Notícias

7 de dezembro de 2001

Máquinas: Abimaq comemora crescimento de 11,1%

Mais artigos por »
Publicado por: Quimica e Derivados
+(reset)-
Compartilhe esta página

    A indústria brasileira de máquinas e equipamentos fechou o ano de 2001 com faturamento de R$ 30,11 bilhões, aumento de 11,1% em relação ao ano anterior. Esses dados foram apresentados pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Carlos Delben Leite, que estimou para o setor crescimento de 5% a 6% em 2002, com a seguinte ressalva: “Alcançaremos essa marca desde que se observe o decréscimo da taxa de juros e a economia dos Estados Unidos apresente recuperação já no final do terceiro trimestre.”

    Química e Derivados: Máquinas: Delben - busca por novos mercados e acordos.

    Delben – busca por novos mercados e acordos.

    Delben Leite aposta, no entanto, na busca por novos mercados como o caminho para uma retomada do crescimento neste ano. “Precisamos investir em modernização e, principalmente, fazer acordos bilaterais com países de nível tecnológico semelhante ou inferior ao nosso”, comentou. Na opinião do presidente, por causa da crise argentina e da recessão norte-americana, em 2001, o empresariado já se viu obrigado a procurar mercados alternativos, o que garantiu o saldo positivo do setor.

    As exportações apresentaram no ano passado crescimento de 2,1%, em relação ao ano anterior, passando de US$ 3,51 bilhões para US$ 3,59 bilhões. A maior parte das vendas ao exterior, no valor de US$ 1,23 bilhão, foi destinada aos países integrantes do Nafta (Estados Unidos, Canadá, México e Porto Rico), enquanto que as exportações para o continente europeu somaram US$ 866,96 milhões. O montante exportado para a Ásia totalizou US$ 242,94 milhões; para a África, US$ 117,65 milhões e para a Oceania, US$ 13,20 milhões.

    O Brasil perdeu participação de mercado no Mercosul, passando a ter 16,53% do mercado de máquinas e equipamentos, contra os 21,8% em 2000. Nos Estados Unidos também houve queda. As exportações caíram de 35,5%, em 2000, para 26,63% em 2001. Mas as perdas foram compensadas em outras regiões, como a Europa que registrou 24,14% de participação do Brasil em 2001, contra os 19% registrados no ano anterior. Outro exemplo é o Oriente Médio, onde o Brasil tinha uma participação insignificante e, em 2001, passou a deter 1,5% do mercado.

    A crise cambial e a situação da Argentina também determinaram a suspensão de investimentos no setor. A indústria de máquinas e equipamentos investiu R$ 2,47 bilhões no ano passado, sendo que o previsto era R$ 3,65 bilhões. Para 2002, a perspectiva é de aumentar este valor para R$ 3,86 bilhões.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *