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3 de fevereiro de 2014

Indústria: Invista reforça atuação nos plásticos

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    ascida como divisão de negócios de poliamidas e poliésteres da DuPont, depois comprada pelo grupo privado americano Koch Industries, em 2004, a Invista reforça sua atuação nos compostos de poliamidas, plásticos de engenharia muito aplicados na construção de automóveis. A companhia possui elevado grau de verticalização e, por isso mesmo, também ocupa uma posição de destaque na oferta de intermediários químicos e especialidades para diversos segmentos de mercado.

    Química e Derivados, Altero: compostos representam quase a metade do consumo de poliamidas

    Altero: compostos representam quase a metade do consumo de poliamidas

    A grande novidade está na produção de compostos. Pelos termos do contrato de aquisição, a compradora se comprometeu a não investir nisso durante um período determinado, pois a DuPont manteve seus interesses na atividade. “O prazo estabelecido no contrato terminou em 2012, e a Invista resolveu ingressar nesse negócio que apresenta forte crescimento em todo o mundo”, explicou Nelson Altero, diretor de negócios de superfícies e materiais de desempenho e intermediários da companhia na América do Sul. Como explicou, quase a metade de toda a produção de PA 6.6 no mundo é direcionada para compostos, uma prova eloquente da relevância dessa atividade.

    O primeiro movimento da Invista na direção desses plásticos de engenharia foi a aquisição de uma produtora de compostos e recicladora de poliamidas em Born, na Holanda, concluída em 2012. “Os clientes europeus do setor automotivo estavam exigindo que tivéssemos produção própria”, disse Altero.

    Em outubro deste ano, a Invista inaugurou sua fábrica para 22 mil t/ano de compostos de poliamida em Chattanooga (Tennessee, EUA). “Instalamos a maior máquina do mundo para isso, uma Megacompounder, que foi equipada com alguns itens desenvolvidos por nós para a obtenção de especialidades”, afirmou Eduardo Galvão, gerente de vendas e desenvolvimento de polímeros de engenharia para a América do Sul. A linha inclui uma variada gama de reforços incorporados às resinas, como as fibras de vidro e carbono, elastômeros e cargas diversas, acompanhando as necessidades das aplicações dos clientes.

    A fábrica de compostos norte-americana terá capacidade suficiente para exportar para outros mercados, Brasil incluso. “Nosso foco será direcionado para os produtos de alta performance, capazes de resistir a temperaturas mais elevadas, altas cargas e com elevada fluidez”, explicou.

    A comparação entre os consumos internacionais de compostos de PA é desfavorável ao Brasil. Segundo Galvão, um automóvel fabricado nos Estados Unidos carrega oito vezes mais desses materiais avançados. Quando comparado a um carro europeu, o múltiplo sobe para dez. “O design automobilístico quer usar materiais cada vez mais leves e mais resistentes, capazes de reduzir o consumo de combustível; nessa tendência, os plásticos tendem a ocupar cada vez mais o lugar do aço”, considerou.

    Além de oferecer mais produtos avançados, a intenção da companhia é reforçar as aplicações e os serviços prestados aos clientes. “Na feira K, por exemplo, exibimos mais avanços nas aplicações do que em produtos”, comprovou.

    Galvão salienta que o domínio da tecnologia da produção das resinas de poliamida é fundamental para gerar diferenciais nos compostos. “Como somos integrados verticalmente, podemos usar PA 6, 6.6, 12 e outras”, informou.

    A atuação em compostos no Brasil é conduzida pela produção de compostos de PA 6.6 mediante contratos de toll manufacturing (produção sob encomenda) firmados com produtores independentes e qualificados. “O tolling custa caro, mas é uma forma necessária de aprendizado, tem sido fundamental para nosso crescimento”, explicou Galvão.

    Os acordos existentes permitiram não só replicar os grades internacionais, mas também desenvolver produtos tipicamente locais. “A América do Sul já representa 30% das vendas de compostos da Invista em todo o mundo”, salientou.

    Altero comentou que a companhia chegou a desenvolver estudos para instalar produção própria de compostos no Brasil acompanhando a evolução da indústria automobilística. “Verificamos que, há cerca de dois anos, foram realizados fortes investimentos em novas capacidades de compostagem, mediante a importação de equipamentos específicos, e isso apontava para uma sobrecapacidade, motivo pelo qual resolvemos esperar um pouco, decisão que se revelou acertada”, avaliou. Em 2010, o nível de otimismo em relação ao Brasil era muito elevado, mas isso não se traduziu em aumento de consumo na mesma proporção. Dessa forma, o plano de atuação da companhia nos compostos envolve importar os grades de maior demanda da fábrica de Chattanooga e produzir aqui, por tolling, os itens que precisem de ajustes específicos.

    Altero e Galvão enfatizam que esse posicionamento da Invista não implica entrar em conflito com os composteiros estabelecidos no mercado, seus clientes de poliamidas. “Não vamos concorrer com eles porque vamos atender diretamente as montadoras e seus principais sistemistas, os tier 1, ambos interessados em contar com fontes de suprimento globais de compostos sob especificação e validação idênticas em todos os sítios de produção”, explicou Galvão. Os composteiros independentes tendem a se tornar especialistas, comprando resinas dos fornecedores mundiais.


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