Química

18 de agosto de 2010

Manutenção Industrial – Lubrificação

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Publicado por: Hilton Libos
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    as implicações do relacionamento entre a atual conjuntura econômica e a confiabilidade dos ativos, o engenheiro Marcello Attilio Gracia, consultor da Confialub-Noria Brasil em tribologia (lubrificação), alerta que chegou a hora de pensar e agir mais nos sistemas de manutenção do ciclo de vida das máquinas, sua capacidade agregadora de valor para, como resultado final, obter crescimento da confiabilidade do ativo petroquímico. “Definitivamente, abre-se espaço para que equipamentos melhor gerenciados venham a ter sua disponibilidade física com o máximo de aproveitamento”, constata Attilio Gracia, com graduação de mestre em manutenção industrial, certificado pelo Conselho Internacional para a Lubrificação de Máquinas.

    Segundo Attilio Gracia, na economia de escala em que a indústria química também se insere, os processos produtivos são cada vez mais vistos como geradores de commodities. “Ou seja: uma cadeia forçada pela diminuição do preço de venda e pela diminuição do preço de compra, na qual o lucro é cada vez mais achatado e espremido”, diz. Para o engenheiro, essa pressão pode ser controlada e minimizada quando a confiabilidade de uma máquina obtém o lucro máximo. Para Attilio Gracia, a cadeia produtiva convencional – genericamente constituída por matéria-prima que entra e produto final que sai – agora pode contar com pelo menos outras quatro possibilidades vantajosas: agregar valor no processo de manufatura, aperfeiçoar o gerenciamento da produção, obter controle mais preciso dos processos e, enfim, aumentar a capacidade produtiva.

    Química e Derivados, Marcello Attilio Gracia, Consultor da Confialub-Noria Brasil, Manutenção Industrial - Lubrificação

    Gracia: "Cuidado com as falsas promessas"

    “Finalmente se descobriu um nicho no qual se consegue aperfeiçoar a vida útil do ativo e os lucros do processo são encontrados e elevados”, afirma o consultor da Confialub-Noria Brasil, informando que há registros oficiais da indústria de geração de gás e energia do Canadá demonstrando que a redução de 10% dos custos de manutenção é equivalente ao incremento de 40% das vendas. “Não há dúvidas de que otimizar a manutenção dos equipamentos é a escolha mais sensata”, arremata Attilio Gracia.

    Manutenção ou sucateamento? – Uma série de estudos realizados há mais de 25 anos atestou que a confiabilidade dos ativos lubrificados de uma planta do segmento petroquímico poderia ser fortemente afetada pelas condições de contaminação de seus lubrificantes. Como exemplo, Attilio Gracia explica que um lubrificante mantido seco, frio, limpo e em condições de vácuo pode aumentar em até dez vezes a vida útil de um componente lubrificado. “Evita-se com isso modos de falha relacionados a diversas formas de desgaste, além de corrosão e outras formas de degradação de superfície”, explica o consultor.

    Na prática, segundo o engenheiro Attilio Gracia, a maioria dos equipamentos é recebida com extremo descuido no que diz respeito a seu plano de lubrificação. Os compartimentos também são fornecidos inadequadamente para inspeções, verificações diárias e desprotegidos em relação às ameaças dos contaminantes externos que agridem os equipamentos. “Amparados por falsas promessas de garantia, o usuário de equipamentos e componentes de equipamentos petroquímicos é levado a acreditar que seus bens estão de fato protegidos quando, na verdade, com poucos meses de vida já começam a ser sucateados”, adverte Attilio Gracia.

    O consultor da Confialub-Noria Brasil – que desde 1997 está presente no segmento de treinamento e confiabilidade – recomenda uma metodologia para interromper esse círculo vicioso, criando um alinhamento estratégico novo e proativo. “Para dar uma reviravolta nesse quadro fadado a rotinas de manutenção corretiva, preventiva e preditiva, a solução é atacar as causas raízes das falhas”, aconselha Attilio Gracia. O consultor entende que, se uma pequena parte do orçamento destinado anualmente com a manutenção corretiva de uma petroquímica for racionalmente direcionada para a construção de práticas de manutenção e lubrificação proativa, voltadas para a localização e eliminação das causas das falhas – por meio de programas consistentes de estudos de modos de falha e de manutenção centrada em confiabilidade –, as consequências danosas dessa filosofia corretiva deixariam de acontecer na maioria das empresas petroquímicas.

    “A questão pode parecer algo como pagar antes para ver. Mas o fato é que empresas de todo o mundo optaram por filosofias proativas, focadas na eliminação de causas raízes”, explica o engenheiro. “Em vez das atuais práticas corretivas, preventivas e preditivas, obtiveram resultados muito consistentes em relação à redução de custos operacionais e melhoria na disponibilidade de seus ativos.”

    Reengenharia dos ativos – A aplicação dessa filosofia proposta por Attilio Gracia é precedida de um diagnóstico completo entre doze áreas de oportunidades de tarefas e processos relacionados com a gestão da lubrificação. Depois de realizar um diagnóstico que obedece a uma metodologia internacionalmente testada e aprovada em empresas diversas – inclusive do ramo petroquímico – é realizado o levantamento de custos anuais de manutenção corretiva e de lubrificação, mais o valor anual estimado de custos totais da má administração da lubrificação.


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