Têxtil

15 de maio de 2011

IYC 2011 – Química Têxtil – Inovações químicas apoiam a criatividade dos estilistas

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Revista Química e Derivados, Química Têxtil, Inovações químicas apoiam a criatividade dos estilistas

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    em a indústria química, o setor têxtil não existiria.” A frase, dita pelo vice-presidente da unidade de negócios Textile Chemicals da Clariant para as Américas, Markus Furrer, reflete a influência exercida pela química no desenvolvimento da indústria têxtil. Elizabeth Haidar, diretora de marketing da Rhodia Fibras, GBU (Global Business Unit), do grupo Rhodia, cunha outra expressão lapidar: “Sem o desenvolvimento da indústria química no setor têxtil, não teríamos roupas suficientes para atender os bilhões de habitantes do nosso planeta.”

    Revista Química e Derivados, International Year of Chemistry 2011O segmento têxtil é um dos mais significativos mercados de consumo de produtos químicos. Em cada fase do processo de produção, da fibra ao tecido, a química está presente, como num casamento perfeito. Produtos para acabamentos em tecidos, tais como corantes, amaciantes, tensoativos etc., formam um grande eixo de importância química na indústria têxtil. E uma série de produtos baseados na nanotecnologia chega no mercado com força.

    Jefferson Zomignan, coordenador do Comitê Setorial de Química Têxtil (CSQT), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), calcula que as fibras químicas (sintéticas ou artificiais) representem 40% do volume total das fibras produzidas.

    Os números globais são ainda mais robustos. Furrer dispõe de estatísticas que indicam um consumo mundial de fibras da ordem de 74 milhões de toneladas/ano. Desse total, 47 milhões (63%) se referem a fibras sintéticas e 27 milhões (37%) às naturais. “E as fibras sintéticas ainda têm espaço para crescer mais”, aposta o executivo, seja pelos menores preços em relação aos produtos naturais, pela funcionalidade ou pelo crescimento populacional.

    A indústria têxtil é uma das mais dinâmicas, na medida em que oferece espaço para a criatividade do estilista. “A cada grande desfile, o mundo da moda se encanta com novas e inusitadas formas, fruto da criatividade do estilista. Ele sabe como ninguém empregar a sua principal matéria-prima, o tecido. E está sempre em busca de novos materiais e cores para surpreender e emocionar. Por isso, a cada estação se renova o desafio para a indústria têxtil: criar novos tecidos, capazes de despertar a imaginação do artista para mais uma coleção”, declara Marcelo Pacielo, gerente de venda de químicos para têxtil da Basf.

    “Há um aumento da demanda do consumidor por vestuário que alie beleza e design ao conforto e ao bem-estar. Por isso, a indústria química tem um papel cada vez mais fundamental”, pontua Elizabeth Haidar.

    E, nos tempos atuais, os têxteis, como não poderia deixar de ser, já estão vinculados à onda ecológica que varre o planeta. Os chamados tecidos funcionais estão no mercado e as novidades não param de surgir. E também há modificações nos processos de produção.

    Zomignan diz que, com a evolução dos equipamentos utilizados no beneficiamento dos fios, tecidos e malhas e também na estamparia, devem chegar cada vez mais ao mercado produtos de alto desempenho que utilizam a menor quantidade de água e energia possível. “É impossível desenvolver produtos químicos sem pensar em termos ecológicos e sustentáveis hoje em dia”, acrescenta.

    Ele assevera que, cada vez mais, as empresas fabricantes de roupas esportivas e infantis, as grandes lojas de varejo e os exportadores “exigem a aplicação de produtos que sejam atóxicos, de alta durabilidade e altíssima solidez à lavagem caseira”.

    A evolução também passa por produtos com nanopartículas e nanotecnologicamente modificados. “Existem muitas novas moléculas e técnicas de aplicações para efeitos em substrato têxtil. As pesquisas são desenvolvidas e testadas em universidades do exterior e também aqui no Brasil”, observa Zomignan. Essas moléculas quando aplicadas ao substrato criam o chamado “tecido inteligente”, que possui propriedades funcionais diferenciadas, como: liberação de odores; proteção contra frio e calor, com químicos chamados de PCM (phase change material); proteção contra gases e químicos tóxicos (para uso militar, por exemplo); contra mosquitos (“os pescadores e churrasqueiros agradecem”, disse); antipólen e antialérgicos; com proteção contra os raios ultravioleta (UV); e contra a propagação de fogo.


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