Logística Transporte e Embalagens

7 de agosto de 2011

Logística – Oferta integrada se amplia com novos competidores

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Revista Química e Derivados, Logística - Oferta integrada se amplia com novos competidores

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    esponsável por uma atividade já de natureza bastante movimentada, em um leva-e-traz frenético de cargas químicas por todo o país, o setor de logística e transporte de produtos perigosos passa por fase muito dinâmica, com promessa de oferecer ao mercado uma gama bem mais diversificada de serviços e operações. No caminho firme da logística integrada, no qual os principais operadores deixaram há muito tempo de ser apenas organizadores de escalas de caminhoneiros, várias novas empresas, investimentos, projetos e estratégias confirmam a tendência.

    O caso mais emblemático dessa nova fase pode ser considerado a recente constituição de uma nova empresa de logística e transportes, a Elog, do grupo Ecorodovias, concessionária privada de rodovias em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. A importância aí se explica em virtude do grande cardápio e o ineditismo de opções logísticas que a Elog oferecerá muito em breve, mirando nessas ofertas vários setores industriais, entre eles o químico, considerado estratégico pela nova empresa. Com controladora altamente capitalizada (o grupo Ecorodovias teve receita líquida de R$ 1,4 bilhão e lucro líquido de R$ 594 milhões em 2010), é de se esperar ofertas no mínimo competitivas.

    “Nascemos com o conceito de plataforma logística integrada, em pontos estratégicos para a produção nacional”, explicou o diretor de operações e negócios da Elog, Omar Passos. No caso, o executivo se refere a três centros logísticos em fase final de construção, que pretendem englobar todas as necessidades de fluxo de exportação, importação e distribuição de vários clientes, situados em grandes áreas próximas a portos e aeroportos, à beira de rodovias e vizinhos a polos consumidores e industriais. São eles o Ecopátio Cubatão, na cidade homônima colada ao Porto de Santos, o Ecopátio Imigrantes, na rodovia de mesmo nome em São Bernardo do Campo-SP, e o Ecopátio Viracopos, em Indaiatuba-SP e próximo ao aeroporto da região.

    Nos ecopátios serão feitas as atividades alfandegadas, as não alfandegadas, o transporte (rodoviário e também ferroviário em Cubatão e Viracopos), a atividade de depot (terminal de estocagem e reparo de contêineres vazios), a lavagem e o tratamento de contêineres químicos e a armazenagem de cargas secas. O mais adiantado deles, o Ecopátio Cubatão, em uma área de 433 mil m2, fará a regulação de veículos para o Porto de Santos, as atividades de Redex (registros de exportação da Receita Federal) numa primeira fase e até o final do ano que vem a nacionalização de produtos importados.

    Revista Química e Derivados, Omar Passos, diretor de operações e negócios da Elog

    Passos: plataformas logísticas e aposta na multimodalidade

    “A ideia é recebermos o contêiner para o cliente, desovarmos a mercadoria no armazém, devolvermos o contêiner vazio para limpeza e retorno e depois destinar o produto para a fábrica”, afirmou Passos. Para essa operação, a Elog termina a construção de armazém de 17 mil m2 e 12 metros de pé-direito, dos quais entre 5 mil e 10 mil m2 serão apenas para embalagens (tambores, big bags, pallets) de contêineres químicos. No momento, o Ecopátio Cubatão tem operação parcial, na qual pode receber apenas cargas em contêineres, enquanto o armazém não fica pronto.

    Aquisição – Para completar essa operação integrada, sobretudo na parte de transporte e de aumento de estrutura logística por outras regiões, a Elog conta com mais trunfos. O primeiro deles foi a aquisição no final de 2010, por R$ 270 milhões, da Columbia, empresa especializada em logística integrada por meio de centrais de distribuição e por transporte rodoviário, e de sua coligada Eadi Sul, posicionada nos principais pontos fronteiriços entre o Brasil e o Mercosul.

    As operações logísticas da Columbia e da Eadi Sul, cujos nomes desapareceram a partir de 12 de agosto, são realizadas em 11 localidades em uma área total de aproximadamente 1,1 milhão de m2, nos quais estão incluídos 210,6 mil m2 de armazéns, com movimentação de cargas em centros de distribuição e recintos alfandegados. “A negociação acelera nosso conceito de plataforma logística, iniciado antes da aquisição e que também fazia parte da rotina da adquirida”, complementou Passos.

    As duas empresas realizam armazenagem alfandegada para importação e exportação e contam com centros de distribuição, onde também fazem gestão de estoques, montagens de kits, serviços de embalagem, etiquetagem e logística reversa. E ainda atuam no transporte rodoviário de contêineres e carga geral, em regime comum e aduaneiro. Para isso, a Columbia conta com frota própria de 35 caminhões, mas também como parceira de várias transportadoras, o que será mantido pela Elog. Da aquisição, porém, estão previstas ainda descontinuidades de alguns centros de distribuição da Columbia para evitar duplicações operacionais em áreas próximas aos ecopátios. Uma central de Santos terá operação incorporada pelo Ecopátio Cubatão, outra no bairro da Mooca, em São Paulo, pelo da Imigrantes, e a de Campinas ao de Viracopos.


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