Química

15 de maio de 2012

Inovação – Recursos públicos para criar gerador de ozônio nacional

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Publicado por: Maria Rita Barbi
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    Revista Química e Derivados, Samy Menasce, Brasil Ozônio, Cietec, grande centro tecnológico

    Menasce: quem inova precisa de apoio financeiro

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    amy Menasce já era um executivo bem-sucedido quando lhe foi apresentada uma solução inovadora para tratamento de água com ozônio. Foram quatro anos de desenvolvimento experimental da nova tecnologia, consumindo recursos próprios para montar o primeiro protótipo de um equipamento para sanitizar piscinas.

    Samy soube da existência da incubadora de empresas no Cietec por meio de um amigo, que o ajudou a viabilizar a Brasil Ozônio em seus primórdios. Já graduado da incubadora, afirma a importância que o endereço inicial teve para seu negócio: “Para uma empresa nascente que tem apenas uma boa ideia, estar próximo de um grande centro tecnológico traz credibilidade.” E ainda aponta: “A grande vantagem do Cietec era estar sempre informado de todos os tipos de financiamentos que existiam, principalmente os de fundo perdido.”

    O primeiro recurso de subvenção que ele captou foi um CNPq, em 2006, para financiar a mão de obra pesquisadora que desenvolveria o primeiro gerador do sistema de ozônio. “O segundo CNPq que pedimos foi de R$ 100 mil, para desenvolvimento de aplicação para o gerador, e o terceiro CNPq, de R$ 250 mil, acaba agora em junho”, completa.

    A Brasil Ozônio conta ainda com um Pipe 2 da Fapesp, de R$ 350 mil, que levou dois anos para ser liberado, para viabilizar um novo equipamento para o mercado. Samy aponta a dificuldade de trabalhar com esse tipo de recurso, que além de tudo exige uma prestação de contas detalhada: “Se não tiver organização na empresa, não se consegue fazer.”

    A empresa ainda pleiteia uma linha de subvenção de R$ 9,5 milhões do Funtec para um projeto em conjunto com a Fundação Pátria, da Marinha Brasileira, e a Universidade de Criciúma.

    Hoje, a Brasil Ozônio conta com um consultor contratado especificamente para elaboração e desenvolvimento de projetos para captação de recursos. “Esses desenvolvimentos tomam muito tempo e precisam de atenção. Dessa maneira, posso focar melhor no negócio”, disse Samy.

    A empresa saiu das piscinas e ganhou um mar de oportunidades. Já são mais de 48 aplicações comprovadas de soluções à base de ozônio em processos de tratamento e sanitização de água, afluentes e efluentes industriais, gases tóxicos e odorosos, soluções fitossanitárias, alimentos e em processos de esterilização de materiais cirúrgicos. A Brasil Ozônio atende gigantes multinacionais e possui clientes ilustres, como a Granja do Torto, em Brasília.

    Seu negócio navega de vento em popa, com faturamento anual na casa dos R$ 3,5 milhões. Mas Samy aponta o calcanhar de aquiles das empresas inovadoras: “Esse segmento precisa ter fundos de fomento diferenciados. É preciso achar uma sistemática para que o dinheiro chegue às empresas de forma mais rápida. O empreendedor que inova não aguenta fazer tudo com fundos próprios, ele fica à deriva.”

     

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