazem inovações. Além dos tipos de tampos mais usuais, como a cerâmica antiácida, o aço inoxidável e o polipropileno, há a cerâmica sem emendas. São placas inteiriças que, devido a essa característica, reforçam a proteção contra contaminações e garantem a higiene da capela, por não acumular sujeira nem tão pouco oferecer perigo de falhas no ajuntamento.


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