Química

17 de dezembro de 2011

IYC 2011 – Celebração da química une e mobiliza setor

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    epois de comemorar os centenários do Prêmio Nobel de Marie Curie e da criação dos encontros Solvay de Físico-Química, estes originaram a atual União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac), os químicos querem esticar 2011. E farão isso sem mutilar o calendário. Os resultados obtidos com as ações relativas ao Ano Internacional da Química (AIQ), instituído pela ONU/Unesco, foram tão positivos que os envolvidos pretendem manter ativas várias iniciativas e, por meio delas, sustentar a boa imagem da ciência na sociedade.

    “Sem dúvida, o maior feito do AIQ no Brasil foi ter conseguido aproximar e mobilizar todos os setores ligados à Química, do ensino e pesquisa à indústria, incluindo órgãos de classe e do governo”, afirmou a química e professora do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IQ-UFRJ) Cláudia Moraes de Rezende, também diretora da Sociedade Brasileira de Química (SBQ). “Agora queremos manter e aprofundar esses relacionamentos.” Coordenadora do AIQ no Brasil, ela foi qualificada como “dínamo” por alguns de seus interlocutores pelo seu grande envolvimento e atividade durante todo o ano.

    “A professora Cláudia nos procurou ainda na Basf, em nome da SBQ, para obter patrocínio para as atividades do AIQ e eu levei a ideia para a Abiquim, os associados aprovaram o investimento e aderiram às ações propostas”, comentou Fernando Figueiredo, ex-vice-presidente da Basf na América Latina e atual presidente executivo da Abiquim.

    Figueiredo comentou ter havido uma reunião na sede do Sindicato da Indústria de Produtos Químicos e Petroquímicos do Estado de São Paulo (Sinproquim), no início do ano, com a participação de universidades, indústrias e órgãos oficiais, a exemplo do Conselho Regional da Química (CRQ-IV), para definir uma plataforma comum para todas as iniciativas do AIQ. “O planejamento geral não funcionou como uma camisa de força, cada empresa ou entidade pôde escolher a ação que mais lhe conviesse, mas a apresentação dessas atividades teve uma plataforma única, facilitando a identificação com todo o projeto, de forma harmônica”, explicou.

    Dessa maneira, além das ações assumidas pela entidade empresarial do setor, cada indústria química pôde desenvolver suas próprias iniciativas, que incluíram visitas às fábricas. “Foram poucas essas visitas, porque uma indústria química em operação sempre constitui um risco, as instalações precisam ser preparadas para receber visitantes, especialmente crianças”, salientou Figueiredo. Em algumas empresas, a presença de crianças nas áreas de produção é terminantemente proibida. “Um ponto chave do setor químico é monitorar e gerir esses riscos”, considerou.

    Química e Derivados, Laboratório, Cristália

    A Abiquim, por sua vez, destinou R$ 2,2 milhões para projetos no âmbito do AIQ. “Apoiamos prioritariamente a área de comunicação por meio de audiovisuais, uso de mídias sociais (Facebook, Twitter, Orkut e blog) e na divulgação geral nos meios de comunicação”, explicou. O foco dos trabalhos, sob a coordenação da equipe brasileira do AIQ, foi direcionado para divulgar a ciência entre os jovens. Com resultado, temas de interesse químico apareceram 844 vezes em 23 estados, nos principais veículos de comunicação de massa. Nas mídias sociais, os resultados também foram animadores: 725 mil visualizações no Facebook (58% de pessoas entre 13 e 24 anos), 938 seguidores no Twitter, e 69 visitas por dia no blog (39 mil visualizações).

    Figueiredo ressalta que o enorme número de ações desenvolvidas por todos os participantes colaborou para chamar a atenção da sociedade para a ciência. Só na Rede Globo (emissora líder de TV aberta), foram 14 inserções em programas durante o ano, a maior parte deles nos noticiários. “O experimento com a água do planeta também chamou muito a atenção do público em geral”, avaliou. Figueiredo acha difícil mensurar objetivamente o sucesso do AIQ, mas os indicadores citados servem como evidências animadoras.

    “Nosso desafio atual é manter e avançar esses trabalhos em 2012”, afirmou. Além de preservar e aprofundar o relacionamento com a academia, entidades de classe e órgãos oficiais, a Abiquim pretende manter ativa a estrutura das redes sociais. “Eu recomendaria a criação de um conselho de notáveis, de todas as áreas, para discutir a Química com a sociedade, em caráter permanente”, comentou. Ele aponta um erro na condução do AIQ: “não chamamos para o grupo os sindicatos dos trabalhadores, apesar de mantermos excelentes diálogos com eles”.

    Educação beneficiada – A coordenadora do AIQ no Brasil considera que as escolas dos cursos fundamental e médio foram o segmento que mais aproveitou as iniciativas realizadas. “Era o segmento mais distante das entidades do setor, que geralmente olham mais para os estudantes universitários e para os profissionais”, considerou. Essa distância se traduz no baixo conhecimento da sociedade sobre os temas ligados à Química.


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