Tecnologia Ambiental

14 de janeiro de 2009

Meio Ambiente: Perspectivas 2009 – Fornecedores temem adiamento de projetos. Saneamento lamenta crédito privado mais caro

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Meio Ambiente

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    setor de serviços e tecnologias ambientais deve passar por um teste de fogo em 2009. Com o espectro da crise financeira atemorizando a todos, a expectativa de vários atores desse mercado é saber se neste ano se repetirá ou não a triste e tradicional prática de, na primeira dificuldade, os clientes retardarem os investimentos na área ambiental. Com o setor mais maduro, muitos querem crer que esses efeitos tendam a ser menores em comparação com outros momentos semelhantes. Mas um pouco de cautela no otimismo não faz mal a ninguém, tendo em vista o que já começa a ocorrer em alguns segmentos.

    “Em 2009, se conseguirmos crescer metade do que vínhamos crescendo nos últimos anos, já estaremos satisfeitos”, explicou Jacinto Costanzo, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Diagnóstico e Remediação de Solos e Águas Subterrâneas (Aesas). Isso significa atingir o percentual de crescimento de até 15% em 2009, depois de esse segmento em plena ascensão manter ininterruptamente um ritmo de incremento anual próximo dos 30% nos últimos períodos.

    Química e Derivados, Jacinto Costanzo, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Diagnóstico e Remediação de Solos e Águas Subterrâneas, Meio Ambiente

    Jacinto Costanzo: retrações na construção civil e na siderurgia preocupam

    Mas mesmo essa previsão, na opinião de Costanzo (ele próprio sócio-diretor de empresa da área), pode ser até otimista demais. Isso porque, do final de 2008 para cá, as notícias não têm sido nada boas. Os clientes até então mais importantes do segmento passaram a ser justamente os mais afetados pela crise financeira: o ramo imobiliário e a indústria.

    Em crescimento acelerado nos últimos anos, em serviços de descontaminação e de diagnóstico visando a construção de condomínios e outros empreendimentos em antigas áreas industriais, o setor imobiliário foi o primeiro a ser abalado. Ao se levar em conta que esse setor já era responsável por 24% dos contratos das associadas da Aesas, ficando apenas atrás dos clientes industriais (26%), dá para se ter uma idéia do impacto negativo no segmento. É bom saber que o faturamento em 2008 das dez associadas foi de R$ 193 milhões, 25% maior do que o de 2007. Esse número, nas contas de Costanzo, representa cerca de 40% do mercado nacional, tendo em vista que há ainda mais 50 empresas não-associadas (a maior parte delas pequenas consultorias, com exceção de dois grandes grupos, a Geoklock e a ERM).

    “O mercado imobiliário já parou e o industrial vem parando em vários setores”, disse Costanzo. É de se lamentar, por exemplo, a retração na indústria siderúrgica, que ultimamente se tornava o novo grande palco de serviços na área. “Eles estavam começando a fazer grandes concorrências, modernizando a gestão ambiental e, com a crise, puxaram o freio bruscamente”, completou. Não custa acrescentar que a redução global no consumo de aço, fruto direto da crise econômica, está gerando demissões em massa em empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Diminuir os investimentos em meio ambiente torna-se apenas mais uma consequência natural da desaceleração econômica.

    Para o dirigente, porém, as perdas nos setores industrial e imobiliário podem ser compensadas com investimentos em petróleo e energia. Segundo ele, a promessa é de que no segundo semestre de 2009 haja vários grandes contratos em petróleo, seja na área de produção e exploração como na distribuição e no varejo. Em energia, ainda um mercado pequeno para o segmento, sua confiança se baseia nas várias conversões de subestações a diesel, que exigirão a elaboração de diagnósticos ambientais para a obtenção de licenças de operação e possíveis projetos de remediação. “Esse mercado vai crescer muito”, afirmou Costanzo.

    A esperança para 2009, no caso das empresas de remediação e de outros prestadores de serviços ambientais, é de também poder contar com novas ferramentas de regulamentação para ajudar a minimizar os efeitos negativos da crise. Atento a essas questões, o presidente da Aesas acredita, em primeiro lugar, que a política nacional de resíduos sólidos deve ser concluída ainda neste ano. E não só isso: a política estadual de São Paulo (onde são prestados 54% dos serviços das associadas) também promete breve conclusão. Na sua opinião, as duas regulamentações estimularão medidas mais enérgicas de proteção ambiental.


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