Logística Transporte e Embalagens

14 de agosto de 2009

IBCs – Mais seguros e fáceis de usar, contêineres querem aposentar o uso de tambores nos produtos químicos

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Publicado por: Denis Cardoso
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    Química e Derivados, IBCs

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    crise econômica mundial fez balançar o até então firme e crescente mercado brasileiro de contentores intermediários para granéis (Intermediate Bulk Container – IBC, na sigla em inglês), a ponto de alguns usuários desse tipo de embalagem industrial levantarem a hipótese de voltar para os tradicionais tambores de 200 litros ou bombonas plásticas, mais simples de manipular e com custos iniciais mais baixos. As empresas de contêineres químicos reconhecem as mudanças de comportamento de seus clientes – agora cautelosos em seus gastos –, mas apostam nas vantagens operacionais e de segurança que os contentores proporcionam aos usuários, além da força dos serviços de logística agregados à locação ou à venda das embalagens. O recente aperto do governo na fiscalização de IBCs reutilizados (lavados e descontaminados) que transportam produtos perigosos também deve contribuir para um reaquecimento nas vendas de contêineres novos, à medida que o controle mais rígido retire de circulação os equipamentos sem condições de uso.

    “A crise causou uma retração de demanda em todos os nossos negócios. Sofremos uma queda na demanda de 17% no negócio de IBCs no primeiro semestre deste ano em relação ao primeiro semestre de 2008”, comparou Luiz Francisco da Cunha, gerente-executivo da Vasitex, que atua há mais de quarenta anos no segmento de embalagens. No entanto, a companhia com sede em Guarulhos-SP não teme perder mercado para outros tipos de embalagens e deposita todas as suas fichas nos serviços de logística reversa e de rastreamento, que, segundo Cunha, tornam o custo por litro do produto envasado altamente competitivo em relação ao uso dos tambores. “Nós não oferecemos apenas o contêiner e sim soluções para todo o ciclo pós-envase”, afirmou.

    Ao falar de contentores, o sócio da Vasitex não disfarça o entusiasmo gerado na empresa por conta da joint venture com a Schütz, uma das líderes mundiais em embalagens industriais. A união com a alemã, efetivada no início de 2008, permitiu à Vasitex trazer para o Brasil uma tecnologia inédita: os IBCs multicamadas com características antiestática e de barreira antipermeação, que estão sendo produzidos em escala industrial na fábrica de Guarulhos.

    Desenvolvidos com exclusividade pela Schütz, os novos IBCs prometem acirrar a concorrência no mercado brasileiro de contêineres. “Novos horizontes serão abertos no Brasil com a embalagem”, festejou Cunha. “Antes, a gente operava apenas com IBCs recondicionados, por meio da solução ‘ciclo de vida fechado’, em segmentos de mercado que podem usar embalagens reutilizadas. Agora, passaremos a atuar também em outros setores aos quais antes não tínhamos acesso, como tintas e vernizes, cosméticos, agroquímicos, alimentícios e petroquímicos, cujo valor agregado dos produtos e sua sensibilidade aos odores não permitem que sejam envasados em embalagens recondicionadas, em virtude dos riscos de contaminações”, comentou o executivo.

    O sócio da Vasitex acredita que, em pouco tempo, a demanda retraída do primeiro semestre será compensada pelos novos negócios gerados pelos IBCs criados pela Schütz. “Já estamos produzindo em Guarulhos os contentores plásticos de mil litros e tambores plásticos de 200 litros com três ou seis camadas funcionais”, disse Cunha, acrescentando que essa nova unidade de produção demandou investimentos de R$ 35 milhões e será inaugurada oficialmente pela Schütz-Vasitex em novembro deste ano, provavelmente com a presença do CEO da Schütz, Roland Strassburger (veja mais informações nesta edição).

    Como resposta ao lançamento da Vasitex, a concorrente NCG-Tankpool, controlada pelo grupo alemão Mauser e a primeira a fabricar IBCs de plástico no Brasil, a partir de 2000, também pretende inaugurar uma unidade para produzir contêineres antiestáticos, como revelou à Química e Derivados o seu diretor-executivo, Daniel Von Simson. “A matriz mundial da Mauser vem se movimentando para que a nossa empresa comece a fabricar esse tipo de IBC a partir do segundo semestre do próximo ano”, afirmou Simson, completando que a tecnologia não é algo novo para a filial brasileira. “Alguns de nossos clientes já utilizam contentores antiestáticos importados da matriz”, disse o diretor da companhia.

    Antiestáticos ou não, o diretor da NCG-Tankpool considera os contêineres químicos um caminho sem volta para as indústrias que estão habituadas com esse tipo de embalagem. “Principalmente quando o seu uso está associado aos serviços de logística”, ressaltou Simson, que destacou também a vantajosa relação custo/benefício dos seus projetos com IBCs. “Tiramos do colo do cliente a responsabilidade pela logística de seus produtos, para que ele passe a se concentrar exclusivamente em sua área de negócios, em seu core business”, afirmou o diretor, que enalteceu o sistema de rastreamento oferecido pela companhia. “Por meio de um software, monitoramos todo o processo logístico, do início ao fim da operação, incluindo transporte, envase, manutenção e lavagem dos IBCs”, explicou. “Esse processo também permite que o nosso cliente saiba a localização exata de cada contentor utilizado, o que lhe permite tomar decisões importantes, como acelerar o retorno das embalagens do local do envase para suas fábricas”, exemplificou Simson.


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