Têxtil

15 de maio de 2011

IYC 2011 – Química Têxtil – Profissionais fazem a ponte entre pesquisa e aplicação

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    química e derivados, química têxtil, profissionais

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    o Velho Egito, belos corantes ve­ge­tais eram produzidos para tingir as túnicas. O emprego da química em produtos têxteis é muito antigo, mas foi depois da Segunda Guerra Mundial que aconteceu um grande salto, quando o mundo mergulhou de vez na era dos sintéticos. O desenvolvimento da petroquímica mudou radical e velozmente o setor têxtil.

    “A indústria química tem sido fundamental no avanço das fibras artificiais e sintéticas, que permitem atender às necessidades de vestuário das pessoas em todo o mundo”, declara Elizabeth Haidar, diretora de marketing da Rhodia Fibras. “A química tem oferecido avanços importantes no desenvolvimento de novas fibras sintetizadas em laboratório e na interação com outros materiais, agregando mais características e propriedades às fibras, aumentando o volume de produção para atender à demanda por mais vestuário e por produtos diferenciados, que melhoram a qualidade e a durabilidade da roupa”, acrescenta.

    A Rhodia é uma das empresas pioneiras nesse segmento. Atua no Brasil desde 1929, quando iniciou a produção de acetato de celulose na unidade de Santo André-SP, nos primórdios da industrialização do país. Segundo Elizabeth Haidar, “a empresa implantou no Brasil todas as fibras químicas (poliamida, poliéster, acrílico) para aplicações têxteis em vestuário”.

    Também foi “a introdutora da produção brasileira das microfibras e dos chamados fios têxteis inteligentes (que incorporam funcionalidades), provocando mudanças significativas no vestuário”. A Rhodia é a única empresa da América Latina totalmente integrada na cadeia da poliamida, desde a matéria-prima básica (o fenol) até o produto final, os fios e as fibras têxteis.

    Os fios têxteis standard, microfibras, supermicrofibras e fios têxteis inteligentes da Rhodia são empregados na produção de artigos para moda/fashion, lingerie, esportivo, praia, meias femininas e masculinas, uniformes escolares, entre outros. A empresa se posiciona como líder de mercado no país. Possui duas fábricas têxteis: em Santo André e em Jacareí, ambas no estado de São Paulo.

    Com presença no setor têxtil superior a um século, a Basf carrega em seu currículo o pioneirismo na síntese do índigo blue, em 1890, o que tornou possível a produção do jeans azul em escala industrial. Também é apontada como pioneira no desenvolvimento de acabamentos com resina, que agregou às roupas a propriedade antiamassamento e o recurso antiabrasão. O sistema Easy Care contribui com o ecossistema por meio da redução no consumo de energia, frisa o gerente de vendas de químicos para têxtil, Marcelo Pacielo.

    A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) criou, há alguns anos, o Comitê Setorial de Química Têxtil por considerar que a química é parte intrínseca em todos os elos da cadeia de produção, incluindo a confecção. Para costurar bem e com alta velocidade, trabalha-se com fios recobertos (lubrificados). Assim, há baixo coeficiente de atrito fio-metal (dos passadores e agulhas das máquinas).

    Jefferson Zomignan, coordenador do Comitê Setorial de Química Têxtil, relata que, por intermédio do CSQT, a Abit costuma promover palestras de conscientização sobre as novas tecnologias químicas disponíveis. Também pretende elaborar um manual têxtil para atender às necessidades de formação dos profissionais. Outra função do CSQT é ajudar na fiscalização de produtos que entram no Brasil e possam prejudicar a indústria.

    Na evolução do setor têxtil, o papel do profissional químico é exaltado. “É tremendamente importante”, testemunha Elizabeth Haidar. “No caso da Rhodia, por exemplo, cerca de 50% de nossos pesquisadores possuem formação química e são responsáveis desde a fase inicial da pesquisa até a industrialização dos produtos. Mesmo envolvendo outras competências técnicas, coordenam os projetos, pois possuem visão de processo bem desenvolvida”, comentou.

    Zomignan considera esse profissional um ser especial, pois trabalha tanto na pesquisa como no desenvolvimento e na aplicação de produtos e nos processos industriais. E também há aqueles que se especializam em marketing e unem as necessidades do mercado com a indústria química. Pacielo afirma que o químico “tem um papel muito importante no desenvolvimento de efeitos e soluções inovadoras, porque as diferentes demandas do mercado da moda exigem que esse profissional esteja muito próximo do mercado para buscar as soluções cada vez mais rapidamente”.

    Com carreira internacional, o engenheiro químico suíço Markus Furrer, executivo da Clariant no Brasil, pondera que há diferenças na formação do engenheiro em países como Suíça e Alemanha, em relação ao Brasil. Na Europa, “a formação prática é melhor do que no Brasil”. Os laboratórios europeus garantem esse padrão de qualidade.

    Furrer considera, no entanto, que há grandes profissionais tanto na Europa como no Brasil. Isto porque, “depois de dois ou três anos de trabalho, todos os profissionais químicos estão em condições de prestar bons serviços”. Furrer já aprendeu uma máxima que é propagada nesta parte do mundo: “Sabe-se a teoria, e 90% se aprende trabalhando.”

     



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