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27 de julho de 2003

Investimento: Rhodia aprova expansão de fenol e acetona

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Rhodia aprovou, em maio, o projeto de expansão de 27% da capacidade produtiva de fenol e acetona em Paulínia-SP, com conclusão prevista para abril de 2004. Após o investimento de R$ 31 milhões, aos quais devem ser adicionados mais US$ 1 milhão em necessidades de capital de giro, a unidade paulista passará a produzir 165 mil t/ano de fenol e 101 mil t/ano de acetona.

    “A demanda por esses produtos cresce constantemente acima do PIB brasileiro”, explicou Luiz Carlos Fernandes, presidente da Rhodia Intermediários América Latina. A produção nacional de fenol começou em 1970, com 50 mil t/ano. A capacidade foi duplicada em 1979, atingindo o patamar atual, de 130 mil t/ano, em 1996. Fernandes explicou que a unidade sofreu reforma em 2000, recebendo atualizações tecnológicas de modo a melhorar seu rendimento, mantendo-se competitiva internacionalmente. “Falta escala, o que vamos conseguir na expansão”, afirmou.

    Em âmbito mundial, essa é a única unidade produtora de fenol e acetona da Rhodia que se desfez das demais. A manutenção da produção em Paulínia se explica pelo alto grau de integração a jusante. “Cerca de 40% da produção dessa unidade é absorvida dentro do próprio site, na produção de náilon, ácido salicílico, bisfenol e solventes oxigenados”, comentou Fernandes. Além disso, a produção está situada próximo de mercados consumidores, com boa infra-estrutura logística, inclusive para exportações.

    Na cadeia do fenol, fora o consumo cativo da empresa, parte das 35 mil t/ano adicionais tomarão o rumo da produção de resinas fenólicas para indústria de madeira e moveleira. “Há fortes investimentos de companhias internacionais na região Sul do País nesse segmento, que consumirão mais resinas fenólicas e uréia-formol”, considerou. Atualmente, a importação brasileira de fenol já atende a quase 20% do consumo. A expansão da Rhodia permitirá suprir todo o mercado por pelo menos mais quatro anos. A empresa estima responder por 75% do mercado regional de fenol e de 82% a 85% dos negócios com acetona.

    Nessa situação, a companhia considera ser mais interessante se fixar como fornecedora de insumos para uma cadeia produtiva com vantagens competitivas óbvias para disputar mercados no exterior, do que exportar o intermediário químico. “É melhor agregar valor à cadeia produtiva”, afirmou. Já no caso dos solventes cetônicos, a Rhodia já é exportadora. A acetona, também consumida na produção de metacrílicos, apresenta crescimento de mercado ainda mais forte que o de fenol.

    Fernandes ressaltou a existência de produtores internacionais de acetona que utilizam a via de oxidação do propeno, além de outros que produzem apenas fenol, valendo-se da disponibilidade de benzeno e de subprodutos da obtenção de ácido adípico. “Em algumas regiões, como a Europa, o mercado de acetona está bem suprido, mas há falta de fenol, enquanto na América do Sul há escassez de acetona”, afirmou. Embora produtores concorrentes apresentem volumes anuais de produção bem maiores que o da Rhodia, Fernandes salientou que eles o fazem a partir de várias instalações de porte semelhante ou menor que a unidade de Paulínia.

    Além de ampliar a capacidade, a fábrica também contará com equipamentos modificados, entre eles um novo oxidador, a ser fabricado no Brasil. “Na linha de acetona, implementaremos um sistema de recirculação que dará mais eficiência ao processo”, explicou. Também a área de utilidades será ampliada, dada a maior exigência de ar comprimido e água fria. Por medida de segurança, as bacias de contenção também serão ampliadas. A instalação dos equipamentos será feita em vinte dias, programada para a próxima parada geral de manutenção da unidade, marcada para março de 2004.

    A fim de viabilizar a expansão, a Rhodia precisa garantir o suprimento de cumeno (isopropil benzeno), que deverá acrescer 40 mil t/ano às 180 mil t/ano contratadas junto à Unipar Química. Isso implica obter junto à Petroquímica União fornecimento anual de 80 mil t/ano de propeno, em vez dos atuais 66 milt/ano, além de um adicional de 25 mil t/ano de benzeno sobre as 119 mil t fornecidas em 2002. “Estamos em negociação com a Unipar”, afirmou Fernandes.



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