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11 de outubro de 2016

Indústria química investe no atendimento a emergências – Abiquim

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, Treinamento de brigada de incêndio na Basf, em Guaratinguetá-SP

    Treinamento de brigada de incêndio na Basf, em Guaratinguetá-SP

    Planos para evitar incidentes, iniciativas formadas por empresas, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e o investimento em treinamento preparam o segmento para enfrentar emergências.

    Os avanços e desafios em atendimento a emergências serão tema da 16ª edição do Congresso de Atuação Responsável, que acontecerá nos dias 18 e 19 de outubro no Novotel Center Norte, em São Paulo. Com o objetivo de debater formas de tornar ainda melhor o atendimento a emergências no Brasil, a Abiquim, por meio da Comissão de Preparação e Atendimento a Emergências (PAE), organizará uma mesa redonda de apresentações e debates que abordará o Líquido Gerador de Espuma (LGE) a sua aplicação, estocagem os critérios de homologação e testes realizados conforme normas vigentes, os sistemas de combate a incêndio por espuma, o mercado brasileiro e novas tecnologias no atendimento a emergências.

    O risco é presente em qualquer atividade humana. E, tratando-se da indústria química, o tema ganha extrema relevância, pois as empresas do setor são responsáveis por realizar processos, manipular e armazenar produtos que podem resultar em uma situação de emergência. Essas empresas precisam estar preparadas para atender emergências e aptas a cumprir a legislação, pois apenas dessa forma podem receber as licenças dos órgãos competentes.

    O atendimento a emergência começa no desenvolvimento de um Plano de Emergência Individual (PEI) que deve contemplar a realidade de cada empresa em avaliar suas condições e estar preparada para responder emergências e planejar ações de acordo com os cenários levantados. O PEI deve compreender a formação da equipe de planejamento, a revisão da legislação e de planos já existentes, a identificação de perigos e avaliação de riscos, além da avaliação da capacidade de resposta.

    O comportamento humano deve ser considerado no desenvolvimento desse plano, dessa forma garantirá maior probabilidade de sucesso em um evento real. Inserido no Programa Atuação Responsável®, o desenvolvimento e treinamento nos planos de atendimento a emergências é um requisito considerado indispensável para as indústrias químicas signatárias.

    De acordo com o diretor comercial da Suatrans, empresa de atendimento emergencial de produtos perigosos, Marcel Borlenghi, o Plano de Emergência deve ser continuamente revisado e posto em prática anualmente, por meio de simulados, a fim de garantir a eficácia prevendo os possíveis cenários nas operações das empresas. “Ultimamente temos vistos diversos acidentes que não possuíam ações previstas nos planos de emergência por serem hipóteses improváveis. Esses casos devem servir de lição e alertar a indústria para considerar todos os riscos inerentes às suas operações e analisar se tem a capacidade de resposta instalada adequadamente. Considerar a implantação de um Plano de Auxílio Mútuo (PAM) também é primordial”, explica Borlenghi.

    Trabalho em parceria – Além do PAM, para se efetuar o atendimento às emergências foram criadas iniciativas como o Alerta e Preparação de Comunidades para Emergências Locais (Apell) e a Rede Integrada de Emergência (Rinem). Essas iniciativas são formadas por entidades do governo, autoridades locais e dirigentes das empresas, que concentram esforços e recursos com o objetivo comum de neutralizar um possível sinistro no menor tempo possível, com mais eficiência e agilidade.

    Neste contexto, o PAM, instituição sem fins lucrativos, visa prestar auxílio mútuo entre os empreendimentos e municípios, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e demais órgãos públicos envolvidos com emergências por meio de suprimento e manutenção de serviços entre as empresas signatárias, além de apoiar as atividades do Corpo de Bombeiros em casos de sinistros. Em contrapartida o Corpo de Bombeiros disponibiliza pessoas treinadas para ministrar cursos de brigada de incêndio, vistorias técnicas em caráter de orientação e outros serviços para os integrantes do Plano.

    O primeiro PAM no Brasil foi criado em 1959, por necessidade do Polo de Cubatão-SP, primeiro polo petroquímico do país. Mas sua popularização se deu a partir de 1984, quando ocorreu o incêndio na Vila Socó, em Cubatão-SP, que resultou em 93 mortos, segundo números oficiais, mas que pode ter chegado a mais de 450 vítimas fatais. A tragédia mostrou a necessidade de a indústria se preparar e ter recursos para atender acidentes de grandes proporções, que podem atingir as comunidades do entorno aos polos petroquímicos do País.

    Já o Apell tem como premissa um conjunto de diretrizes formuladas pelo Departamento da Indústria e Meio Ambiente do Programa das Nações Unidas (ONU), em cooperação com a Associação dos Químicos dos Estados Unidos (CMA) e o Conselho Europeu das Federações da Indústria Química (Cefic). O acordo é uma ação cooperativa que visa intensificar a conscientização e a preparação da comunidade para situações de emergência.


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