Química

18 de agosto de 2010

Manutenção Industrial – Reengenharia dos ativos mantém lucratividade da indústria química

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Publicado por: Hilton Libos
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    mapeamento bienal de mercado traçado pela Associação Brasileira de Manutenção (Abra­man) com o subsídio de uma pesquisa realizada entre os dirigentes das maiores empresas brasileiras de petróleo, gás, energia, petroquímica, metalurgia, siderurgia, saneamento, têxtil, transporte e automotiva desvela o cenário positivo do parque de plantas químicas que as boas práticas de gerenciamento de ativos físicos ajudaram a desenhar.

    A valorização dos serviços de manutenção e o aumento da demanda na área de consultoria e planejamento têm consequências diretamente proporcionais ao aquecimento da produção: os capitães da indústria química perceberam que, em todas as etapas da linha de produção, a soma das economias pode variar entre 30% e 50%.

    A aplicação de investimentos cada vez mais expressivos em relação ao faturamento com as normas na área de manutenção ocorreu à mesma velocidade da dinâmica econômica da última década, refletindo a demanda da produção: o funcionamento das plantas químicas reduziu a ociosidade operacional e atualmente trabalha com mais de 90% da capacidade em período integral, diminuindo drasticamente a quantidade de paradas acidentais. Isto é, a própria atividade do mercado provocou o surgimento de métodos de manutenção mais rigorosos, que asseguram maior lucratividade e oferecem resultados funcionais seguros nos procedimentos de prevenção, redução e controle das paradas não programadas.

    Excelência internacional – Após a criação, desenvolvimento, normatização e aplicação desses novos conceitos de manutenção durante praticamente uma década e meia, em 2010, o Índice Nacional de Disponibilidade Operacional dos Equipamentos – mensurador do valor médio do tempo de aptidão produtiva de funcionamento pleno dos ativos físicos, segundo a pesquisa da Abraman – atingiu o patamar de 90,27%, registro que enquadra os padrões da manutenção dos bens de capital na indústria nacional à frente dos níveis de excelência internacionais. “O custo da manutenção se mantém a 4,14% em relação ao patrimônio imobilizado e ao faturamento bruto das empresas. Portanto, acima da média mundial de 4,12%”, informa José Eduardo Lobato, presidente da Abraman. A pesquisa da entidade mostra que essa relação entre patrimônio e faturamento é alcançada quando a divisão das despesas fixas é de 33% das reservas financeiras para aquisição de material, 31% para pagamento de pessoal próprio e 27% para gastos com serviços contratados.

    Para o encerramento do último trimestre de 2010, as projeções de investimentos dos principais vetores de produção no parque industrial indicam o movimento total de R$ 120 bilhões, cravando no Mapa da Manutenção 2010 da Abraman margens 33% superiores às da última sondagem, há dois anos, quando o movimento médio anual com manutenção industrial foi de R$ 90 bilhões. A evolução do crescimento sustentado do segmento de consultoria e de trabalhos técnicos em manutenção espelha a importância da instalação do gerenciamento de ativos no conjunto de ações na produção industrial, tema que será discutido e analisado pelos participantes do 25º Congresso Brasileiro de Manutenção da Abraman, entre os dias 13 e 17 de setembro, em Bento Gonçalves-RS.

    Desde 2006 o Mapa da Manutenção registra pontualmente a tendência de valorização da gerência para a área de manutenção. Na pesquisa, segundo interpretação da diretoria da Abraman, a evolução dessa gerência na indústria química denota a evidência do aumento da atenção e concentração do empresariado na autonomia de decisão à força de trabalho de manutenção, geralmente sob a orientação de consultorias técnicas e empresas especializadas terceirizadas.

    O resultado do empenho dos dirigentes das plantas químicas para a renovação tecnológica em conformidade com os parâmetros fixados pela metodologia de manutenção preditiva é outro aspecto relevante aferido pela pesquisa da Abraman: no universo de 44% das empresas, a longevidade média das instalações, máquinas e equipamentos oscila entre onze e vinte anos. Mais de um terço (31%) das indústrias dispõem de ativos entre novos ou no máximo com dez anos de funcionamento, sendo que 25% das empresas afirmaram dispor de plantas e bens de capital em fase de obsolescência, com mais de 21 anos de uso.

    O presidente da Abraman, Eduardo Lobato, recorda que a essência dos serviços de manutenção até pouco tempo se resumia às práticas corretivas. Esse era um quesito considerado secundário no processo da linha de produção industrial, somente discutido quando, literalmente, se pendurava uma plaqueta no equipamento na qual se lia: em manutenção – equivocadamente porque, segundo Lobato, “consertos e reparos significam exatamente o contrário: falta de manutenção”.

    Mais de um século depois da Revolução Industrial, já entre as décadas de 80/90, os extensos períodos de capacidade ociosa das máquinas e equipamentos ainda eram fator de desestímulo ao direcionamento de investimentos em manutenção. Somente a partir da década de 90, quando aquela capacidade ociosa do parque industrial brasileiro começou gradualmente a ser reduzida é que passaram a ser estabelecidos modelos de gerenciamento racional, substitutos dos padrões anteriores que avaliavam como manutenção satisfatória pura e simplesmente a assistência técnica que realizasse com rapidez os consertos.


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