Economia

14 de fevereiro de 2014

Infraestrutura: País investe apenas metade do necessário

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    té 2018, o Brasil poderá receber R$ 1,19 trilhão de investimentos em obras de infraestrutura. Esta cifra está vinculada a 8.300 obras em andamento, em projeto ou em intenção em oito setores da economia: óleo e gás, transporte, energia, saneamento, indústria, infraestrutura de habitação, infraestrutura esportiva e outros (hotéis, shopping centers etc.).

    “Estamos muito abaixo do que o Brasil necessita. O ideal seria investir 5% do PIB e se investe 2,5%”, pontuou Eurimilson J. Daniel, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).

    Daniel fez esse comentário em 13 de novembro, no Espaço Hakka, no bairro da Liberdade, em São Paulo, quando foi apresentada para centenas de executivos de empresas a 4ª edição da pesquisa “Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2018”, encomendada pela Sobratema às empresas Criactive e e8 Inteligência.

    Segundo Daniel, que também é o principal executivo da Escad Rental, o Brasil atualmente investe proporcionalmente menos, em relação ao PIB, que países menores, como o Chile, por exemplo, ou de rápida expansão econômica, como a China. O custo Brasil e as taxas de juros, disse ele, funcionam como algozes do desenvolvimento da economia do país. As carências em infraestrutura preocupam os empresários de praticamente todos os ramos de atividade.

    A pesquisa da Sobratema revela que há R$ 497,2 bilhões sendo investidos em 4.614 obras em andamento. Também há intenção de investir R$ 697,3 bilhões em outras 3.686 obras. Desse total, contabiliza-se R$ 444,6 bilhões (604 obras) com data de início e R$ 252,7 bilhões (3.082 obras) estão no papel, sem previsão para começar.

    Química e Derivados,Infraestrutura: País investe apenas metade do necessárioO segmento de transportes é o que responde pela maior fatia do bolo de investimentos. Calcula-se que há R$ 369,6 bilhões de investimentos programados para o período 2013-18, o que equivale a 30,94% do total previsto. Com um valor da ordem de R$ 34,6 bilhões, o trem de alta velocidade (TAV) é o principal projeto do setor e não tem data para começar. Outros modais que concentram os maiores montantes de investimentos: ferrovias, 34,5%; portos e hidrovias, 25,3%; e rodovias, 14,3%. Considera-se que os recursos destinados a essas três modalidades são estratégicos para reduzir os gargalos existentes na área logística, que resultam em custos adicionais para toda a cadeia produtiva. No ano passado, o investimento destinado à área de transporte representou apenas 0,92% do PIB.

    Óleo e gás – O setor de óleo e gás, com aportes da ordem de R$ 346,6 bilhões, abarca 29,02% do total de investimentos previstos. A pesquisa apurou que as obras em andamento de 2009 até 2012 totalizaram R$ 365,1 bilhões. Investimentos de 2013 a 2018 (obras em andamento): R$ 242,2 bilhões; R$ 9 bilhões de investimentos em obras paralisadas; e R$ 104,3 bilhões em intenção.

    O novo Plano de Negócios da Petrobras definiu 947 projetos que deverão receber US$ 236,7 bilhões até 2018 – destes, 770 estão em andamento e 177 em avaliação. A exploração e a produção de petróleo ficam com 62,3% do montante geral, por conta, principalmente, da produção ligada às reservas nas áreas do pré-sal. Além do pré-sal, as refinarias do Maranhão e de Fortaleza estão entre as principais obras desse ramo.

    Daniel afirmou que a Petrobras tem investido, ultimamente, a média de R$ 43 bilhões/ano. Mas, em 2013, o nível caiu para R$ 42 bilhões. A expectativa, no entanto, é a de que em 2014 os investimentos da estatal subam 14% em relação ao exercício atual. “Não é o suficiente, mas é um caminho”, ele opina.

    O setor energético tem investimentos previstos da ordem de R$ 196,1 bilhões. As obras de geração de eletricidade representam 87,6% desse total. A evolução da relação entre as fontes renováveis (46%) e as não renováveis (54%) continua relativamente estável, com destaque apenas para o crescimento contínuo das fontes renováveis alternativas, que representavam 3,1% em 2003 e 4,6% em 2012. A oferta de energia cresceu somente 0,3%, novamente abaixo do PIB e abaixo do crescimento populacional. Na outra ponta, o aumento de consumo em 2012 foi de 3,8%.

    Pior ainda é a situação do setor de saneamento básico, cuja universalização do sistema de escoamento e tratamento de esgoto ainda está distante: somente 48% da população tem esgoto coletado e 37,5% tem o esgoto tratado. De acordo com o levantamento da Sobratema, esse segmento deverá receber, até 2018, investimentos de R$ 55,6 bilhões.

    O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) prevê, no entanto, que sejam aportados recursos da ordem de R$ 508,5 bilhões em obras de abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto e lixo e em ações de drenagem, entre 2014 e 2030. Do total de investimentos previstos, R$ 298 bilhões serão recursos federais e R$ 210 bilhões de outros agentes.


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